36 anos do DIO5 do Morumbi!

LUGANO É SINÔMINO DE RAÇA!

FOTO: Gazeta Press

Em 2 novembro de 1980, na pequena Canelones, cidadezinha ao sul do Uruguai, nascia Diego Alfredo Lugano Moreno. O aniversariante do dia é sinônimo de força e raça para o torcedor tricolor.

O uruguaio chegou ao São Paulo em março de 2003 graças ao então presidente Marcelo Portugal Gouveia que apostava no jogador, ao contrário da comissão técnica de Oswaldo de Oliveira, que chegou a obrigar o jogador treinar diversas vezes separado do elenco e se recusou a escalar o atleta.

Começo difícil...

O primeiro jogo com a camisa tricolor, do então garoto de 23 anos, aconteceu em Minas Gerais contra o Atlético-MG e sob o comando de Roberto Rojas o time do Morumbi empatou em 2x2 com os mineiros. O Beck foi mal, tomou amarelo com 6 minutos de jogo e quase foi expulso, e dessa forma os primeiros meses de Brasil não foram lá aquelas coisas. Diego tomou cartões, ficou um bom tempo sem ser escalado, mas não desistiu e treinou incansavelmente. Na época, Rojas, o treinador do zagueiro, declarou: “Ele ficou meses sem ser aproveitado e não desanimou. Treinou sempre mais do que os outros e conquistou merecidamente o seu espaço.”

SIM, Lugano conquistou seu espaço em 2004, já era titular absoluto e grande responsável pela melhora da zaga são-paulina, que antes tinha média de mais de um gol e meio tomado por jogo e passou a ter média 0,83, menos de um gol sofrido por partida no final daquele ano.

Não foi adeus, foi até logo.

O zagueiro que já era querido pela torcida, consagrou-se ídolo no ano de 2005. Com a conquista do Campeonato Paulista, Copa Libertadores e Mundial de Clubes, Diego cravou seu nome na história do São Paulo e no coração do torcedor.

Taça do mundial de clubes nas mãos do melhor zagueiro da competição.

FOTO: Site Futebol do Interior

Em 2006 Lugano era peça fundamental do elenco que seria campeão brasileiro, mas após a eliminação na Libertadores precisou ser transferido para o futebol turco, e o torcedor sofreu a saída do ídolo uruguaio e o consagrou como DIO5.

Foram 176 jogos entre 2003 e 2006 e em 53 deles a meta da defesa foi alcançada e o São Paulo não tomou nenhum gol.

O Retorno

Quase 10 anos depois de sua saída a torcida tricolor ainda sonhava com a volta do zagueiro, mais ainda quando o Rogerio Ceni resolveu se aposentar e a carência de liderança seria clara.

Por falar em aposentadoria do MITO, Lugano estava lá no último jogo do patrão e viu seu nome ser gritado e exaltado diversas vezes pelos são-paulinos presentes no Morumbi. Talvez ali, naquele momento, o camisa 5 tenha decidido voltar.

Em 12 de janeiro de 2016 o saguão do Aeroporto Internacional de Cumbica estava cercado com mais de 1000 são-paulinos que foram até lá recepcionar o zagueiro que finalmente voltava para sua casa de coração.

A emoção e o amor era evidente no olhar de Diego e jamais será esquecida

FOTO: Rubens Chiri

Raça uruguaia, sangue tricolor!

Hoje, quase chegando ao fim da primeira temporada após sua volta, só posso agradecer em nome de todo e qualquer são-paulino espalhado pelo mundo.

Apesar de toda fase ruim, da péssima gestão administrativa vivida pelo clube do Morumbi, chegamos à semifinal da copa Libertadores, brigamos para não cair e não caímos, ao contrário de alguns de nossos rivais, e sim, devemos muito disso a Lugano. Não pelo o que ele fez em campo, porque todo mundo sabia que o zagueiro voltou muito mais para liderar do que para jogar, muito mais para passar RAÇA a um elenco que a tempos era chamado de apático, e ele conseguiu.

Parabéns DIO5 da raça!

Que esses 36 se multipliquem, obrigado por voltar! 

Por Jéssica Nogueira Gonçalves

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