ACABA 2019, FAZ FAVOR!

 

(Foto: Ricardo Duarte)

 

O Inter que entrou em campo nesta quinta-feira (31), pela 29ª rodada do Campeonato Brasileiro contra um amargo conhecido Athletico Paranaense, entrou com o mesmo 4-2-3-1 do último jogo que garantiu a vitória contra o Bahia. 

 

No entanto, desta vez caiu por terra a primeira lei de Zé Ricardo, que era a promessa de municiar um camisa 9 (que vem jogando há muito tempo numa ilha isolada no ataque colorado). Apesar de manter o esquema, as trocas que entraram em campo não favoreceram em nada nem Paolo Guerrero, nem o esquema em si.

 

A volta de D'Alessandro e Patrick após cumprirem suspensão na rodada passada pesaram o time num todo, já que nenhum dos dois voltou com o “desempenho" esperado. D'Alessandro acrescentou muita qualidade no meio, no entanto não se encaixou no esquema no primeiro tempo. Já Patrick, somente fez peso no time e não conseguiu acrescentar "NADA DE BOM". Ao contrário, tornou uma estratégia que deu certo no jogo anterior pesada, lenta, arrastada e com um índice maior de erros. Seu maior acerto foi quando se dirigiu para fora de campo na substituição.

 

Zé Ricardo abriu mão de Neílton que fez um excelente jogo passado, para acomodar D'Alessandro que não coube no esquema, e quando conseguiu fazê-lo, foi com muito sacrifício. Enquanto Neílton se posicionou de modo que Paolo Guerrero voltou a receber a bola "redonda", D'Alessandro como opção de substituição fez justamente o contrário: o 9 Peruano voltou a ficar isolado e em muito momentos do jogo se viu implorando para receber a bola. Injustificável não ter havido a substituição.

 

Aos 11' 1T, Rodrigo Lindoso recebeu passe de Guerrero em profundidade e de cobertura fez um belo gol. Logo aos 22' 1T, Zeca, que aparentemente ainda segue na Oktoberfest, viu os paranaenses lhe deixarem mais tonto que as cervejas que o deixaram embriagado no final de semana e observou de camarote Rony receber a bola e empatar a partida com um "baita" gol. 1x1 foi o placar final da partida que ainda teve penalidade marcada e desperdiçada para o Colorado pelo mesmo camisa 9, que logo após, marcou um gol anulado na sequência pelo VAR, por impedimento.

 

Guilherme Parede e Patrick nas extremas fizeram partida vergonhosa e não há explicação que justifique a razão de não terem sido substituídos de cara na etapa inicial, pois não fizeram boa partida, e sequer apresentaram minimamente, bom posicionamento. Parede é naturalmente limitado e apresenta o que tem, mas quando vão perceber que o que ele tem é muito pouco?! Fica outra vez um questionamento absurdo ao universo! Já Patrick, a cada jogo que passa torna-se mais lento, se enterra mais debaixo de sua pedra na fenda do biquíni e ali fica contando conchas do mar, lento, displicente e por mais de uma vez comprometendo o jogo. Poxa seu Zé, Patrick não tem condições de ser visto como armador.

 

Cuesta mais uma vez teve trabalho dobrado, pois além de cobrir sua posição ainda precisou defender o corredor deixado por Zeca em péssima partida e Patrick, ainda armou jogadas. Moledo, como sua dupla de zaga mostrou se bem recuperado, e cobriu sua posição sem deixar a desejar. Edenilson, que aparentemente está de malas prontas e é espancado e algemado a cada partida para se fazer presente dentro de campo, outra vez nos fez agonizar com um futebol medíocre. É isso que se tornou seu futebol. Passou de um dos jogadores mais importantes da temporada e de maior referência para um jogador que se arrasta em campo como um funcionário que deseja desesperadamente que o relógio marque 18 horas para sair correndo do escritório.

 

O Inter não "deixou de ganhar dois pontos", não mereceu de maneira nenhuma obtê-los, e o resultado se tornou justo. A verdade é que tivemos uma escalação absurdamente equivocada, para acomodar peças que não se encaixam no esquema e visivelmente não o fariam, além das substituições lentas e atrasadas e a postura apática mais uma vez...

 

Sei lá Deus, ás vezes acho que te faço perder um baita tempo quando te peço para olhar por nós aqui, afora o torcedor que sofre e pouquíssimos dos que correm ali dentro, é perda de tempo olhar por quem nem olha por si mesmo. Domingo é dia de clássico e seja o que o senhor quiser.

 

De torcedora para torcedora, Jéssica Salini.