ATÉ ONDE VAI TODO ESSE AMADORISMO?

A gente fica pensando em tanta coisa para escrever, tantas ideias surgem, tanta vontade de xingar e meter o pé em tudo. A gente pensa em virar conselheiro para saber o que acontece nos bastidores. Tenta conversar com os amigos mais próximos que estão lá dentro, a gente tenta de tudo, mas no fim o tudo acaba sendo em vão.

 

A tempos uma nuvem nebulosa vem pairando sobre o Estádio Moisés Lucarelli. Coisas estranhas acontecem por seus corredores e muita sujeira vai sendo jogada embaixo dos tapetes.

É técnico sem preparo que chega e sai deixando seus rastros sujos misturados a muita bagunça. É executivo de futebol demitido depois de muita cagada, é executivo contratado depois de sair escorraçado por todas as cagadas seguidas por rebaixamentos e decepções.

 

É jogador mandado embora sem nenhuma explicação. Jogador que não rende mas continua no time principal, depois de perder um pênalti em uma final que até onde dizem foi vendida.

 

(Reprodução/Internet)

 

Tem também jogador que não quer vir, mas tem complô de empresário com presidente de federação e obrigam o cidadão a jogar sem vontade – dois jogos depois simplesmente diz que está insatisfeito e vai embora.

 

Tem a bagunça de uma diretoria totalmente despreparada e sem nenhum brio, que aceita ser laranja de diretor de finanças de diretor de marketing (diretor esse que a gente tem que registrar correndo uma foto dele com a camisa da Ponte, por que ninguém nunca nem viu). Tem conselheiro contratado por presidente de honra, que busca correndo setenta pessoas para assinar as fichas antes da data limite para votação, sugerindo até que esses não precisem pagar pelo “título de conselheiro”.

 

Tem direito de imagem atrasado, tem salário pago fora da data e tem executivo dizendo que isso é normal em clubes brasileiros, que, ao meu ponto de ver, seria normal se as contas fossem atrasadas mas o título chegasse, assim como é no Corinthians que deve até a marmita, mas a taça está na sala de troféus.

 

Para a Ponte, o que sobra, é a incompetência. O que sobra é o ego, a luxúria, a ganância. Sobra a vaidade de quem entra e sobra a de quem sai e tenta a todo custo acabar com todo o trabalho que ficou.

 

Mas entre idas e vindas, sobra também o desespero de uma torcida apaixonada, que carrega a 120 anos essa instituição sozinha. Uma torcida carente de emoções por que a ganância das pessoas envolvidas é maior. Sobra para nós o desespero de se contentar com as mentiras que são contadas, o desespero de não poder contar com ninguém que chegue e diga “Eu estou aqui para somar, estou aqui para a PONTE PRETA”.

 

Tempos muitos nebulosos ainda estão por vir, e isso meus caros amigos, ainda pode nos trazer muitas decepções.

 

Por Li Zancheta