BRILHOU A ESTRELA DO LIVERPOOL EM VIRADA SENSACIONAL

Time inglês faz 4 x 0 em cima do Barcelona e garante vaga na final da Liga dos Campeões

 

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Foto: AFP

 

A magia do futebol foi celebrada neste jogo eletrizante do começo ao fim, onde os Reds fizeram o que muitos consideraram impossível: reverter o placar de 3 x 0 do primeiro confronto. Sem Salah e Firmino no ataque, o elenco comandado por Jurgen Kloop não se intimidou por uma suposta vantagem dos espanhóis, muito menos com a presença de Messi em campo. Entraram para vencer e assim o fizeram. Com uma apresentação perfeita conquistaram a vaga na final da competição mais incrível do futebol europeu.

Salah não jogou mais estava presente em Anfield e usava uma camiseta preta com a frase “never give up” (nunca desista). Parecia que o ídolo tinha a intuição do que viria a acontecer e no final não conteve as lágrimas e aquele sorriso farto no rosto, assim como todos do elenco. O momento mais emocionante foi a comemoração da torcida vermelha, que cantou durante os noventa minutos.

Depois do apito final, que profetizou a certeza da conquista, os torcedores usaram as luzes de seus celulares para iluminar o estádio e cantaram o hino do clube. Neste momento, todos os jogadores foram até eles e abraçados permaneceram numa sintonia indescritível. A emoção tomou conta e foi impossível não ser contagiado por ela. No final do hino, uma chuva de aplausos, assovios e bandeiras flamulando por toda a arquibancada. Uma noite que ficará para sempre na história do clube e corações dos torcedores.

Momento de comemoração com a torcida

Foto: Getty Images - UEFA

 

O jogo começou num ritmo elétrico e foi o Liverpool quem fez a primeira jogada perigosa quando Mané recebeu bola pela esquerda e deu passe para Shaquiri no meio. No entanto ele errou ao receber e, na sequência sofreu marcação de Jordi Alba, que depois deste lance seria o responsável por muitos outros deslizes.

Um deles aconteceu na jogada que resultou o primeiro gol dos Reds. Matip lançou errado e Alba recuou sem precisão e colocou a bola nos pés de Mané, que lançou para Henderson chutar pelo meio, depois de desviar de Piqué. A bola foi defendida por Ter Stegen e no rebote Origi surgiu sem marcação e fez o primeiro tento.

O duelo prosseguiu e o Barcelona até tentou algumas jogadas ofensivas sem sucesso. Os Reds mantiveram uma marcação perfeita e administraram o resultado, afinal sabiam que não podiam levar um gol para manter o sonho da classificação.

A esperança de chegar até a final ficou mais forte no segundo tempo. O Liverpool voltou mais aguerrido e mostrou uma sintonia fina entre os jogadores e, com isso, chegou ao segundo gol. Com nove minutos, Rakitic pecou na saída de bola e ela sobrou para Arnold chutar rasteiro para o bem colocado Wijnaldum finalizar. A torcida enlouqueceu no estádio e isso, com certeza, deu mais ânimo ao elenco na busca pelo terceiro.

Arnold deu olé em Jordi Alba

Foto: Getty Images - UEFA

 

Dois minutos depois ele veio. Shaqiri recebeu pela esquerda, levantou na área e viu Wijnaldum, de testa, marcar o terceiro. Neste momento, a câmera da TV passeou pelas arquibancadas e mostrou muitos marmanjos torcedores do time inglês aos prantos, com uma expressão atônita e sem acreditar que o milagre acontecia. Só faltava mais um.

Uma nova falha da zaga do Barcelona colaborou para que o sonho dos ingleses se tornasse realidade. Aos 34 minutos, Arnold, muito sagaz, pegou a bola com muita rapidez e foi até o lado direito para cobrar um escanteio, sem os defensores espanhóis sequer perceberem. Assim, Origi ficou livre, leve e solto dentro da área e bateu de primeira, com muita elegância, para garantir o quarto gol tão desejado. A torcida enlouqueceu de tanto amor.

Foi assim que o time, até então, considerado por muitos incapaz de virar o jogo, principalmente por jogar desfalcado de seus dois atacantes mais poderosos, destronou o todo poderoso e favorito Barcelona. Futebol é ou não é uma caixinha de surpresas?

 

Meus parabéns a todo o torcedor do Liverpool que acreditou até o fim que uma estrela poderia brilhar no final dos noventa minutos.

 

Carla Andrade