A ALEGRIA DE VIVER E TORCER PELO CORITIBA!

 

São muitas as histórias de superação que vemos no futebol, se pudéssemos contaríamos todas, mas, hoje em especial me encontro escrevendo sobre uma guerreira. Neste Dia da Mulher, quis homenagear uma Coxa Branca, mas quem? Lembrei de uma colega, que, em todos os jogos está presente, seja no Couto ou fora dele, com sol ou chuva ela está lá, e o que chama mais atenção é seu lenço na cabeça...

Adriana Fagundes, torcedora apaixonada do Coritiba, em 2007 descobriu que tinha uma doença severa chamada anemia aplástica. O que é anemia aplástica? É uma doença rara, um pouco parecida com a leucemia, afeta um em cada um milhão de habitantes e é caracterizada pela produção insuficiente de células sanguíneas na medula óssea, afetando os três grupos sanguíneos.

 

 

 

Foto: Arquivo Pessoal

 

 

Adriana é Coxa desde pequena, mas começou a ir aos jogos quando estava grávida de sua filha, Raissa. Quando Raissa estava com 1 ano e 8 meses, Adriana viria a passar por um dos momentos mais difíceis de sua vida, a descoberta da doença. Começou então a busca por um doador de medula óssea compatível, e ela encontrou logo seus três irmãos. A irmã doadora de medula foi Silvana, os outros dois doaram glóbulos vermelhos, também muito importantes no tratamento.

Ocorreu tudo bem, hoje fazem 10 anos que Adriana fez o transplante e segundo ela, um sonho que ela jamais vai esquecer pois ao lado da filha, ela pode acompanhar algo que ela ama muito, o Coritiba. Ela terá que fazer acompanhamento para o resto da vida, mas nada a impede de acompanhar seu time do coração, faça chuva ou faça sol, Adriana está presente sempre com um sorriso no rosto, apoiando até mesmo nos momentos difíceis.

Pra quem vê Adriana no estádio com a cabeça raspada e usando lenço deve pensar que é devido ao seu tratamento, mas não. Ano passado ela foi convidada a raspar seus cabelos para uma campanha do Outubro Rosa e sem pensar duas vezes aceitou o convite, dando mais um exemplo de superação:

 

 

"Hoje estou curtindo os lenços que não usei, não tinha ânimo, após quatro anos do transplante consegui ter minha vida normal de novo. Enquanto fazia o tratamento meu pensamento era: Senhor! Me deixa viver para cuidar da minha filha, mas hoje posso dizer, após altos e baixos e muito sofrimento, valeu a pena! Hoje estou aqui, com minha filha, minha família que me deram muito amor, apoio e carinho, sou muito grata à Deus por cada dia de minha vida. Posso ir à todos os jogos do Coxa ao lado da minha filha, estou em todos os jogos praticante, sou muito Coxa, com muito orgulho, lá no estádio fiz muitas amizades e sou agradecida por tudo isso".

 

 

Foto: Arquivo Pessoal

 

 

Quantas vezes você parou pra pensar no exemplo de superação dessas pessoas? No Couto, vemos várias pessoas que estão lá apoiando, mesmo quando o time não merece. Adriana é um desses exemplos e carrega consigo sua filha, que deve ter muito orgulho da mãe. Sem vergonha alguma ela vai aos jogos com lenço, careca, com pouco cabelo, vaidosa, sempre com maquiagem e um belo sorriso no rosto, mas o mais bonito é ver que nada a impede e é lá no Couto Pereira que ela fez amigos e é feliz!

Vale ressaltar a importância da doação de medula óssea. Quantas mulheres, homens e até crianças estão na fila aguardando um doador. Muitos esperando a oportunidade de ser feliz de novo, assim como Adriana. Quantos não querem ter a emoção de poder acompanhar seu time do coração novamente. Você pode ser um herói e fazer parte da história dessas pessoas, poder ver a alegria nos olhos de quem só quer viver feliz e com saúde.

 

 

Por Patrícia Moro, Coxa Branca com Orgulho!