Apesar da crise

O Flamengo não vinha num bom momento. Dos últimos oito jogos, perdeu sete. Guerrero, que era a promessa de dias melhores, não atravessa uma boa fase com a camisa rubro-negra e para completar, apareceu o tal “Bonde da Stella” que culminou com o afastamento de cinco jogadores, alguns essenciais para o time. E o que já provocou um chiado na torcida ficou pior quando a diretoria resolveu perdoar o quinteto formado por Alan Patrcick, Everton, Paulinho, Marcelo Cirino e Pará. O jogo contra o Goiás era promessa de jogo tenso.

E esse clima veio das arquibancadas: A torcida protestou. Conhecida por cantar, ela se calou. Uma vez ouvi que o silêncio pode ser insurdecedor. E, se tratando de uma torcida que canta a plenos pulmões mesmo quando o resultado não é dos melhores, o silêncio é mesmo algo preocupante. Mas a torcida não ficou de bico calado o tempo inteiro. Vaias para Pará e Alan Patrick tiravam a torcida do “mudo”.

Dentro de campo, o Flamengo já vinha jogando bem. O time fez uma boa partida contra o Inter e não fez um mau primeiro tempo contra o Grêmio. Nos dois jogos, a sensação era que faltava a bola entrar e o time ter mais calma na horas das finalizações. A vontade era perceptível nos últimos jogos e foi maior no jogo contra o Goiás. Se Alan Patrick disse que o passado era página virada, o time fez jus ao que foi dito na coletiva e entrou disposto a acabar com essa má fase.

Alan Patrick, aliás, tomou umas, se pronunciou representando o grupo e pediu desculpas à torcida. Colocou a cara a tapa e parece que foi agraciado pelos deuses do futebol pela coragem. Foi ele quem abriu o placar no primeiro tempo de jogo. Erik empatou o jogo para o Goiás no fim da primeira etapa, jogando um pouco de água no chopp dos rubro-negros.

Mas no segundo tempo, a torcida voltou a cantar e o Flamengo voltou a campo determinado a vencer. Logo aos dois minutos do segundo tempo, Alan Patrick, de novo ele, colocou o Flamengo novamente a frente.

 

Camila Leonel