Batalha - parte 2: o final da guerra.

 

 

 

Hoje (27) o Clube de Regatas do Flamengo entra em campo para enfrentar o Cruzeiro. Na disputa está em jogo o caneco da Copa do Brasil, o segundo maior e importante torneio do país. Ele é uma porta para a edição do ano seguinte da Libertadores. Não seria justo dizer que é o caminho mais fácil até lá, mas pelo Brasileiro ser tão longo, poderíamos dizer que é mais "tranquilo". O que é um enorme engano, pois até chegar a final e levantar a taça, aconteceram várias mini "decisões" particulares. Bem, mais uma vez o maior rubro-negro do Brasil chegou, e o caminho foi longo e árduo demais.

 

Dessa vez vou fazer um pouco diferente, vou fazer uma retrospectiva do Mengão até chegar aqui. Era o início de 2017 e o ano prometia, tínhamos um time bom para a Libertadores, sim o fantasma não vai embora, e sonhávamos por que não com um título Brasileiro? Bem sabíamos que teríamos reforços, até que uma lesão do Diego, nos mostrou a dependência dele, e o pior aconteceu: caímos na Liberta e na fase de grupo, no único resultado entre 8 que não podia acontecer. E a crise desandou a acontecer. O técnico mantido e reforços chegando, o encaixe aconteceu e começamos voltar a sonhar. Mas aí o time se perdeu e o tal treinador não conseguia dar jeito. Caiu o professor, chegou outro número 1 para cuidar do gol.  E no meio de uma decisão chegou o novo líder desse elenco valioso.

 

A Copa do Brasil se tornou nosso Brasileiro, visto a instabilidade do time no campeonato. No mata-mata o grupo foi eficiente, mas com bastante desconfiança. Deixamos para trás grandes clubes e precisamos nos reinventar. O jogo de hoje não é só um título, é a nossa redenção, é o presente que esse elenco que tanto vale pode dar para a maior Nação torcedora do mundo, fazer valer o seu investimento. Do outro lado temos um time grande e refaremos um final de outrora. Nesse retrospecto saímos mal, porém é nosso momento de reescrever a história, a nossa pela menos. Chegamos até aqui desconfiados e subestimados como um time espetacular no papel e muito aquém na prática. Foi difícil, em cada jogo vencemos na raça e quase vimos escapar pelas mãos. Vimos nossas falhas expostas e o pior sem muito o que fazer. Se a nossa maior dúvida era quem defenderia nosso gol, ela se desfez quando uma das opções se machucou (Thiago) e temos que apostar nas mãos do Muralha.

 

Sobre a escalação do jogo, um resumo do que esperamos:

Temos fé que Alex fará valer seu apelido e será mais firme que a Muralha lá da China. E não falo dos pênaltis. Sobre a nossa zaga, que Réver e Juan, defendam como se estivessem na batalha (final), mesmo. Que Pará e Renê guie nosso caminho à frente. Que Willian Arão e Cuéllar possam ser os volantes que darão a direção certa. Já Berrío e Éverton (ou Paquetá) voem como os Urubus, que como mascotes, representam o nosso Clube. Queremos ver o nosso Guerrero ser o artilheiro que ele é e por que sim, com Diego, eles tenham uma noite iluminada quanto na goleada no Brasileiro contra a Chapecoense.

 

Será difícil, mas ainda assim possível. A partida será às 21h45 no Mineirão em BH, casa do adversário. Em final fica difícil ter um favorito, mas acho que não somos nós, e isso me dá um certo alívio. Então Flamengo vamos fazer o que a gente sempre canta "vamos ser campeão" e levantar essa taça para a maior torcida do mundo!

 

Por Paula Barcellos