CATAR: A ESTREIA DO CAMPEÃO DA COPA DA ÁSIA

Seleção convidada enfrenta o Paraguai, no domingo (16), às 16h, no primeiro jogo da competição no Maracanã.

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Foto: Divulgação - CONMEBOL

A seleção do Catar chega para a disputa da Copa América com o belo título de campeã da última edição da Copa da Ásia na bagagem e será a nona fora da CONMEBOL a disputar o torneio. O grupo fez seu último treino, antes da estreia, na tarde da última sexta (14), no CT do Fluminense, e está concentrada e aguardando o momento do duelo. O trabalho foi fechado aos jornalistas e o grupo preferiu não conceder entrevista coletiva.

O atual elenco passou por um processo de renovação e dos 23 jogadores, 11 deles têm em média 22 anos. Todos vindos das categorias de base, financiadas pelo governo com o intuito de alavancar o crescimento do esporte no país. Os frutos colhidos são muitos, tendo em vista que os catarianos foram semifinalistas nas duas últimas edições da Copa da Ásia, em 2016 e 2018.

O grande responsável por essa evolução no futebol do elenco é o técnico espanhol Félix Sanchez que conta com a participação de seus talentosos jogadores. O atacante Almoez Ali, sudanês naturalizado catariano, foi eleito como o melhor jogador da Copa Ásia, além dos nove gols feitos. Akram Afif foi autor de dez assistências perfeitas durante a competição e eleito o craque da grande final.

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Elenco comemora conquista da Copa da Ásia

Foto: AFP

O Catar disputa sua classificação para a próxima fase da competição com seleções de peso do Grupo B: Argentina, Colômbia e Paraguai. Sanchez sabe que a tarefa é difícil, mas está animado com os confrontos que tem pela frente.

“Vamos tentar competir ao máximo em cada partida e ver a que ponto chegamos. O principal objetivo é uma primeira experiência nesse nível, tentar passar uma boa imagem, que vejam o Qatar como uma boa equipe”, declarou.

Nascido em Barcelona, o comandante fez escola durante sua passagem pelo Barcelona, de 1996 a 2006, onde foi treinador nas categorias de base do clube e comandou o sub-19, sub-20 e o sub-23 antes de assumir o profissional da seleção asiática.

Conhecido como o "Guardiola do Catar", Sanchez é fã declarado do estilo tático adotado por Pep Guardiola e não se importa com tais comparações.

“Todos têm seus treinadores favoritos e ele é, sem dúvidas, uma grande referência em meu trabalho. O que Guardiola faz com os seus times e o futebol que propõe, com as diferentes variantes que um jogo pode apresentar, muito me agrada”, ressaltou durante entrevista ao jornal O Globo, em Doha.

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O técnico Félix Sanchez

Foto: Giuseppe Cacace/AFP

Ele se considera um privilegiado pela oportunidade que teve em passar tantos anos absorvendo o trabalho no clube catalão, o que lhe abriu as portas para comandar a seleção asiática.

“Depois de dez anos no Barcelona, recebi a proposta e vi a chance de comandar um grande projeto. Não imaginava que estaria aqui hoje, a preparar uma seleção deste porte para a Copa América e a Copa do Mundo. O mais importante foi ter convencido os jogadores a apostar na nova proposta e, com isso, ver a evolução do grupo”, afirmou.

Tendo o país como anfitrião da próxima Copa do Mundo, em 2022, o principal objetivo de Sanchez é mostrar um resultado digno de um país sede do maior evento do futebol mundial. No entanto, antes disso ele anseia por uma bela campanha durante a Copa América, o primeiro grande teste de seu elenco contra times fora da esfera asiática.

 

Carla Andrade

Vânia Souza