85 anos de Bahia!

Nascido para vencer.

 

No mês de Janeiro,nós torcedores do Esporte Clube Bahia além de comemorarmos o inicio de um novo ano,também comemoramos os 85 anos de existência do maior Clube Baiano!! 85 anos de muita paixão e vibração!

Para começarmos as homenagens,veremos um breve resumo do mais emocionante e marcante título conquistado pelo Esquadrão de Aço e o maior ídolo da história do clube. Confira:

 

A Segunda estrela.

 

 

Quando o árbitro Dulcídio Wanderlei Boschilia apitou a final do Campeonato Brasileiro de 1988, disputada em 19 de fevereiro de 1989, todos os milhões de torcedores tricolores podiam,enfim, comemorar. Depois de quase 30 anos, o Esquadrão,soberano do Nordeste, era mais uma vez campeão nacional. E não foi somente um título brasileiro conquistado por aqueles jogadores vestidos em branco, vermelho e azul. A equipe baiana conquistou centenas de milhões de simpatizantes por todo Brasil, dos tricolores gremistas no sul, passando por paulistas até chegar à Salvador. Com um futebol cativante, rápido e decisivo, o time tricolor fez história ao derrotar grandes potencias não apenas em casa,mas fora dela também.Ronaldo, João Marcelo, Paulo Róbson, Gil, Zé Carlos e, sobretudo, Bobô e Charles jogavam com amor ao Bahia.Uma pena que depois daquele Bahia, jamais houve outro igual.

 

Os Heróis do Esquadrão.

 

 

Ronaldo: cria das categorias de base do Bahia, substituiu Sidmar durante o Brasileiro de 1988 e não decepcionou. Com reflexos apurados,muita elasticidade e segurança, Ronaldo garantiu vários resultados positivos para o Bahia e foi fantástico na final contra o Inter, defendendo bolas dificílimas. Ídolo histórico no clube tricolor.

Sidmar: foi titular em grande parte do Brasileiro de 1988, mas deixou o time justo na reta final porque ficou sem contrato. Com isso, deixou o caminho livre para Ronaldo brilhar. No período em que esteve o gol tricolor, foi bem e não comprometeu.

Zanata: lateral-direito de muita técnica e poder ofensivo, Zanata foi ídolo no Bahia dos anos 80. Foi um dos titulares absolutos na campanha do tricampeonato estadual, mas deixou o time durante o Brasileiro de 1988 para jogar no Palmeiras. Se arrependimento matasse em Zanata...

Tarantini: com a saída de Zanata, Tarantini assumiu a lateral direita do tricolor e foi muito bem com força na marcação e apoio ao meio de campo.Foi essencial para o baixo número de gols sofridos do Bahia no Brasileiro daquele ano.

João Marcelo: Ótimo zagueiro e cria das bases do clube, João Marcelo tinha uma calma impressionante dentro da área, além de ser muito técnico e se impor fisicamente perante os atacantes rivais. Fez um Brasileiro sensacional em 1988 e foi um dos responsáveis pela qualidade defensiva daquele time na reta final. Jogou ainda no rival Vitória e disputou outra final de Brasileiro em 1993, mas perdeu para o super Palmeiras de Roberto Carlos, Edmundo e Cia.

Pereira: titular absoluto da zaga do Bahia na campanha do tricampeonato estadual e em grande parte do Brasileiro, o zagueiro Pereira viveu a mesma situação que o colega Sidmar: ficou sem contrato e não jogou na reta final. Mesmo assim, pode ser considerado campeão pelas ótimas partidas que fez e pelos gols importantes. Era bom em cobranças de falta e nas jogadas aéreas.

Claudir: zagueiro viril e que se impunha dentro da área, Claudir fez várias partidas como titular e jogou, inclusive, as finais contra o Inter. Manteve a segurança do setor com inteligência e vontade.

Newmar: chegou ao Bahia já consagrado pelas conquistas dos Brasileiros de 1981, pelo Grêmio, e de 1985, pelo Coritiba. Com isso, se tornou um dos poucos jogadores tricampeões nacionais com o título de 1988 pelo Bahia. Não foi titular, mas quando entrou, deu conta do recado.

Paulo Róbson: titular da lateral-esquerda do Bahia, foi um dos grandes nomes da conquista com seriedade na defesa e no ataque. Uma curiosidade é que também ostentava um largo bigode e fazia muitos torcedores pensarem que ele e Tarantini eram gêmeos, não só pela fisionomia, mas também pelo futebol apresentado na campanha do título brasileiro.

Edinho: foi lateral reserva do time e jogou na primeira partida da final contra o Inter. Disputou vários jogos como coringa, podendo atuar tanto na esquerda quanto na direita.

Gil: volante de muita garra e força no ataque, Gil foi herói na classificação do Bahia para a final. Foi dele o gol da vitória por 2 a 1 sobre o Fluminense. Marcava muito e aparecia como elemento surpresa na frente. Depois do brilho em 1988, jogou no rival Vitória e passou por várias outras equipes em meados dos anos 90.

Paulo Rodrigues: era a elegância no meio de campo do Bahia. Não só marcava muito bem como também municiava o ataque com lançamentos precisos e passes eficientes. Seu auge foi exatamente naquele ano, mas já estava na casa dos 30 anos, tarde para almejar uma convocação para a seleção, por exemplo. Foi um grande ídolo da torcida.

Zé Carlos: foi o artilheiro do Bahia no Brasileiro de 1988 com nove gols e uma das principais peças de ataque. Jogava muito pela direita, como um verdadeiro ponta, e dava cruzamentos precisos para os atacantes (ou Bobô) fazerem a festa. Habilidoso e incansável, Zé Carlos foi genial naquele ano e muito querido pelos torcedores.

Bobô: com toques rápidos, grande visão de jogo e genialidade, Bobô foi, sem dúvida alguma, o maior nome do Bahia no tricampeonato estadual e, principalmente, no Brasileiro de 1988. O jogador virou ídolo instantâneo dos torcedores, ficou conhecido em todo o Brasil e orquestrou com muita habilidade o meio de campo e o ataque daquele Bahia inesquecível. Bobô é tido por muitos como o maior craque da história do clube e virou até letra de música de Caetano Veloso, que disse: “quem não amou a elegância sutil de Bobô”. E Veloso estava certo, pois todos amaram. Uma pena o craque não ter brilhado nos outros clubes que passou após 1988. Ele foi feito mesmo para o Bahia.

Osmar: foi o artilheiro do Campeonato Baiano de 1988 com 19 gols, mas deixou a desejar no Brasileiro e perdeu espaço para a dupla Charles e Marquinhos. Podia jogar como atacante ou meia-atacante, e tinha muita habilidade e velocidade.

Charles: ao lado de Bobô, Charles foi uma das estrelas do Bahia na reta final do Brasileiro. Marcou gols decisivos, infernizou zagas adversárias e mostrou um futebol virtuoso que arrebatou o coração dos tricolores. Seu lindo gol contra o Corinthians, aos 45 minutos do segundo tempo, lhe rendeu o apelido de “Anjo 45”. O sucesso de Charles foi tão grande que sua ausência em uma convocação para um jogo da seleção brasileira contra a Venezuela na Fonte Nova, em 1989, motivou um boicote à equipe de Lazaroni. Com isso, apenas 13 mil torcedores estiveram no estádio. Charles, posteriormente, ganhou chances na equipe verde e amarela, foi bem, mas perdeu a vaga para outros nomes como Bebeto e Renato Gaúcho. Seu talento chamou a atenção, inclusive, de Maradona, que comprou seu passe em 1991. Porém, o atacante não conseguiu repetir o futebol leve e bonito dos tempos de Bahia e sucumbiu no futebol argentino.

Renato: foi bem na conquista do Campeonato Baiano e era titular na campanha do Brasileiro de 1988 até ter sua “cabeça” pedida pela torcida, que se mostrava indignada com a falta de eficiência do atacante dentro da área. Com isso, saiu queimado da Fonte Nova e perdeu espaço para os jovens Marquinhos e Charles.

Sandro: outro atacante que acabou perdendo espaço no decorrer do Brasileiro, Sandro tinha habilidade como ponta-esquerda e foi muito importante na campanha do tricampeonato baiano.

Marquinhos: muito veloz, o atacante Marquinhos foi outra grata surpresa do Bahia na reta final do Brasileiro de 1988. Podia jogar como ponta ou como segundo atacante pela esquerda. Brilhou ainda no Cruzeiro do começo dos anos 90.

Evaristo de Macedo (Técnico): um dos maiores atacantes do futebol brasileiro nos anos 50 e 60 e ídolo de clubes como Flamengo e Barcelona, Evaristo de Macedo mostrou ter estrela, também, como técnico. Conseguiu montar uma equipe extremamente eficiente na defesa e precisa no ataque. O time conseguia impor dificuldades aos seus adversários não só na Fonte Nova, mas também fora de seus domínios. Jogar contra aquele Bahia era uma dureza. E Macedo conseguiu, depois de uma fracassada passagem pela seleção brasileira, dar a volta por cima. E em grande estilo.


 

Fonte da pesquisa : https://imortaisdofutebol.com/2013/04/19/esquadrao-imortal-bahia-1988/

 

O “ELEGANTE”, BOBÔ.

 

 

Raimundo Nonato Tavares da Silva, o Bobô,nasceu em Senhor do Bonfim (BA) no dia 26 de novembro de 1962, começou a carreira na Catuense (BA) e foi contratado em 1984 pelo Bahia, clube no qual defendeu até 1989 quando teve seu passe negociado, por um valor bastante elevado, para o São Paulo.

O Tricolor Paulista teve que desembolsar US$ 1 milhão,na época um valor completamente fora dos padrões dos clubes Brasileiros. Liberando ainda os passes do centroavante Marcelo e do zagueiro Wágner Basílio.

Mesmo não rendendo o esperado pela diretoria do São Paulo,Bobô conquistou o título paulista de 1989.

Em 1990 em baixa no time paulista, Bobô foi defender por empréstimo o Flamengo e mais uma vez não rendeu o esperado. Em 1991 o São Paulo envolveu ele na troca com o Fluminense pelo ponta-esquerda Rinaldo.

No Tricolor das Laranjeiras, Bobô viveu um bom momento, fazendo dupla com o centroavante Ézio, que tinha sido contratado à Portuguesa.

Em 1993, Bobô trocou o Flu pelo Corinthians,clube em que passou pouco tempo,mas diz ter sido uma passagem marcante em sua carreira.

Depois do Timão, Bobô atuou pelo Internacional e depois ainda retornou para o Bahia, antes de encerrar a carreira e tornar-se comentarista esportivo. Em 2004, ao lado de Charles, Ronaldo (goleiro), Zé Augusto e Sandro (ponta-esquerda), Bobô voltou ao Bahia. Enquanto os primeiros cuidaram das categorias de base do Tricolor, Bobô foi treinador do profissional.

 

“Quem não amou a elegância sutil de Bobô...” - Caetano Veloso.

 

Michelly Kassia