A entrega, o "talvez" e a esperança.

Apenas um milagre poderia fazer do Santos o campeão Brasileiro de 2016, já que os resultados da rodada de ontem não favoreceram.

FOTO: Ivan Storti

Agora é o momento que todos ficam batendo na mesma tecla do "talvez". "Talvez se o Santos não tivesse perdido tantos pontos para times da zona de rebaixamento, se não tivesse perdido pontos bobos em casa, se não tivesse sofrido com as ausências de seus jogadores por lesão, seleção ou suspensão. Talvez poderíamos estar lá na ponta... Talvez."

A verdade é que passamos a ver nos últimos tempos um espírito de time vencedor no Santos, que até então não era visto. A equipe mudou de cara, viu que era possível alcançar vôos maiores... O problema é que percebeu isso um pouco tarde demais.

Mas é como diz aquele ditado, "antes tarde do que nunca". O Santos que nem favorito ao título era, passou a incomodar e calou a boca de muita gente, inclusive a dos próprios "torcedores". Aliás, nem sei se deveria chamar de torcedores esses indivíduos que parecem torcer por um tropeço para poder criticar o trabalho do Dorival Jr. ou algum jogador.

Dorival Júnior vem fazendo milagres e isso é incontestável, com todas as limitações e dores de cabeça durante a temporada, soube dar uma cara ao time. Dá para contar nos dedos o número de partidas que o comandante teve o seu time completo em campo. Sem dúvidas, o Peixe foi uma das equipes que mais sofreu com ausências neste Brasileirão, se virando com o que tinha no banco, na base, já que a equipe foi uma das que menos investiu em contratações. E ainda tem gente que critica o trabalho do treinador.

Claro que Dorival tem suas falhas, mas o trabalho de ter feito o Santos voltar a disputar a taça Libertadores deve ser exaltado.

Campeão Paulista, quase vice-campeão Brasileiro e com uma vaga direta na Libertadores matematicamente confirmada. É, 2016 não foi ruim.

O empate de ontem contra o Cruzeiro foi um balde de água fria para o torcedor santista, ainda mais pelos erros de arbitragem do jogo... Mas vida que segue, já dizia o nosso hino "seja qual for a sua sorte, de vencido ou vencedor".

2017 é logo ali, Peixão! Continue a "lutar com fé e com ardor".

 

Por Carolina Ribeiro

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