Aquele jogo, aquele acesso, aquele 1997

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Era uma vez uma criança, três anos de idade, uma mãe santista, um pai pontepretano e uma família de Sãopaulinos!Essa criança esperava ansiosamente as quartas-feiras, os sábados, os domingos. Esperava ansiosamente seu pai comprar a passagem da Van pra assistir aos jogos com os amigos. Essa criança enfrentava sol, frio e chuva. Brigas, desentendimentos, acessos e rebaixamentos – sim, vários!

Essa criança foi crescendo, pensou em mudar de lado, afinal seu time nunca ganhara um título, era motivo de chacota entre os amigos e sempre ouvia que futebol era coisa pra homem e, por isso,  torcia praquele time. Mas ela seguia firme e forte!

Até que em um acesso, lá em 1997, contra o Náutico – um jogo fantástico, depois de 9 anos assistindo jogos da Série B no Brasileirão, ela teve a certeza que aquele era seu amor, aquela era sua paixão.

A menina cresceu se tornou mãe, se casou, virou mãe de novo – trabalha, cuida da casa, dos filhos e do marido. Tudo isso seria suficiente pra abandonar seu primeiro amor, sua primeira paixão. Mas depois de 29 anos de muito sofrimento, muitas lagrimas, muitas alegrias, ela segue forte e tranquila. Fez amigos, muitos, vários. Aprendeu que lugar de mulher é onde ela quer estar, e que ali é o seu lugar!

O majestoso é sua casa, a Ponte Preta, a Nega Véia, a Macaca Querida, é seu amor! E se o título não vier? Ela vai continuar ali, sentada na arquibancada de concreto, embaixo do sol, da chuva, no frio, com aquele que apresentou essa grande paixão e com aqueles que um dia vão poder contar essa mesma história – que assim seja, Amém!

 

Li Zancheta