A ESTREIA DAS SELEÇÕES DO JAPÃO E DA ARGENTINA

 

Equipes se enfrentam nesta segunda-feira (10), às 13h, em Parc Des Princes pela primeira rodada da competição.

 

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Foto: Site oficial da seleção do Japão

 

Um confronto entre duas seleções em momentos distintos de evolução. As japonesas são vice-campeãs da última edição da competição, tendo disputado duas finais, são apontadas como uma das grandes favoritas a conquista da taça. Após 12 anos sem disputar a Copa do Mundo, as Albicelestes conseguiram a vaga depois de vencer o Panamá na repescagem, depois  da conquista do terceiro lugar na Copa América de 2019, nossas hermanas participaram de suas edições da Copa do Mundo, em 2003 e 2007, sem nenhuma vitória e têm uma nova oportunidade de mostrar o seu futebol e, quem sabe, fazer uma participação mais consistente.

A seleção do Japão passou por um processo de renovação e disputa o torneio com uma equipe mais jovem comandada por Takakura Osako, que optou por uma rodagem no elenco em grandes jogos com o intuito de possibilitar o crescimento coletivo do grupo. A seleção conquistou o ouro nos Jogos Asiáticos e fez uma primeira fase com duas vitórias, diante de Vietnã e Tailândia, com nove gols marcados e nenhum sofrido. Na decisão, venceu a China por 1 x 0.

 

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Último treino das japonesas antes da partida

Foto: Site oficial da seleção do Japão

 

Um dos destaques é a atacante Mana Iwabuchi, que disputará sua terceira Copa do Mundo, e no Mundial Sub-17, em 2008, ganhou a Bola de Ouro com apenas 15 anos. A jogadora, que atuou por três temporadas no Bayern de Munique, é a estrela do ataque e consegue desequilibrar os adversários com sua habilidade em avançar ofensivamente em lances individuais. Outro nome de peso é a meia Yui Hasegawa, também campeã mundial sub-17.

As argentinas estão num grupo bastante difícil e tiveram pouco tempo para a preparação, já que a classificação veio tarde, pela repescagem. Elas jogaram apenas quatro amistosos antes do início do Mundial e perderam três  jogos, contra a Coréia do Sul, Nova Zelândia e Austrália, batendo apenas o Paraguai. No entanto, a meta do grupo é superar os obstáculos e pensar jogo após jogo.

Durante o tempo de treinamento, as jogadoras receberam a visita do embaixador argentino na França, Mario Verón War, que parabenizou as meninas pela classificação à Copa do Mundo e prometeu o apoio da tribuna. A equipe teve que mudar sua preparação para as instalações do Stade Omnisports du Chemin De Ronde, em Croissy por conta de uma tempestade.

O comandante da seleção argentina é Carlos Borello que tentou minimizar o pouco tempo para a preparação com treinamentos bastante intensos, sob o comando do preparador físico Osvaldo Conte. O técnico também dividiu a equipe em dois grupos para trabalhar mais ativamente os fundamentos do ataque e finalizações com o auxílio de seu assistente Néstor Calviño. As defensoras e meio-campistas desenvolveram questões táticas com o treinador.

 

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Borello e Aldana Cometti durante coletiva de imprensa

Foto: Site oficial da seleção da Argentina

Depois do último treino antes do primeiro jogo no Mundial, Borello concedeu entrevista coletiva e adiantou sua escalação. A provável equipe em campo será: S.Pereyra; A.Sachs, A.Barroso, A.Cometti, A.Stabile; V.Santana, R.Bravo; M.Larroquette, E.Banini, F.Bonsegundo, S.Jaimes.

Ele também comentou suas expectativas sobre a estreia.

"Sabemos que estamos enfrentando uma grande equipe como o Japão, que tem muito desenvolvimento. Em contraste, a Argentina foi refundada há quase dois anos. Estamos muito animados e vamos lutar", garantiu.

A defensora Aldana Commeti esteve ao lado do técnico durante a coletiva e disse que a intenção do grupo é fazer história.

“Obviamente, é uma luta para chegar até aqui. Foi um esforço de equipe que nos custou muito. Nós fizemos reivindicações, mas tudo valeu a pena, porque hoje estamos aqui, 24 horas para realizar um sonho, para poder representar o país em uma Copa do Mundo depois de tantos anos. Estamos orgulhosos de fazê-lo aqui na França e com a qualidade das pessoas que compõem o campus inteiro”, declarou.

 

Por Carla Andrade e Thaís Santos