121 ANOS DE RAÇA, AMOR E PAIXÃO

Extraída da Internet

 

Calçada da fama do clube. Nome de atletas que se destacaram, de times que fizeram história e entre as lajotas, estão uma com os nomes de José Agostinho Pereira da Cunha, Domingos Azevedo, José Menezes, Napoleão de Oliveira, Desidério Guimarães, Nestor de Barros Mário Espínola, Joaquim Bahia, José Maria da Cunha, Maurílio Pereira, Felisberto Laport, George Leuzinger, Eduardo Sardinha, Carlos Sardinha e Emygdio Barbosa, fundadores do clube de Regatas do Flamengo. Ao olhar para aqueles nomes, me passou pela cabeça: será que eles tinham dimensão do que estavam fazendo quando tiveram essa ideia? Dificilmente, respondi para mim mesma.

 

Começando pelo motivo da criação do clube foi nada mais nada menos que a rivalidade com o bairro vizinho, Botafogo. Se eles tinham um clube de regatas? Por que não poderia ter um no bairro do Flamengo? Uma vaquinha feita entre os fundadores, comprou o primeiro barco, o Pherusa, barco que foi roubado tempos depois. Mal sabiam que todos os perrengues enfrentados pelos fundadores acabariam por dar origem a um dos maiores clubes do Brasil.

 

Em 1895, quando foi fundado, o esporte da moda era o remo. O futebol era visto negativamente. Um esporte trazido pelos ingleses e que não iria pegar no Brasil. Talvez por isso que houve tanta resistência do clube em aceitar que um grupo de dissidentes do Fluminense, que à época já possuía um time de futebol. Borgeth, Gustavo, Baena, Píndaro e companhia saíram do tricolor das laranjeiras e buscaram “abrigo” no Flamengo. Não foram acolhidos de prontidão. Foi preciso lábia para que o time aceitasse ter um time de futebol. E, mesmo assim, a desconfiança se instalava no Flamengo. Seria feito um teste. O jogadores não poderiam usar uniformes iguais os do remo, o que deu origem à famosa camisa “papagaio de vintém”. Mal sabia que da experiência vista com maus olhos, iria surgir o Mais Querido.

 

Do acaso surgiu o Flamengo, da luta e persistência dos seus idealizadores, foi que ele sobreviveu. O espírito persistente do flamenguista vem desde as entranhas do clube. Existe desde o seu nascimento. Não tinha barcos, arrumasse dinheiro. Não tinha campo para treinar para o campeonato carioca, treinava-se no campo da prefeitura. E esse espírito trazia cada vez mais admiradores para o jovem time. O hino diz que a glória do Flamengo é lutar, mas a luta não faz parte apenas das glórias, mas do DNA rubro-negro, que um dia já foi azul e dourado.

 

O Flamengo é carnaval fora de época. Prova disso foi a festa generalizada nas ruas do Rio de Janeiro em 1922 quando o time venceu o Vasco, na época, o único time que já havia se profissionalizado, graças aos comerciantes portugueses. O jogo foi tão emblemático, que até torcedores de outros times vestiram a camisa do Flamengo para torcer pelo time que venceu os vascaínos por 3 a 2. Festa no Rio de Janeiro. Festa e alegria que se tornaram marcas registradas do time ao longo dos anos e que não se limita unicamente ao Rio de Janeiro. A festa virou nacional. Por onde passa, o Flamengo arrebata multidões para vê-lo jogar.

 

Cinco vezes tricampeão carioca, maior campeão do estado do Rio com 33 títulos, hexa campeão Brasileiro, campeão da Libertadores e do Mundo. Campeão Brasileiro feminino de futebol, Penta Campeão da Liga Nacional de Basquete, da América e Campeão do mundo também com a bola laranja. No mar, na terra, nas quadras, nas piscinas, o vermelho e preto, há 121 anos faz história e desperta amores dos torcedores e ódio dos secadores. Lamartine Babo declarou que haveria um desgosto se o Flamengo faltasse no mundo, mas para a sorte de toda uma nação, o Flamengo segue firme e forte para um futuro cheio de glórias.

Camila Leonel