Ainda temos 90 minutos!

 

 

O time brasileiro que mais vezes conquistou a Copa Libertadores da América foi derrotado ontem (6), pelo Atlético Nacional da Colômbia por 0x2 no Morumbi diante de mais de 61 mil torcedores.

 

O Morumbi teve recorde de público para a partida. Foto: espn

 

Os 90 minutos!

 

O Tricolor começou a partida melhor, muita acelerado, porém dominava o jogo, recuava o adversário para o campo de defesa, pressionava não deixava o Atlético Nacional pegar na bola e quando pegava fazia com o time errasse passes simples, mas o os donos da casa não eram efetivos e os colombianos acabaram se acostumando com a partida.

 

Na segunda etapa o adversário são-paulino cresceu ainda mais no jogo e começou a assustar os donos da casa, mais tudo desabou aos 28’ quando capitão são-paulino Maicon, tomou cartão vermelho direto por agredir o atacante Borja, dai em diante sem um jogador as coisas ficaram difíceis, e não demorou para os colombianos abrirem o placar, aos 36’ o mesmo Borja que foi pivô da expulsão do zagueiro tricolor marcou, e depois aos 43’ em uma bela jogada em que os 11 jogadores do Atlético participaram o centroavante completou mais uma vez no gol de Denis.

 

Borja foi o autor dos dois gols do Atlético Nacional. Foto: noticias do front

 

Resenha

 

Muitas vezes nessas horas o torcedor ou amante do futebol procura culpados para uma derrotada dolorosa como esta, no jogo de ontem Maicon que foi tão aclamado pela torcida e que a diretoria desembolsou 22 milhões para não perder o zagueiro que virou ídolo em tão pouco tempo, teve com certeza sua parcela de responsabilidade, o camisa 27 estava na frente do juiz no momento em que empurrou o resto de Borja, sabemos que arbitro argentino deveria ter dado somente amarelo, mas ele optou por um vermelho direto, quem errou foi Maicon ao cometer uma agressão um tanto quanto infantil. Ao final da partida o capitão da equipe se desculpou e disse que vai compensar o investimento. "Peço desculpas aos companheiros e aos milhares de são-paulinos, mas não sou de abaixar a cabeça e vou trabalhar para compensar o investimento que o clube fez para me contratar."

 

Maicon acabou expulso e desfalcará o Tricolor na decisão. Foto: uol.

 

O problema é que todo o investimento não só financeiro, mais emocional em Maicon era muito por conta dessa Libertadores e se o time de Patón sem o zagueiro em campo não conseguir uma vitória por três gols de vantagem no estádio Atanasio Girardot, em Medelín, na Colômbia, na próxima quarta-feira, às 21h45 (BSB), o investimento não terá valido a pena, pelo menos não por enquanto. Claro que não podemos crucificar o zagueiro, porque sabemos que dentro de campo Maicon é um resumo de raça e determinação e que assim como todo torcedor ele quer muito este titulo.

 

Patón também teve sua parcela de culpa quando não recompôs a zaga com nada menos que Diego Lugano no banco de reservas, porém o treinador não acha que errou. “Eu poderia ter feito uma mudança defensiva, mas tínhamos que ganhar a partida. Poderia ter entrado o Lugano no lugar de um atacante, mas tínhamos que ganhar.”

A verdade é que o São Paulo sentiu muito a falta de Paulo Henrique Ganso e de Kelvin, o camisa 10 é responsável por todo parte criativa do time, já Kelvin é o estilo driblador, que consegue arrumar espaço e pensar rápido, sem eles o time parece não ter capacidade de criar. E para reverter o placar o grupo vai precisar mudar a postura, se dedicar e ter muito mais do que raça, vai precisar de técnica!

 

TEM QUE ACREDITAR!

 

Ainda temos 90 minutos de jogo pela frente e obvio o torcedor são-paulino deve acreditar, com certeza será difícil, mas não impossível. Apesar de não ter ganho de nenhuma equipe como visitante nesta libertadores com mais de dois gols de diferença o São Paulo é o Clube da Fé, é o Clube que a moeda cai em pé, é o maior campeão de competições internacionais do Brasil, e este time é o time que nem se classificaria para libertadores, é o time que não passaria da primeira fase tendo o River em sua chave, é o time que jamais venceria o atlético mineiro! E ele é o único Brasileiro que ainda respira na competição, com aparelhos mais respira!

 

 

Ficha técnica

 

São Paulo: Denis; Bruno, Maicon, Rodrigo Caio e Mena; Wesley (Hudson) e João Schmidt (Daniel); Thiago Mendes, Ytalo (Alan Kardec) e Michel Bastos; Calleri. Técnico: Edgardo Bauza.

 

Nacional de Medellín: Armani; Bocanegra, Sánchez, Henríquez e Díaz; Mejía, Pérez (Arias) e Torres; Ibargüén (Guerra), Moreno (Blanco) e Borja. Técnico: Reinaldo Rueda.

 

Árbitro: Mauro Vigliano (Argentina), auxiliado pelos compatriotas Juan Belatti e Gustavo Rossi.

 

Cartões amarelos: João Schmidt (São Paulo); Díaz e Borja (Nacional de Medellín).

 

Cartão vermelho: Maicon (São Paulo).

 

Gols: Borja (2x) (Nacional de Medellín).

 

Estádio do Morumbi, em Sao Paulo.


 

por Jéssica Nogueira Gonçalves.