ATRAVESSANDO A FRONTEIRA DO ESTADO PELO CORITIBA!

 

Sábado, 31 de agosto. Poderia ser um dia normal, mas era dia de jogo. O Coritiba enfrentou a Ponte Preta em Campinas, no estádio Moisés Lucarelli. Era o primeiro jogo do returno do Campeonato Brasileiro da Série B. O Coxa era o vice colocado com 34 pontos, e queria a vitória para se consolidar entre os primeiros. Já a Macaca estreou (ou, no caso, reestreou) Gilson Kleina,  o nosso maior algoz dos últimos tempos. Kleina era o treinador da Chapecoense quando fomos rebaixados, na última rodada da série A em 2017. Contra o Criciúma este ano, pela mesma série B, perdemos de virada por 2x1 e quem era o treinador? Kleina. E na tarde deste sábado (31), vejam só, depois de dez partidas sem derrota… quem perdeu? O Coxa. Para a Ponte Preta de, ninguém mais, ninguém menos, Gilson Kleina.

 

Foto: Coritiba Oficial

 

  As arquibancadas dos visitantes do Moisés Lucarelli (ou Majestoso, como é carinhosamente chamado pelos torcedores Pontepretanos), contavam com aproximadamente 200 coxas-doidos. Alguns moradores de São Paulo e região, outros viajaram quase 500 km para acompanhar o Verdão. E eu era uma destas Coxa-doidas. Uma viagem que foi planejada  quando tive a confirmação da data e horário da partida, cerca de três semanas atrás. Tenho alguns amigos em São Paulo e região, e resolvi me arriscar. Entrei em um avião e fui, rumo à São Paulo. Chegando lá, encontraria uma amiga. Mas por compromissos de trabalho, ela acabou não conseguindo me buscar. Porém, como a gente não é quadrada, a gente se vira, não é? Essa mesma amiga me passou o contato do Mauro, um dos integrantes do Consulado Coxa Sampa (grupo de torcedores do Coritiba que residem em São Paulo). Entrei em contato com ele e, durante a semana combinamos de nos encontrar na capital Paulista. Nos encontramos e embarcamos rumo à Campinas. 

Chegando lá, o jogo já havia começado. Presenciamos logo em seguida o gol da Ponte, de Roger, de cabeça. Os jogadores alviverdes reclamaram muito de impedimento na jogada (o que realmente ocorreu). Mas o árbitro permaneceu firme na decisão e manteve o gol.

A esperança de ver o Verdão reagir permaneceu, em vão. O time não conseguia furar a defesa da Macaca. O primeiro tempo foi feio para o Coxa. Mas como os resultados geralmente estavam sendo construídos no segundo tempo das partidas, a expectativa de uma reação estava viva entre nós: eu, Mauro, e os quase 200 torcedores que estavam lá.

Começou o segundo tempo, e o time realmente melhorou. Porém a Ponte se fechou,  aproveitando os contra-ataques. Mas o Coxa foi quem teve mais chances, inclusive mandou uma bola na trave. Realmente, não era nossa tarde. A bola não quis entrar mesmo, e ficou por isso: Ponte Preta (de Gilson Kleina) 1, Coritiba 0. Resultado que manteve o Verdão na segunda colocação, mas agora com um acompanhante: o Atlético-GO, também com 34 pontos, e nosso próximo adversário.

 

Conhecendo o Majestoso. Foto: arquivo pessoal.

 

   A frustração pelo resultado foi evidente. Mas pela viagem, não. Graças à paixão pelo Coritiba, pude conhecer lugares, cidades e pessoas que dividem esse sentimento comigo. O que era para ter dado tudo errado, acabou dando certo. Campinas é aconchegante  e São Paulo é linda. Pretendo voltar mais vezes, conhecer novos lugares, pessoas e estádios. Obrigada Mauro, por toda a recepção e auxílio. E obrigada Coritiba Foot Ball Club, por existir e me fazer te amar em todos os momentos!

 

E para não perder o costume…


 

VAI PARA CIMA DELES, VERDÃO!

 

Por Viviane Mendes.