AINDA ESTAMOS VIVOS!

Palmeiras perdeu no sul, mas a vaga para a semifinal da Copa do Brasil não está perdida. Sim, Ainda faltam noventa minutos.

 

      

Fonte: Palmeiras Oficial

 

A definição de quem ficará com uma das vagas para a semifinal da Copa do Brasil, ainda está em aberto.

O Palmeiras foi à Porto Alegre, enfrentar o Grêmio, no primeiro confronto das quartas de final e mesmo com a derrota por 2x1, conseguiu fazer o tão importante "gol fora", que pela regra, mantém o time vivo na competição.

O time de Cuca começou bem posicionado e atento, tentando impor o seu ritmo de jogo e aproveitando os espaços deixados pelo adversário, que estava visivelmente afobado para definir a partida. Mesmo assim, eles conseguiam exercer uma enorme pressão, que neutralizava as chances de finalização do Palmeiras.

O primeiro bom lance do Alviverde foi aos oito minutos com Gabriel Jesus. Ele disputou e ganhou uma bola na lateral, lançando Zé Roberto, que chegava do meio. O vovô do Verdão bateu para o gol de Marcelo Grohe, mas a bola subiu muito.

O jogo foi ficando cada vez mais disputado e truncado, o que dificultava as tentativas de saída de bola.

Aos vinte minutos, o Palmeiras sofreu falta, Dudu bateu e o menino Jesus conseguiu tocar de cabeça para Moisés. O profeta tentou aproveitar o rebote e bateu de primeira, mas o chute saiu fraco e fácil para a defesa do goleiro gaúcho.

Apesar de não estar conseguindo jogar o seu melhor futebol, não se podia dizer que o time de Parque Antártica estivesse jogando mal, é que o esquema montado pelo técnico Renato Gaúcho, que retornou ao tricolor do sul, após demissão de Roger, funcionou bem. A ideia de potencializar o meio de campo dificultou muito. Se acrescentarmos a isso os inúmeros erros de passes que o Palmeiras cometeu, o jogo ficou com uma cara de baixo desempenho.

 

Fonte: Palmeiras Oficial

 

Mesmo assim o Grêmio só chegou com perigo aos vinte e oito minutos, quando Luan cobrou um escanteio. E bateu muito bem, quase fazendo um gol olímpico, mas nosso mais novo gigante do gol, estava lá.

Jesus ligou um rápido contra-ataque com Fabiano, que lançou Roger Guedes, o menino prodígio do Verdão, fez um passe perfeito para Dudu e este tentou colocar a redonda direto no gol de Grohe. Sem sucesso.

A pequena torcida do Verdão, que estava presente na Arena adversária, conseguiu fazer muito barulho e foi empurrando o time para frente. Mas, para o desespero da minoria, quem balançou a rede foi o mandante.

O relógio marcava trinta e três minutos quando o Grêmio marcou o seu primeiro gol. Um belíssimo gol, diga-se de passagem. Numa tabela perfeita, a bola sobrou nos pés de Ramiro. O que parecia que seria um cruzamento, deu lugar ao chute direto e mesmo sem muito ângulo, mas sobrando intuição, ele conseguiu cobrir Jailson e encaixar a bola.

Agora o barulho era da torcida da casa.

O equilíbrio da partida visto até aqui, desapareceu. O Palmeiras sentiu o gol e o Grêmio cresceu e aumentou a sua pressão.

O nosso idolatrado futebol, também conta com um pouco de sorte, já sabemos. E foi assim, que o segundo, rápido e inesperado gol adversário, chegou. Inesperado e impedido. Totalmente impedido.

Um indigesto placar de 2x0 e um balde de água fria encerraram a primeira etapa.

O intervalo pareceu uma eternidade. E eu aposto que Deus e todo mundo, matutou, o que será que o nosso comandante/estrategista/técnico/professor e principalmente, louco Cuca teria em mente para o segundo tempo. Porque que ele é pra lá de arrojado, todo mundo também já sabe, mas como o futebol, o nosso mestre, é uma caixinha de surpresas. Dessa vez, uma caixinha no estilo kamikaze.

A banana ofensiva, digo Leandro Pereira, entrou e Gabriel Jesus foi deslocado para ficar mais solto pela esquerda. A ordem era ir pra cima com tudo!

O desenho ousado não só abriu a partida, como chamou mais ainda o adversário para jogar. E agora, só restava confiar em Cuca e sacar todos os amuletos da sorte guardados no bolso.

Chamou, o Grêmio veio. E quase fez o terceiro, de cara. Mas o Palmeiras também chegou. E chegou com perigo.

Leandro Pereira, que comandava o ataque, fez um belo lançamento para Jesus, aos três minutos. O menino partiu sozinho e em velocidade, ficando cara a cara com o goleiro, que teve que interceptá-lo para evitar o que seria um gol de craque.

O juiz marcou o pênalti claro, que era também a recompensa pela postura mais ofensiva. Zé Roberto bateu como gente grande e a estrela do espetáculo foi parar lá dentro.

Explosão palmeirense no sul, um gol muito comemorado. Tanta festa, que até parecia dois gols. E não é?

Mas o que a torcida queria mesmo, era que o time continuasse partindo para cima, para empatar e quem sabe virar a mesa, desejo óbvio de todo torcedor. Mas o Verdão parecia feliz com o placar e não rendeu o que se esperou dele.

Os dois times mostraram algumas boas jogadas, é verdade, mas nenhuma foi efetiva o suficiente para mudar a história do jogo.

Mas a proposta “mata-mata” do nosso treinador, não tinha cessado. No final da partida, Barrios substituiu Guedes. E nos minutos finais, Rafa Marques, substituiu o capitão Dudu na tentativa de aproveitar o último lance de bola na área. Mas a cobrança feita por Fabiano foi tão ruim, que só restou lamentação e o famoso jargão de Milton Leite: “Que beleza”.

A boa notícia? O jogo de volta, que acontecerá no dia 19 /10, será no Allianz Parque. Mais conhecido como Chiqueiro. E lá... Bem lá a história é outra.

E o Verdão que precisa fazer apenas um gol, vai entrar em campo com uma frase na cabeça: NA MINHA CASA, AMIGUINHO, MANDO EU!

Alê Moitas