CARLOS HENRIQUE PEDROSO, “O MOSCA”

 

UMA PROMESSA DESCOMPRIDA E UMA HISTÓRIA

DE AMOR

Mosca

(Fonte: O LIVRE)

 

BREVE HISTÓRIA

Nascido em São Paulo, o habilidoso meia que marcou época começou sua carreira no Itumbiara (GO), e teve passagens pelo Vila Nova (GO), Ponte Preta (SP), Corinthians (SP), Paulista (SP), Figueirense (SC). Além de uma  marcante trajetória pelo Operário, o tricolor de Várzea Grande onde foi bicampeão mato-grossense em 1983 e 1986, e pentacampeão da Copa Gazeta 1994, 1995, 2000 e 2002.

Jogando pela Ponte preta em 1971, Mosca veio até Cuiabá para enfrentar o Mixto Esporte Clube, e no aeroporto Marechal Rondon o atleta disse:

“Se um dia eu chegar à Seleção Brasileira, e a final da Copa do Mundo for em Cuiabá, peço dispensa”.

“Não havia sido um caso de amor à primeira vista. Para aquele jovem paulistano, o calor infernal e a falta de estrutura que encontrou na capital de Mato Grosso haviam sido um choque difícil de assimilar.”

(Fonte: O LIVRE)

Por ironia do destino seis anos depois retornava ele aquela mesma terra onde o sol de rachar se faz presente em qualquer estação do ano. No auge dos seus 26 anos, e mesmo contrariado pela pouca visibilidade do futebol mato-grossense no cenário nacional do futebol, Mosca veio para o Operário, onde ficou por dez anos, sendo emprestado três vezes, e fez sua história, se tornando ídolo do tricolor. Porém, no Operário não se limitou aos gramados, Mosca também teve suas contribuições como dirigente e técnico do chicote da fronteira.

O ex-jogador afirma em entrevistas que não se arrepende da escolha feita, em ficar na terra que o acolheu, mesmo tendo uma carreira que se apresentava promissora, Mosca aqui ficou e fez história, trazendo grandes alegrias ao nosso Operário.

 

O APELIDO PECULIAR

Apaixonado por futebol desde sua infância, o franzino menino ganhou na várzea de São Paulo o apelido de Mosquito pelo seu porte físico. Quando já estava jogando em 1968 pelo Nacional de Itumbiara, foi dar sua primeira entrevista, quando um jornalista o chamou de Mosca, e por timidez o garoto não o corrigiu. O apelido pegou, e até hoje é reconhecido por Mosca.

 

O ESTADUAL DE 1983 E ASCENSÃO DO OPERÁRIO

https://2.bp.blogspot.com/-J_fA0YLj9ps/WFqTgC8Py-I/AAAAAAACP8U/aXT4u8DY9Bc8hzdefbKQRLki7gmvCjr6ACEw/s1600/matogrossense%2Boperario%2B1983%2Bfij.jpg

(Fonte: Anotando futebol)

Já se passavam dez anos desde o último título do Operário, e a conquista do estadual de 1983 sobre o maior rival, o Mixto Esporte Clube, foi um divisor de águas na história do clube. Com o Estádio Governador José Fragelli, “o verdão”, lotado, o Operário venceu o Mixto pelo placar de 1x0, com gol do carioca Panzarillo, foi uma enorme festa que marcou a história do nosso tricolor.

Após o titulo de 83, o Operário cresceu e teve uma ascensão no cenário nacional do futebol, disputou o Campeonato Brasileiro, ganhou do Botafogo no Rio de Janeiro, e empatou com o Corinthians de Sócrates. Sem esquecer-se da marca de tricampeão estadual em 85, 86 e 87 em cima do Mixto, que até hoje chora ao lembrar deste marco. O confronto entre Operário e Mixto envolve muita rivalidade, sendo até hoje conhecido como clássico dos milhões, a conquista do Tricampeonato em cima do Tigre é relembrado com muita alegria pelos torcedores mais antigos.

 

PROJETO SOCIAL

Atualmente o ex-jogador mantém uma escolinha de futebol para meninos e meninas, onde passa para as crianças muito mais do que seus conhecimentos com a bola. Ele ensina valores como respeito e profissionalismo, o aprendizado com as vitórias e as derrotas. Projeto este que Mosca sustenta sem nenhuma ajuda ou patrocínio, somente com sua vontade de levar seu conhecimento adiante e ajudar na construção do caráter destas crianças, mostrando princípios como humildade e honestidade.

Em entrevista o ex-jogador disse:

“Nossa meta é essa aí. Mas o principal de tudo que estamos fazendo na escolinha é o reconhecimento de tudo que Deus fez por mim. Deus me deu a graça de jogar futebol, onde vivi momentos maravilhosos, pois o que sempre adorei na vida foi jogar bola. Como agradeço a Deus por tantas graças? Retribuindo a experiência que adquiri para que possamos, através desses meninos. Se um dia forem jogadores profissionais de futebol, que sejam também cidadãos de bem. Essa é a nossa missão aqui na terra”.

(Fonte: Olho no esporte MT)

https://www.olhonoesportemt.com.br/up/115.jpg

(Fonte: Olho no Esporte MT)

É sempre uma grande alegria exaltar os nomes daqueles que construíram a história do imortal Operário. Relembrar é viver, é sonhar e ter esperança em novos dias. É bater no peito e ter orgulho de fazer parte da nação Operariana. É lutar para que essa história não caia no esquecimento. É vibrar com cada pequena conquista, enquanto força e juventude tivermos sua história jamais será esquecida, lutaremos pela construção de uma nova história.

Imensa gratidão ao eterno ídolo Mosca por abrilhantar o nosso futebol, pelas emoções e títulos que presenteou ao nosso querido Clube, e a nossa torcida!

É um grande prazer para mim enquanto jovem torcedora rememorar sua história com o Operário e mostrar para minha geração que é possível reerguer o nosso futebol, e levar novamente o tricolor de Várzea Grande para o cenário nacional do futebol.

 

Por: Ana Paula Rocha