A esplendorosa campanha Tricolor

A arrojada perseverança dos meninos da base

 

 

“Todas as vezes em que o Fluminense entrar em campo tem que sentir a imensidão que é essa camisa. É isso que estamos procurando fazer”, disse Abel Braga.

E que torcedor tricolor não se emocionou com as palavras do comandante, que chegou ao clube para escrever mais um capítulo de sua história consagrada dentro do Fluminense? Abel é o terceiro técnico que mais dirigiu o Tricolor nos últimos anos e parece que ele tem um jeitinho especial com o elenco. E desta vez, antes de assumir  disse, em alto e bom tom, que “o torcedor poderia ter certeza de que o clube teria um time com identidade e alma”.

Quando declarou que aproveitaria a partida contra o Volta Redonda para observar os reservas, alguns podem até não ter concordado, pois no caso da partida do Inter a equipe mista foi derrotada. Mas Abel é determinado e manteve a postura de dar aos meninos outra oportunidade.

Escalou Marcos Felipe; Renato, Reginaldo, Frazan e Marquinhos Calazans. Pierre, Wendel e Marquinho; Lucas Fernandes, Marcos Júnior e Richarlison para o confronto.

Um time pouco entrosado e que não teve muito tempo para treinar juntos acabo dando um show em cima do Voltaço, que simplesmente parou para ver a graça do futebol tricolor.

Antes do começo da partida, Abel disse: “Espero que eles me mostrem seu melhor e coloquem em prática tudo o que foi feito e ensaiado durante os treinos. Disse a eles: joguem seu futebol e não esqueçam que colocamos aqui a nossa invencibilidade e a defesa invicta. Está nos pés de vocês”.

E assim foi feito. O elenco se mostrou aguerrido e valente no início da partida e soube aproveitar as falhas da produção ofensiva muito baixa do adversário, além de criar belas jogadas em cima dos buracos deixados nas laterais.

Destaco as atuações de Reginaldo, muito destemido; Marquinhos Calazans com sua facilidade na criação; Richarlison que mostrou que veio para tentar seu lugar entre os titulares; nosso goleiro salvador Marcos Felipe e a graça do futebol de Wendel. A bola gosta do rapaz e ele a trata com apreço.

E não tardou para que Richarlison abrisse o placar. O tricolor queria mais e continuou a pressionar com valentia e manteve-se seguro nas criações de contra ataque. E aos 31’ foi a vez do estreante Reginaldo deixar o seu. Ele aproveitou o escanteio batido por Marquinho, tirou o goleiro de lugar e mete de cabeça.

Quanto mais o Fluminense ousava, mais o Volta Redonda se encolhia e nem parecia aquele time que venceu o Vasco e pleiteava por uma vaga na semifinal. E com a marcação fraca, saiu o terceiro do Tricolor. Richarlison inspirado faz o seu segundo e aumenta o placar.

E olha que o jogador tinha direito a umas férias, depois de sua participação na Seleção Sub-20, e abriu mão para “não perder a forma física e ganhar seu lugar de destaque na equipe de Abel”. Coisa linda de se ver.

Segundo tempo. Abel já sai com uma modificação. Ele tirou Marcos Júnior e colocou Maranhão, que mostrou desenvoltura e foi bem acionado pelos companheiros. O Fluminense voltou a campo mais lento, até porque o calor era de doer, e tentou manter o ritmo favorável e, quem sabe ampliar o número de gols.

E eis que chega o senhor juiz Marcelo de Lima Henrique e cometeu uma arbitrariedade. Ele marcou um pênalti de Reginaldo em cima de David, contra o Fluminense. No entanto, o atacante estava em posição de impedimento e não se marca penalidade máxima desta maneira. Falha feia seu Juiz. E como os Deuses do Futebol são justos, o nosso Marcos Felipe pulo no canto certo e agarrou a bola. Pênalti assim não entra, diz o ditado.

E as falhas da arbitragem não pararam por aí. Richarlison fez o quarto, aos 42’, e o bandeira acusou impedimento. Vi e revi o lance inúmeras vezes e até agora não encontrei a restrição anotada pelo prezado bandeira.

Apesar dos pesares, o Fluminense encerrou sua atuação na fase de grupos com excelência. Cinco vitórias, 14 gols, defesa sem tomar gols e a esperança de que temos um time reserva de primeira com essa garotada da base.

 

 

“Esta noite dormirei muito contente, compartilhando essa alegria que eles sentem. Eles têm muita cultura tática, porque a assimilação é incrível. O posicionamento pode até ter sido o mesmo, mas a estratégia foi diferente desta vez e eles corresponderam à altura da camisa que vestem”, elogiou o comandante.

 

Saudações Tricolores!!

Carla Andrade

Fotos: Extraídas da Internet