A Muralha Alvinegra, o Santo do Horto, o NOSSO Santo, o ídolo de uma nação!

 

Créditos: Globoesporte

 

Na história do Atlético, já tivemos grandes goleiros, entre eles João Leite, Cláudio Taffarel, Velloso, Diego Alves e muitos outros. Mas nenhum chegou à ápice de grandeza que Victor alcançou.

No dia 21 de janeiro de 1983, em Santo Anastácio, nascia Victor Leandro Bagy, que mais tarde, mais precisamente 29 anos depois seria contratado pelo Clube Atlético Mineiro. O que ninguém poderia imaginar é que um ano depois Victor, seria consagrado de vez "Santo" e viraria ídolo supremo da torcida atleticana.

Vindo de família humilde, Victor sempre demostrou um ótimo desempenho como goleiro, assim em 1997 iniciou sua carreira nos infantis do São Paulo Futebol Clube aos 14 anos. Vendo que não teria tantas oportunidades no clube Paulista, devido ao bom desempenho mostrado por Rogério Ceni, Victor se transferiu de São Paulo para Jundiaí para defender o Paulista Futebol Clube.

 

O Profissionalismo ascendente

 

Foi somente em 2000, aos 17 anos de idade que iniciou sua carreira como jogador profissional no Paulista, sendo reserva do goleiro Rafael. No ano mais glorioso da história do clube de Jundiaí, Victor participou da conquista da Copa do Brasil, sob a liderança do técnico  Vágner Mancini.

Em 2008  contratado pelo Grêmio, indicação  própria do técnico V. Mancini, chegou ao time com o peso do receio de alguns torcedores, por não ter tido bons resultados com a equipe paulista e ainda teria que disputar a titularidade com o goleiro Marcelo Grohe. Após boas atuações e poucos gols sofridos, Victor acabou tornando-se titular absoluto  ainda na pré temporada.

Nesse meio tempo acabou se lesionando, vendo assim o seu atual time ser desclassificado do Campeonato Gaúcho e da Copa do Brasil. Victor ficou um mês parado, voltou de lesão na estreia do Campeonato Brasileiro de Futebol,  contra o São Paulo no Morumbi. Passadas as 18 rodadas do primeiro turno, foi considerado por especialistas o melhor goleiro em atividade no futebol brasileiro, e junto do Grêmio foi campeão do primeiro turno, mas porém com falhas fora de casa e empates em casa, foi vice campeão da competição, vencida pelo o São Paulo.

Na temporada seguinte, foi titular durante todo Campeonato Gaúcho, levando sua equipe a final do primeiro turno da competição, mas acabou sendo derrotado pelo seu rival Internacional. Na Libertadores foi uma das peças fundamentais na fase de grupos,  conquistando cinco vitórias e um empate em seis jogos, a melhor campanha dos 32 clubes da competição. Foi destaque também ao levar o Grêmio para as semifinais da mesma.

Com a sua boa fase em alta, Victor foi convocado para a seleção brasileira para a disputa da Copa das Confederações, chamando a atenção assim de clubes da Europa, chegou até ser sondado por dois, o  Bari da primeira divisão do Campeonato Italiano e o Benfica de Portugal. Victor  decidiu permanecer no Brasil, mas precisamente em Porto Alegre e mal sabia ele que dali exatos 3 anos, sua vida iria tomar um patamar totalmente diferente em outro estado, em outro clube.

O Grêmio que tinha um novo técnico e novos jogadores para temporada, mas Victor por sua vez assumiu a titularidade absoluta mais uma vez pela temporada inteira e acabou assumindo o posto de capitão. Naquele ano Victor ficou fora da convocação da seleção brasileira do técnico Dunga para a Copa do Mundo 2010. Após a demissão do técnico da seleção, Mano Menezes foi anunciado e assim Victor voltou a ser convocado para os amistosos, sendo titular durante todo o comando do treinador, se destacando em amistosos contra os Estados Unidos na vitória de 2-0  e  na derrota para Argentina 1-0.

Em 2011 se destacou mais uma vez por defender duas cobranças de pênaltis, colocando o Grêmio antecipadamente na final do Campeonato Gaúcho, foi mais uma vez convocado pela Seleção Brasileira,  assim que retornou voltou a jogar contra o Internacional, Victor pegou duas cobranças de pênaltis mais uma vez, mas não pode evitar a derrota do time gaúcho nos pênaltis para o rival.

 

Assim, chegou 2012, com certeza Victor não saberia como sua vida iria mudar muito aquele ano. Nos seis primeiros meses do ano permaneceu no Grêmio, queria voltar novamente à usar a amarelinha e honrar o seu país, o que não acontecia há um tempo, em 2011 foi apenas reserva de Júlio César e Jefferson. Victor nos últimos meses no Grêmio, honrou a camisa 1 que vestia,  mantendo a regularidade no gol do time gaúcho.

Mas ele também estava interessado na proposta feita, então pelo presidente do Galo, Alexandre  Kalil para defender o mesmo e em 29 de junho, a tão sonhada "twittada" do Kalil veio, ele anunciou Victor como novo goleiro do Atlético, por 5 temporadas. Considerada uma das melhores contratações do Atlético, depois de tanto tempo, tínhamos UM GRANDE goleiro do nosso lado, defendendo o nosso time.

 


 

O dono do gol Atleticano

 

Nas primeiras partidas oficiais, Victor mostrou serviço, competência e carisma, caindo nas graças da torcida alvinegra. As crianças começaram a adorar o mais novo atleta do time, logo no inicio já se viam muitas dela com a camisa estampando o nome do goleiro.

Se uma boa parte da torcida já o considerava ÍDOLO, a outra parte iria considerar naquele 30 de maio 2013

Jogo de Libertadores, Atlético empatava 1-1 com o Tijuana dentro de casa, a torcida como sempre dava o seu show, fazendo o Horto virar um caldeirão, mas o juiz marcou um pênalti de Léo Silva em Marquez. Naquele momento a torcida se calou, via  lágrimas entre orações, cheios de terços nas mãos. Toda fé, toda esperança do torcedor atleticano estava depositada nele, em VICTOR e ele naquele momento sabia disso e não decepcionou, Riascos partiu para bola e Victor com seu pé esquerdo, o pé salvador ele defendeu o pênalti, sendo consagrado O SANTO DO HORTO.

 

Créditos: Ricaperrone

 

 

 

 

Religioso, devoto de Nossa Senhora e cheio de esperança, assim como a torcida, acreditou nele mesmo e em seus companheiros, assim conquistaram o título da Copa Libertadores, libertando todos nós torcedores da amargura de 42 anos sem ver um título de expressão e não parou mais, ajudou o Galo a ser Campeão de outro título inédito, a Copa do Brasil, foi sofrido como sempre, afinal nada vem fácil para o Atlético, mas no fim tudo valeu a pena.

Em 2015 completou 200 jogos com a camisa do Atlético, sendo homenageado pela torcida e recebendo uma placa por mérito da diretoria do Atlético.

 

Créditos: SuperEsportes


 

A Muralha Alvinegra

 

Sua garra, sua fé, sua determinação, levaram o goleiro aonde ele chegou, ao TOPO, levou a ser a MURALHA ALVINEGRA!

Mesmo não sendo Capitão cativo, ele exerce essa função dentro de campo, é exemplo para os jogadores, principalmente os que estão chegando agora, para aqueles que sonham em ser goleiro um dia na vida. Isso faz ele ser uns dos atletas mais respeitados do clube, ele é ídolo e adorado por ser quem ele é, uma pessoa humilde, carismática, batalhadora. Com o seu mérito conquistou todos os torcedores do Atlético, tornou-se ídolo de toda uma nação preta e branca que pulsa e grita o seu nome em campo, é por isso que ele é uns dos mais assediados pelos fãs, é o que a maioria das crianças querem entrar de mãos dadas ao campo, também não é pra menos né? O Victor contagia as pessoas com seu carisma e afeto, principalmente as crianças que ficam com os olhos vidrados assim que olham para o gramado e vê ele entrando, assim quando ele faz uma defesa, à cada comemoração de gol dos seus companheiros.

O Victor nós acolheu e nós o acolhemos, porque esse capitulo da história do Clube Atlético Mineiro que escrevemos juntos é apenas o inicio de tudo, continuaremos juntos, gritando o seu nome nas arquibancadas, o considerando o MELHOR GOLEIRO DO BRASIL sim. Afinal, tudo que ele conquistou e há de conquistar no futuro, ele será merecedor e a nós torcedores atleticanos, loucos e fanáticos, deixamos apenas o  nosso "Muito Obrigado  por tudo Victor."



por Eduarda Moreira