Apesar da luta, as Águias Sérvias não resistiram e deixam o Mundial da Rússia na primeira fase

 

Por mais que se tente surpreender e lutar contra algumas normalidades, às vezes acontece o mais lógico. Este pode ser um bom resumo do que aconteceu entre Brasil e Sérvia nesta quarta-feira (27), na Arena Spartak, em Moscou. As Águias lutaram, se colocaram em campo, mas não puderam resistir o poderio da seleção pentacampeã do mundo. A derrota por 2 a 0 para o Brasil deixa um gosto amargo do adeus de uma seleção que tinha a sensação de poder chegar mais longe, mas caiu na primeira fase do Mundial.

 

“Estou muito contente que nós voltamos para a Sérvia no mapa do futebol do mundo e ter a oportunidade de defender as cores do nosso país. O único lugar que decepcionados ligeiramente foi no segundo tempo contra a Suíça, mas podemos olhar com bons olhos, porque todos os jogadores deram o seu melhor foram profissionais e se dedicou para o sucesso da equipe”, disse Nemanja Matic.

 

O time começou bem postado, tentando neutralizar o Brasil e sair com rapidez em contra-ataques. O posicionamento da defesa e a altura dos jogadores – que eram bem mais altos que os brasileiros – criou uma dificuldade inicial para o Brasil, mas foi só o tempo passar que o adversário começou a encontrar o mapa da mina e infiltrar na defesa Sérvia. Porém, mesmo com os espaços, as águias conseguiam se impor. Na tentativa de contra atacar, vinha os erros de passe, de tempo e a interceptação da defesa brasileira.

 

 

(Foto: Getty Images)


 

Porém, a barreira que parecia instransponível, começou a ruir aos 36 do primeiro tempo, quando Coutinho deu um belo passe para Paulinho sair na frente, o goleiro Vladimir Stojkovic ainda tentou crescer na frente do meia brasileiro, mas um toque de categoria foi o suficiente para encobrir o arqueiro para morrer no fundo das redes sérvias.

 

Com isso o Brasil cresceu no primeiro tempo. A Sérvia tentava se manter na linha, mas via os brasileiros trocando passes e criando algumas chances, que não foram aproveitadas.

 

No segundo tempo, a Sérvia voltou com outra postura. Passou a atacar mais já que precisava virar a partida para sonhar com a classificação. O Brasil, que voltou meio sonolento do vestiário, pelo menos por duas vezes quase viu as águias empatarem. Mitrović acertou um chute que Alisson não conseguiu pegar, mas Thiago Silva com a perna impediu o empate.

 

Depois foi a vez de Milinković-Savic chutar e o arqueiro brasileiro mais uma vez precisar salvar quase em cima da linha, chances que não poderiam ser desperdiçadas e que custam caro para os times que não as aproveitam. E o castigo não demorou a vir e veio da forma mais cruel. Aos 22 minutos, após cobrança de escanteio, Thiago Silva de deslocou da defesa e no primeiro pau, cabeceou para fazer 2 a 0. A Sérvia caía justamente com um gol de bola aérea, uma das principais virtudes do time que poderia ameaçar o adversário.

 

A partir daí, o Brasil administrou o resultado e sem muitos sustos, conseguiu cadenciar a partida, que não teve mais nenhum poder de reação para tentar virar a partida. Não se pode dizer, porém, que a Sérvia não lutou. Fez o que pôde, mas caiu de pé, lutando contra uma potência do futebol, mas tropeçou em suas próprias limitações. A esperança fica na nova geração que jogou esta Copa e tem quatro anos para amadurecer e tentar chegar no Catar, em 2022.

 

Por Camila Leonel