Agora é só embalar

 

Apesar da goleada, o flamengo apresentou os mesmos problemas de outros jogos, apáticos algumas vezes, muitos erros e pouca finalização. A partida de ontem contra o Bahia na ilha do Urubu nos rendeu três pontos e fez com que saíssemos da 7ª para a 6ª colocação na tabela e ficar a um ponto do 5º colocado, Cruzeiro. Próxima partida do Flamengo será contra o São Paulo no Pacaembu.

 

Partida

 

Gilvan de souza/Flamengo

 

Primeiro tempo de jogo e aquelas coisas de sempre: Flamengo com mais posse de bola, trabalhando mais e finalizando menos. Pode até se dizer que, o adversário em alguns momentos jogou melhor que o rubro-negro. Diego não conseguia sair da forte marcação e as jogadas passaram a ser pelas pontas, principalmente pela direita, com Berrío (então já sabe como foi...). Algumas bolas levantadas na área, mas nada que levasse um real perigo ao gol adversário. Então a lei do futebol é essa, se você não leva perigo, o adversário leva (na verdade é quem não faz leva) aos 22’ em um contra-ataque, uma embananada na defesa carioca a bola sobrou para Zé Rafael, que chutou forte, mas Diego Alves conseguiu defender. Na saga de se encontrar na partida, Diego resolveu arriscar aos 28’ de fora da área, pra uma belíssima defesa do goleiro adversário. Mas o Bahia respondeu no minuto seguinte, Mendoza incorporou o Bolt, puxou um contra-ataque pela direita e colocou Vinicius na cara do gol, mas ele desperdiçou a chance. O restante do primeiro tempo foi de doer os olhos, mas se faltou futebol, sobrou jogada feia resultando em cartões, 5 só no primeiro tempo. Mais certo que Berrío vai se atrapalhar com a bola, é o Guerrero reclamar e levar cartão amarelo, o 3º do peruano e o que tira do próximo jogo do Brasileiro.

 

Segundo tempo de jogo e o Flamengo resolveu vir em busca da vitória tirando Berrío e colocando Everton Ribeiro já no intervalo de jogo. Aos 5’ Diego chutou de fora da área o goleiro Jean espalmou para escanteio.  Diego cobrou um escanteio curto para Everton (finalmente um que deu certo), que cruzou para área, a bola resvalou na cabeça de Guerrero e sobrou para o nosso capitão Réver estufar a rede (S2). 1x0 Flamengo. Porém a festa na Ilha do Urubu durou 15 minutos. Aos 23’ Hernane Brocador (o que nos deu algumas alegrias) sofreu pênalti do zagueiro Juan. Mendoza bateu e a defesa do nosso goleiro Diego Alves foi “à lá” Muralha, bola para um lado goleiro para o outro. Tudo empatado na Ilha. O tricolor baiano resolveu que ia atrás da virada e começou a chegar com perigo ao gol do Flamengo. Na situação em que o rubro-negro se encontrava, parte da torcida passou a vaiar o meia Diego, a criticar o ponta Everton. Time rubro-negro perdido, cobrado pela torcida e um escanteio. Everton bateu Réver subiu mais que todo mundo e cabeceou para o fundo das redes. Que golaço do nosso capitão, sem chance de defesa ao goleiro adversário, o gol foi tão bonito que mereceu um palavrão. O Flamengo resolveu acordar de vez e a partir dos 37’ a partida passou a ser dele: Diego. Que vem sendo criticado pelo seu baixo rendimento nas partidas e o pênalti perdido na Copa do Brasil fez com que a torcida cobrasse ainda mais um melhor rendimento do craque. Vaiado durante boa parte do segundo tempo, teve a partir desse minuto o seu momento de uma possível redenção. Pênalti para o Flamengo e o camisa 35 pediu pra bater.

 

“Sempre é difícil à hora do pênalti. O goleiro se prepara para defender. Estamos sujeitos ao erro. Assumo essa responsabilidade porque estou aqui para isso. Fiz muitos gols de pênalti na minha carreira” - Diego.

 

Pênalti convertido e parece ter saído um peso das costas do jogador, que comemorou bastante, agradeceu muito a Deus e reverenciou a torcida. E dois minutos após o gol, mostrou do que é capaz de fazer, em mais um belo passe de Everton (o mesmo criticado por alguns e que deu passe para três gols) ampliar o placar e deixar o jogo que teve muita dificuldade do time carioca, virar goleada. Substituído nos minutos finais por Romulo, Diego antes vaiado, teve seu nome gritado pela torcida enquanto saía de campo. A equipe rubro-negra com facilidade só administrou os minutos finais, já que a equipe baiana não tinha mais reação. Fim de jogo e três pontos.

 

Gilvan de souza/Flamengo

 

Final da partida e o mais procurado foi ele, Diego. Questionado sobre a ambiguidade da torcida e sobre sua reverência aos rubro-negros, Diego respondeu.

 

Nunca me faltou apoio dessa torcida. De uma forma ou de outra, eles nunca me deixaram. Merecem a reverência.

Fonte: globoesporte.com

 

Com pouco tempo de “casa” parece que o professor Rueda já entendeu o espírito rubro-negro e quer mais atitude da equipe.

 

Foram dias difíceis. Com todo respeito a rivais difíceis, mas Flamengo tem que lutar para ganhar seus pontos. Essa é a mística que o Flamengo precisa recuperar. De ser mau perdedor, de não aceitar as derrotas e buscar metas grandes. Fonte: globoesporte.com

 

Destaque

 

Assim como Diego, Rever também foi o destaque dessa partida. Faz tempo que o nosso capitão vem chamado à responsabilidade para si e fazendo bons jogos. Decisivo, fez o primeiro e o segundo gol do Flamengo, mostrou atitude e liderança dentro de campo. Não é a toa que tem cinco gols na competição e arrancou elogios de Rueda.

 

Réver é um líder que contagia e transmite. Tem grande nível de liderança e nível de comprometimento grande. Eles têm essa mística de seguir à frente. Estamos estimulando que ele passe isso para o time. Fonte: globoesporte.com

 

Ficha técnica

 

Data/hora: 19/10, às 21h (Brasília).

Local: Estádio Ilha do Urubu, no Rio de Janeiro (RJ).

Árbitro: Marcelo Aparecido R de Souza (SP)

Auxiliar 1: Anderson José de Moraes Coelho (SP)

Auxiliar 2: Alex Ang Ribeiro (SP)

Flamengo: Diego Alves; Pará, Réver, Juan e Trauco; Cuéllar, William Arão e Diego (Rômulo); Berrío (Everton Ribeiro), Everton e Guerrero (Lucas Paquetá).

Técnico: Reinaldo Rueda

 

Bahia: Jean; Eduardo, Tiago, Lucas Fonseca e Juninho Capixaba; Edson e Renê Júnior; Zé Rafael (Allione), Vinícius (Régis) e Mendoza; Edigar Junio (Hernane).

Técnico: Paulo Cézar Carpegiani

 

Por: Rayane Almeida