Arbitragem seletiva, reação e mesmo assim derrota

O Botafogo recebeu o Atlético-MG na Ilha do Governador neste Domingo (16) em partida válida pela 31ª rodada do Campeonato Brasileiro. O jogo prometia chamar a atenção devido à ascensão do time da casa e a necessidade de vitória do Galo para se manter na briga pelo título, mas os holofotes acabaram na atuação pífia da arbitragem.

O Atlético começou o primeiro tempo desligado, enquanto o time da estrela solitária se jogava ao ataque com rapidez e perigo. Aos 4 minutos, Camilo encontrou Bruno Silva na área, que finalizou para o gol e abriu o placar na partida. E foi aí que começaram os erros da arbitragem. Antes de finalizar, a bola bateu na mão do jogador botafoguense, mas sem nenhuma irregularidade segundo o árbitro da partida.

O jogo seguiu com o Galo bastante perdido em campo, com os jogadores ainda mais nervosos após o lance que deu origem ao primeiro gol do time da casa. Não o bastante, aos 17’ o ataque atleticano tentava chegar ao gol adversário até que Clayton finalizou e a bola explodiu no braço do defensor do Botafogo. Novamente para o juiz, lance legal de jogo.

O que se viu até o término da etapa inicial foi um time atleticano desequilibrado tecnicamente e mentalmente. Os jogadores se mostravam bastante irritados devido às interferências da arbitragem em lances capitais da partida e não conseguiam jogar o futebol que de fato sabemos que são capazes. Mas o Botafogo, que não tinha nada com isso, aproveitou a instabilidade dos visitantes e ampliou o placar aos 34 minutos com gol de Rodrigo Pimpão.

No intervalo da partida Marcelo Oliveira promoveu duas mudanças na equipe: no lugar de Rafael Carioca, já amarelado, entrou Leandro Donizete e no ataque Clayton deu espaço para Lucas Pratto. A conversa entre o técnico e seus comandados parece ter surtido efeito e os jogadores entraram para a segunda etapa com os ânimos ajustados e prontos para buscar o resultado.

Com cinco minutos da etapa complementar o Atlético já diminuía a vantagem do time botafoguense após bela troca de passes entre Robinho e Fred, até que o chefe da área finalizou sem chances para Sidão. Dois minutos depois, Otero fez uma bela jogada pela direita, deixando os defensores adversários para atrás, e chutou colocado, mas por capricho do destino a bola beijou a trave e saiu. O Botafogo teve chance de complicar ainda mais a vida atleticana quando aos 20’ Victor furou ao sair errado em um lançamento e viu Camilo finalizar para fora.

FOTO: Site Oficial Atlético-MG

O Galo mantinha a pressão em busca do empate e melhorou significativamente a sua atuação dentro do possível, levando em consideração um gramado bastante prejudicado que atrapalhava o toque rápido de bola. E o segundo gol veio aos 24’ em cabeçada do zagueiro artilheiro Leonardo Silva. O jogo ficou aberto e os dois times chegavam bem ao ataque, mas tudo indicava que a partida terminaria empatada. Até que aos 45 minutos, após não marcar falta clara em Carlos César, o árbitro indicou o escanteio que deu origem ao gol da vitória botafoguense.

OPINIÃO DA COLUNISTA

A arbitragem brasileira é sabidamente mal preparada em relação ao nível que o Campeonato Brasileiro exige. Há anos os erros acontecem recorrentemente e muitos de nós sabemos que esses “erros” nem sempre são de fato sem intenção, principalmente porque há uma tendência a favorecer os times do eixo Rio-São Paulo.

O Atlético perdeu outras chances de encostar nos adversários que estão à sua frente por motivos diferentes, jogos mal jogados, incompetência em alguns casos e adversidades que o futebol impõe. Mas fica bem mais difícil quando fatores extra-campo interferem tão diretamente em um resultado da partida. Os jogadores tiveram a maturidade de se acalmarem no intervalo e propor um jogo na bola para buscar o resultado e viram todo o seu trabalho ser jogado fora por incompetência de alguém que deveria ser a peça mais discreta do espetáculo.

Mas vocês jogadores, continuem jogando por nós, que acreditamos nesse elenco porque amamos o clube pelo qual escolhemos torcer. Honrem a nossa camisa, independente se o título vier ou não, porque antes do poder de qualquer outra instituição do futebol, AQUI É GALO PORRA!

Por Júlia Campos – Por você e com você até o final, Galo!

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