A BOLA NÃO PERDOA

Foi realizado neste domingo (12) os primeiros 90 minutos da decisão  do Campeonato Carioca. O Fluminense, campeão da Taça Rio, encarou o Flamengo, campeão da Taça Guanabara, para decidir o estadual. 

 

Sabíamos que seria um jogo muito complicado, não só pela qualidade do elenco adversário, mas por se tratar de um clássico em que nosso rival viria com um certo espírito de revanche, após ser vice para o Fluminense na última quarta-feira e muitas provocações pela internet. 

 

O Fluminense começou tomando as iniciativas, partindo pra cima, pressionando e tirando os espaço, não deixando o adversário jogar. Porém, com o tempo o Tricolor foi afrouxando, cedendo espaço e tendo dificuldades tanto em sair, como para se defender. 

 

O time apresentava problemas na saída de bola, que era muito lenta, não conseguia chegar efetivamente ao ataque. Além disso, na defesa, Matheus Ferraz estava tendo muita dificuldade em acompanhar Pedro, atacante adversário. E em uma jogada do Flamengo, a defesa do Fluminense se posicionou mal, deu espaço, Diego conseguiu uma boa bola para Pedro que bateu de primeira, sem chances para Muriel. 1x0. 

 

Foto: Reprodução/Internet

 

O Fluminense continuava apático e sem levar perigo ao gol adversário. Somente nos 10 minutos finais da primeira etapa, o Time de Guerreiros começou a demonstrar alguma reação. Começou a ir pra cima e criar boas chances, principalmente nas chegadas de Marcos Paulo e Evanilson, que chegou a ficar cara a cara com Diego Alves, mas a bola passou direto. 

 

Na segunda etapa, o Fluminense era outro! O time entrou com uma postura totalmente diferente, com Dodi e Yago Felipe saindo  mais, sendo fundamentais tanto na marcação, como na ligação do meio com o ataque. A partir daí, o Fluminense passou a ter o total domínio do jogo, comandando todas as ações e, novamente, levando muito perigo com Evanilson. 

 

E foi a própria nova revelação tricolor que deixou tudo igual no Maraca. Depois de uma boa chegada do Fluminense, Egídio deu o cruzamento perfeito pro garoto em ótimas condições finalizar. 1x1

 

Com o empate, o Fluminense não se acomodou. Continuou buscando, indo para cima e o segundo gol parecia bem maduro. O time chegava muito bem com infiltrações e até boas jogadas pelas laterais. O meio campo do Flamengo foi engolido pelo Fluminense que alugou o setor. 

 

Tivemos pelo menos duas grandes chances claras de gol, ambas com Yago Felipe para a defesa de Diego Alves a queima roupa. Entretanto, quem acompanha futebol conhece aquele velho ditado do “quem não faz, leva”. Ele é duro, mas é real. 

 

O Fluminense era melhor no jogo, anulou seu adversário, levou muito perigo e, quando o gol da virada parecia cada vez mais próximo, a bola puniu. Com o time todo no ataque, o Flu perdeu a bola, não conseguiu a recomposição a tempo e acabou levando o segundo, dessa vez de Michael... 2x1.

 

O gol não abateu o Fluminense, que continuo indo pra cima, finalizando, ainda anulando todas as ações do adversário, mas faltou o último passe e, talvez, um pouco mais  de sorte. O time pressionou até o fim, obrigando o adversário a fazer cera e recuar para segurar o resultado. 

 

Ainda tivemos tempo para polêmica. Já nos acréscimos, Gabriel Barbosa levou o segundo amarelo e foi expulso, por demorar a sair de campo, após substituição do técnico. O momento foi de muita discussão, pois  o atacante afirmou não saber que seria substituído. 

 

Houve muita discussão, mas quando a bola finalmente voltou a rolar, o árbitro da partida não deu nem um muito a mais. Os 3 minutos que ele tinha dado de acréscimo já haviam sido questionados, em virtude do jogo ter parado bastante. 

 

Teremos ainda pela frente mais 90 minutos, em que só a vitória interessa ao Fluminense. Um placar com 1 gol de diferença leva a disputa por pênaltis, com 2 gols ou mais, o Tricolor leva a taça. 

 

Por Viviany Marinho

 

* O conteúdo trazido nesta coluna não reflete, necessariamente, a opinião do Blog Mulheres em Campo