¡ATAJÓ ABBONDANZIERI!

 

Essa homenagem não teria outro nome possível: Atajó Abbondazieri. Essas são as duas palavras que mais se ouvia quando o assunto era ele.

A nostalgia toma conta e é por isso que vou escrever sobre meu ídolo. Muitos vão se perguntar: nossa, mas seu ídolo é um goleiro? Sim, mas ele não é qualquer goleiro.

Lembrado pela sua passagem gloriosa pelo Boca Juniors, por cada pênalti defendido, e também por ter defendido com maestria as cores de cada clube que fez parte da sua carreira. Lhes apresento: Roberto Carlos Abbondanzieri, ou simplesmente Pato Abbondanzieri.

Pato nasceu na cidade de Bouquet, em 19 de agosto de 1972. Os presentes mal sabiam que estavam diante de um dos maiores goleiros do futebol argentino.

Começou sua carreira nos times de base do Rosário Central. Estreou como profissional aos 22 anos, em 6 de dezembro de 1994 diante do Ferro Carril, no empate por 1x1.

Pelos Canallas, ganhou seu primeiro título como profissional. Em 1995, conquistou a Copa Conmebol sendo reserva de Bonano. Com este feito, teve os olhos xeneize voltados para si.

Em 1996, desembarcou em La Boca para o que seria o período mais glorioso de sua carreira. Com a camisa azul y oro se tornou multi-campeão.

No começo, alternava a titularidade com seu companheiro, mas quando este foi para outro clube, Pato ficou na reserva de um outro super goleiro. A tão sonhada oportunidade da titularidade viria tempos depois. Porém, ele se machucou gravemente e precisou ficar um ano fora.

Os anos dourados do Boca voltariam com tudo.  Quando voltou ao futebol, conquistou vários títulos ainda como reserva.  Conquistou Campeonatos nacionais em 1998, 1999 e 2000, Libertadores em 2000 e 2001 e ainda a Intercontinental em 2000.

Mas sua hora havia chegado! No ano de 2003, já como titular absoluto da meta xeneize, foi jogador fundamental nas campanhas mais que vitoriosas do Boca para ganhar a tríplice coroa: Campeonato Apertura, Libertadores e mais uma Intercontinental.

(Foto: Getty Images)

Esse Mundial de Clubes foi espetacular, pois além do Boca conquistar o mundo pela terceira vez, a final entre Boca e Milan foi sensacional. Pato defendeu dois pênaltis, sendo um de Pirlo e outro de Costacurta, o que lhe rendeu também o título de melhor goleiro do ano na América do Sul.

Em 2004 vieram mais momentos memoráveis. Além do título da Copa Sul-Americana, Pato nos brindou com um momento de alegria sensacional. Infelizmente, perdemos a final daquela Taça Libertadores, mas a semifinal foi um jogo a parte. Foi nada mais, nada menos, do que um superclássico contra nosso maior rival, o River Plate.

No primeiro jogo, vencemos por 1x0 em casa. Já no jogo de volta eles venceram por 2x1 e levaram a decisão aos pênaltis.  Seria o momento glorioso do nosso ídolo. Estava 4x4. Na última cobrança a favor dos donos da casa, Pato se concentrou no gol, e sabia que tinha uma nação que torcia por ele.

O rival correu, cobrou e a famosa frase: Atajó Abbondanzieri veio a tona. Ele, que é um goleiro pegador de pênalti, defenderia mais um e daria mais essa alegria ao seu povo.

Foi nesse dia que ele se tornou meu ídolo máximo

(Foto: Getty images)

Os anos de 2005 e 2006 seriam de mais títulos. Foram mais uma Copa Sul-Americana, um apertura, um clausura  e a recopa.

 

CHEGOU A HORA DE IR PARA A EUROPA

Em 2006, desembarca na Europa para jogar no Getafe (da Espanha). Foram anos de altos e baixos, mas mesmo assim entrou para a galeria de ídolos do clube.

Em 2009 regressa ao Boca, mas já não era a mesma coisa. Passou apenas alguns meses no clube e foi experimentar novos ares.

 

VINDA AO BRASIL

Em 2010, desembarca no Brasil para jogar no Internacional de Porto Alegre.

Ali suas famosas atajadas o colocariam também no seleto hall de ídolos do time.

Pato fez história no Inter ,conquistando pela quarta vez a Libertadores. Nessa edição da competição, se destacou também por reverter um pênalti marcado contra o time ainda na primeira fase da competição.

Com a saída de um técnico e a chegada de outro foi para reserva. Já na disputa do Mundial de Clubes, entrou em campo na metade do segundo tempo da partida pela disputa do terceiro lugar, naquele que seria seu último jogo como jogador profissional.

(Foto: Diego Vara)

 

A garra, a determinação, a precisão, e claro, as defesas o fizeram ser um ídolo e um dos melhores goleiros de sua geração!

Pato, meu muito obrigada por sua excelente contribuição ao futebol e por cada alegria dada a nós xeneizes.

A cada defesa sua eu me apaixonava ainda mais por ti. A cada vez que você defendia um pênalti era um choro meu de alegria.

Obrigada por tudo!

Não é a toa que você é meu ídolo.

Essas homenagem não se assemelha à sua grandeza, mas foi feita com muito amor e carinho.

De tua fã número um, Adriene!