Alfredo Jaconi, a casa dos Juventudistas

 

 

 

No começo, em 1919, Dante Marcucci, presidente do Ju na época, comprou o campo de jogo do time, chamado de Quinta dos Pinheiros. Alguns anos depois, com a morte de Alfredo Jaconi, atleta, diretor de campo, assessor técnico e presidente, o nome do estádio mudou, para homenageá-lo.

 

 

Quinta dos Pinheiros | Foto: Studio Geremia

 

 

A morte de Alfredo Jaconi foi trágica, ele faleceu quando foi buscar algumas bebidas na Cervejaria Pérola, da qual era proprietário, para comemorar o 24º, e último, título do Campeonato Citadino, vencido pelo Juventude. Alfredo Jaconi acabou prensado em uma das máquinas da fábrica.

Com o objetivo de homenageá-lo, a Quinta dos Pinheiros passou a chamar-se Alfredo Jaconi. Para a mudança, o estádio foi reconstruído, no mesmo local, tendo como comandante das obras Willy Sanvitto, presidente do Juventude na época.

A partida inaugural do novo estádio aconteceu no dia 23 de março de 1975, no domingo, contra o Flamengo e terminou 0x0. Um número considerável de pessoas participou da inauguração, foram cerca de 25 mil torcedores presentes.

 

 

A estreia no Alfredo Jaconi | Foto: Basilio Scalco

 

 

SENTIMENTO DE TORCEDOR:

 

Alfredo Jaconi foi o primeiro estádio que eu frequentei, onde conheci os meus melhores amigos, vi os melhores jogos, e comi o melhor cachorro-quente de estádio. Evidentemente, eu não tenho grandes memórias da infância. Mas meu pai me conta muitas histórias desta época.

Inclusive, naquele 20 de junho de 1999, quando o Juventude colocou uma mão na taça da Copa do Brasil, eu estava presente. Não lembro de nada, gostaria de ter vivido intensamente tudo aquilo. Mas o amor por um clube não é feito por períodos de glória, tampouco por títulos. Se constrói com vivências, com partidas difíceis, momentos dolorosos, convívio com aquelas pessoas que tu sabe que estarão ali mesmo que a vitória não venha e que a bola não entre, as que entendem os teus sentimentos pelo clube e o nutrem na mesma medida.

Juventude, para mim, é muito mais que um clube. As arquibancadas do Alfredo Jaconi têm muita história, quantas vitórias já comemoramos nelas, quantas derrotas já choramos sentados no concreto. Porque estádio raiz é assim, sem cadeiras e obrigatoriedade de manter seus torcedores sentados e estáticos.

Alfredo Jaconi é o melhor estádio deste mundo, sabe por que? Porque é nosso, porque é repleto das nossas histórias, de histórias de arquibancada, de pessoas que amam este clube, e que não abandonam independentemente de divisão ou fase.

 

 

Alfredo Jaconi nos dias de hoje | Foto: Carol Freitas

 

 

FICOU NA HISTÓRIA!

 

A partida mais marcante dos últimos anos do Ju aconteceu no Alfredo Jaconi, pergunte a qualquer torcedor e a resposta vai ser a mesma: Juventude 3x1 Londrina, naquele 08 de setembro de 2013, com show de Zulu. Tudo estava perdido, não havia um torcedor que não estivesse apreensivo com o que acontecia.

O Juventude estava ganhando por 1x0, com gol do zagueiro capitão, Rafael Pereira. Mas alegria de jaconero dura pouco, precisando vencer, o Juventude tomou o empate. E o que parecia improvável aconteceu, Rei Zulu reverteu a situação, 2x1 para o Juventude. Mas não era suficiente, precisávamos de mais um. E estava lá, aos 46 minutos do segundo tempo, a Jaconera enlouqueceu, o inferno estava acabando, o Juventude só precisava eliminar mais um time e estaria livre da Série D, o desfecho já conhecemos… ADEUS INFERNO, ADEUS SÉRIE D, ATÉ NUNCA MAIS!

 

 

Lisca, o responsável pelo acesso, muita gratidão por tudo que fez. | Foto: Juan Barbosa

 

 

E HOJE?

O ano é 2018, e a situação é difícil. O Juventude fez um Campeonato Gaúcho pífio, muito abaixo do que se espera de um time que está na Segunda Divisão do Campeonato Brasileiro. E falando nela, as vitórias no Alfredo Jaconi estão sumidas. A torcida precisa disso, precisamos deste gás para voltar a acreditar. Cadê aquele time que ficou 52 jogos sem perder em casa, lá em 2011-2013?

Nós, como torcida, precisamos sentir o gosto da vitória na nossa casa, porque o sentimento pelo Juventude nunca acaba. E a música.. ela fala por si só: “Eu vou pra Jaconera, por que não importa nada.. Eu tenho o Juventude dentro do meu coração.”



 

CURIOSIDADES:

 

 

Por: Carol Freitas