2016 TEM QUE SER LEMBRADO SEMPRE PARA QUE NÃO SE REPITA

 

Foto: Brava Ilha

 

Há quem prefira esquecer das situações ruins, vale para o esporte, vale para a vida.  É uma forma de fugir da responsabilidade, para que as possíveis mudanças sejam colocadas em prática. Depois da fuga da Série B, no último jogo, quando o Sport venceu o Figueirense por 2 a 0, na Ilha do Retiro, tudo que a diretoria rubro-negra não pode fazer é esquecer dos fracassos de 2016, justamente sob pena de que eles repitam. E não foram poucos.

A temporada de 2016 foi totalmente o contrário das expectativas criadas pelo torcedor, ainda mais após se reorganizar financeira e administrativamente. O segundo lugar do estadual, a eliminação na Copa do Nordeste, a exclusão na Copa do Brasil para o Aparecidense-GO e o um campeonato pavoroso que a equipe fez na Série A formam, entretanto, uma coleção marcante de insucessos.

Ao avaliar 2016, a diretoria que vai assumir o clube, não pode efetivamente se deixar paralisar pelas derrotas, mas, sim, usar tudo como lição para que a atual temporada não se repita. Foram diversos erros, de todos os envolvidos no futebol: jogadores, comissões técnicas, dirigentes.

A nova gestão será bastante pressionada pelos torcedores, que precisam de sabedoria, inteligência e especialmente humildade para corrigir a rota atual.  E é uma correção aguda, que, para além de manter as decisões corretas, o que é fácil, terá que mudar métodos de trabalho e cortar na própria carne, se necessário.

Há tempo para isso. E que venha 2017.

Beatriz Cunha