Arquibancada: A escolha de uma vida!

 

 

O amor pelo futebol talvez seja o sentimento mais inexplicável do mundo. Simplesmente, em um belo dia uma menininha acorda, sobe na laje de casa vendo de longe, um campinho de terra e fascinada, decide que dali em diante aquilo será parte de sua vida.

 

A menina cresce e se dá conta que as arquibancadas de um estádio trazem a ela a tranquilidade que sempre procurou na vida, percebe que tanto o som da bateria, quanto as luzes e as faíscas dos sinalizadores são sinônimos de sossego e calmaria.

 

Naturalmente, ela troca o shopping e as baladas por uma caravana longa, 12 horas só de ida, em um ônibus sem conforto, sem muito dinheiro para comer, mas com a certeza de estar no lugar certo, ao lado de suas amigas, da família que ela escolheu. Lá, “geral” se vira uma ajuda, todo mundo dá um jeito para ninguém ficar de barriga vazia!

 

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Foto: Arquivo pessoal da colunista

 

Ela também é capaz de suportar uma revista nojenta, de uma PM que não respeita o torcedor nem quando ele é homem, imagina quando se trata de um monte de meninas... Mas tá ok, importante é ver o time dela jogar.

 

E quando chega a hora... aqueles 90 minutos cantando sem parar curam qualquer ferida! Naquele instante não existe preocupação com trabalho, estudo, nem ao menos sobre o futuro, ela só não quer que aquela sensação de eternidade acabe.

 

No apito final o cansaço consome e na maioria das vezes não tem nem água nos bebedouros e ela ainda precisa esperar, no mínimo uma hora para liberarem a saída do setor visitante. Aí você acha que ela vai ficar quietinha né ? Mas não, é o hora do tradicional samba na bancada e o cansaço vai embora, na palma da mão e na garganta! Até que chega a hora mais triste a de entrar no “bonde” de voltar para casa e voltar para a realidade, até a próxima partida!





Por Jéssica Nogueira Gonçalves