105 anos de Corinthians

   Hoje é dia dele. Talvez o único entre todos que não seja capaz de causar indiferença a ninguém. Não existe o tanto faz, existe o sentimento. Se vai amar ou odiar, você é quem escolhe, desde que sinta algo. Ele é gigante. Pra quem escolhe amar, sua grandeza é do tamanho do infinito. Pra quem escolhe o contrário, infinita é a raiva. Ele é o time do povo, o time dos operários, dos maloqueiros, dos sofredores, dos favelados. O time dos sem casa que fizeram do estádio público sua saudosa maloca. O time dos sem libertadores que calaram a "Boca" de todos ao chegar onde ninguém acreditava.

  O time de São Jorge guerreiro, de tradições e glórias mil. Orgulho de uma nação apaixonada que ecoa seu grito até do outro lado do mundo e pesadelo dos que insistem em dizer que "nunca serão".

  Ser Corinthiano, como bem disse Toquinho, é "ir além de ser ou não ser o primeiro...". No Japão ou amargando a série B, calando o Boca ou sendo eliminado pelo Tolima, nas épocas de Sócrates, de Vampeta ou de Ronaldo, o que importa mesmo é o orgulho em vestir o manto alvinegro e do fundo da garganta liberar o grito que move montanhas: "VAI CORINTHIANS!" Parabéns, Timão, pelos seus 105 anos de tradições e glórias mil.

 

Victória Monteiro, maloqueira, sofredora graças a Deus!