#4x1FOIPOUCO

No início da noite desse domingo (17), o São Paulo foi até Osasco para enfrentar o Grêmio Osasco Audax, em partida única, válida pelas quartas de final do Campeonato Paulista. O Tricolor chegou para o confronto sem favoritismo algum, pois muito deixou a desejar na edição 2016 da competição.

Após a vitória sobre o River Plate (ARG) na quarta-feira (13), o que o torcedor queria era que a equipe obtivesse mais um resultado positivo, para começar a semana de decisão na Libertadores com mais tranquilidade. Mas no José Liberatti, o São Paulo ficou à mercê de seus próprios erros, foi dominado pelo Audax e sequer conseguiu esboçar uma real reação que o fizesse dar a volta por cima.


(Imagem: Marcos Ribolli) 

Bauza escalou força máxima para o duelo, e foram a campo Denis; Bruno, Lugano, Rodrigo Caio e Mena; Hudson e Thiago Mendes; Kelvin, Paulo Henrique Ganso e Michel Bastos; e Calleri.

Nos primeiros minutos da partida, apesar dos anfitriões começarem com mais intensidade, os comandados de Patón buscaram algumas jogadas, e até tiveram algumas chances, mas como de costume, pouco aproveitaram.

O goleiro Denis fez duas boas defesas, sendo uma em chute de Ytalo, e a outra na finalização de Juninho. Essa segunda foi espetacular, e os nomes acima citados estavam apenas no início de suas jornadas na partida.

Minutos depois, Ganso poderia ter feito um golaço de fora da área e por cobertura, mas Sidão defendeu.

Aos 27, Lugano perdeu a bola e Ytalo aproveitou para avançar e finalizar. Em erro da zaga, a bola resvalou em Rodrigo Caio e entrou.


(Imagem: Estadão Conteúdo) 

Sem muito sentir o gol dos donos da casa, o São Paulo continuou buscando as jogadas. Até que aos 34 minutos, Jonathan Calleri empatou a partida, após Michel Bastos roubar a bola, e o argentino tocar por baixo das pernas de Sidão.

A essa altura do Campeonato, o empate já era um prejuízo para o Tricolor, que não tem sido feliz em cobranças de pênaltis. Apenas a vitória interessava, mesmo que fosse por um placar apertado.

De nada adiantou o desejo, e nos minutos finais do primeiro tempo, aos 41, em mais uma falha da zaga, Ytalo recebeu na entrada da área e finalizou, por cobertura e de primeira, marcando mais uma vez.

Na etapa complementar, os donos da casa continuaram por dificultar ainda mais a tentativa de reação do Tricolor, que apesar de jogar com intensidade, novamente passou a ser dominado.

E logo aos 5 minutos, numa cobrança de falta, Juninho bateu com força e viu a bola bater na trave. Mas no rebote, Mike aproveitou para marcar o terceiro do Audax.

O gol fez crescer a confiança do time anfitrião, que continuou pressionando os visitantes. Bauza ainda sacou Kelvin e Michel Bastos para as entradas de Alan Kardec e Centurión, aos 17, e de nada adiantou.

Apesar de dificultar bastante a saída de bola da equipe de Osasco, o Tricolor não conseguia encontrar boas oportunidades para concluir positivamente as jogadas.

E por todo o domínio do jogo, o Audax ampliou o resultado aos 24 minutos, após Juninho não deixar passar o rebote em uma jogada de Mike. Dois minutos depois, Wesley entrou no lugar de Hudson, mas com um 4 a 1 no placar para o time da casa, até o empate já era um sonho distante. 


(Imagem: Marcos Ribolli)

Esse #4x1FOIPOUCO, e a despedida melancólica. Novamente, mais uma eliminação na lista do São Paulo, que há 11 anos não chega a uma final do Campeonato Paulista.

A pior humilhação é aquela que você sofre para si mesmo. Em Osasco o São Paulo foi humilhado, não por perder da equipe organizada do Audax, o time que tantos teimam em chamar de “pequeno”, mas que se torna grande justamente por todos desdenharem do mesmo. O São Paulo perdeu para si mesmo por faltar competência, caráter e principalmente, força de vontade.

O São Paulo foi humilhado por ter deixado de lado o peso do manto sagrado, que por tantas vezes foi essencial para dar ânimo e coragem àqueles que não se importavam em jogar bonito, mas que faziam questão de sair de campo com a vitória, no melhor estilo de superação e satisfação.

Obrigada São Paulo Futebol Clube por mais uma humilhação, e por mais uma vez em 11 anos, sua torcida não poder gritar no final do campeonato: É CAMPEÃO!

 

Renata Chagas