A HORA DAS CAMPEÃS AMERICANAS EM CAMPO

Os Estados Unidos enfrentam a Tailândia nesta terça (11), às 16hs, no Stade Auguste-Delaune.

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Foto: Getty Images

 

A seleção americana sagrou-se campeã de três edições da Copa do Mundo e é apontada como uma das grandes favoritas a um novo título na França. A intenção da técnica Jill Ellis é tornar-se a primeira a conquistar a taça duas vezes e, para isso, fez uma preparação intensa com suas atletas antes o início da competição.

Em entrevista concedida ao site oficial da FIFA, Ellis disse que pediu para que suas jogadoras mantenham o foco e se conectem entre elas, evitando que qualquer fato externo as afete. Sobre ser vista como a principal equipe do Mundial e estabelecer o ritmo da modalidade, ela comentou:

“Meu mantra é ferro aguça o ferro, então sempre que você for desafiado, acho que isso é bom porque obriga a manter o nível do seu trabalho. Acredito que alcançamos esse patamar justamente pela forma consistente com que as atletas entram nos jogos. Eu acho que quanto mais difíceis as coisas são, mais valor existe em fazê-las, então estamos abraçando o fato de que todo mundo é muito bom”.

A treinadora também colocou sua opinião sobre as novas tendências táticas e formas de jogo que podem ser vistas durante o torneio.

“Com o investimento que todo mundo fez e com a globalização do nosso jogo, há tanto investimento em tantas áreas do nosso esporte. Acho que em termos dessa Copa do Mundo, a flexibilidade tática terá um grande papel em termos de tendência. Você está vendo equipes agora se adaptando ao seu oponente, olhando para certas situações e tendo flexibilidade em um sistema ou tática. É sobre o jogo de transição, e aquele momento de desapropriação ou ganho de posse, que será um aspecto crítico em quem vence. Com a introdução do VAR, os lances de bola parada serão críticos e uma parte importante deste torneio”, ponderou.

Sobre a França ser um anfitrião perfeito para receber o torneio, ela concordou e reiterou a importância da conquista do time masculino.

“Obviamente, a conquista do time masculino garante a emoção dos torcedores franceses. É também um dos países que tem uma liga feminina estabelecida, então você pode dizer que eles apoiam o esporte. Eu acho que as pessoas vão querer vir assistir. É muito uma cultura do futebol e acho que, independentemente de ser do sexo masculino ou feminino, as pessoas vão querer ver uma competição global em suas praias. O apoio e conhecimento dos fãs fará com que esta seja uma emocionante Copa do Mundo”, afirmou.

Alex Morgan (camisa 13) lidera um ataque americano de talento que pode conduzir a seleção...

Alex Morgan lidera o ataque americano

Foto: Associated Press

 

A equipe americana tem jogadoras de enorme valor e talento nas diversas posições. No ataque, Alex Morgan, Tobin Heath e Megan Rapinoe, que pintou os cabelos de cor de rosa para a estreia, são capazes de jogadas ofensivas mortais e que destroem qualquer defesa. Elas são mestres na arte de marcar gols, assim como as reservas Christen Press, veterana de outra Copa, à estrela em ascensão Mallory Pugh ou Carli Lloyd, heroína de 2015.  

O meio de campo é comandado por Lindsey Horan, jogadora mais votada da Liga Nacional de Futebol Feminino em 2018, Julie Ertz e Rose Lavelle. Muito entrosadas, elas fazem a bola chegar ao ataque com muita facilidade e talento.

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Tierna Davidson

Foto: Getty Images – FIFA

Tierna Davidson, zagueira central dos EUA, que também tem experiência como meia defensiva, está se preparando para sua primeira Copa do Mundo, onde atuará ao lado de Abby Dahlkemper e Becky Sauerbrunn.

Com apenas vinte anos, Davidson é conhecida pela tranquilidade que mostra em campo e se encaixa no estilo moderno das zagas. Ela tem o conjunto de habilidades e inteligência para trazer a bola para trás e começar a se mover para a equipe.

Ela perdeu o Concacaf Women's Championship, o torneio de qualificação para a França 2019, depois de quebrar o tornozelo esquerdo enquanto jogava por Stanford e se sente pronta para encarar o novo desafio.

"Voltando de uma lesão realmente foi uma grande realidade para mim. Estou apenas curtindo cada jogo que tenho e treinando com esse incrível grupo de mulheres, porque no final das contas você não pode dar nada como garantido e apenas aproveitar o momento.”

 

Carla Andrade