Cautela ou covardia?

 

 

Ontem foi a última rodada da fase de grupos para Flamengo e River Plate. Ambos os times já estavam classificados para as oitavas, mas valia a primeira colocação no grupo D. Um alívio saber que não precisávamos vencer para passar, porque olha, a partida foi difícil de assistir. Jogar fora de casa na Libertadores sempre é complicado, a torcida adversária faz ferver o estádio como caldeirão. Tem também a arbitragem que vira e mexe tem polêmica. Porém ontem o que mais matutou a cabeça da Nação foi: não é possível que o técnico esteja vendo o mesmo jogo!

 

 

 

(Foto: Staff Images/Flamengo)

 

 

 

Com alguns desfalques de peso, quem conseguiu se destacar foi Léo Duarte, que foi seguro e firme em cada jogada solicitada. Já nosso goleiro Diego Alves, nos assustou com jogadas desnecessárias e quase nos levou à derrota. Talvez ele esteja com saudade do Alex Muralha. Nosso menino incansável Paquetá fez uma das piores partidas, acabou tomando o terceiro amarelo e está fora do primeiro jogo das oitavas. Algo que era previsível, visto a atuação dele em campo. No esquema de ontem sem o principal meia, o que se viu foi um Henrique Dourado isolado na área, com um meio de campo sem criatividade. Entretanto, o que mais assusta é a falta de sensibilidade do comando em analisar o jogo e mudar logo. Não sei se a classificação garantida ou o medo da derrota - que no caso não iria mudar nada em relação às oitavas e o já segundo lugar - fez um time contido demais.

 

 

 

(Foto: Staff Images/ Flamengo)

 

 

 

Está ficando claro que precisamos de um técnico de verdade, que chame a responsabilidade e faça o que tem que ser feito. Claro que milagres acontecem, até o apito final muita coisa pode rolar, mas a ideia é ter um certo tempo para trabalhar a mudança. Não adianta mudar aos 30 e poucos minutos, deixar o cara que não está bem, e tirar o que está. Não adianta substituir aos 40 e poucos. Não se pode contar com o inesperado! Ontem faltou raça, paixão e sangue pelo Flamengo. Só pensávamos, que pelo menos não dependíamos dessa partida para enfim passar de fase.

 

Primeiro tempo: No início a equipe rubro-negra chegou a arriscar. O próprio Paquetá foi bem e Éverton Ribeiro tentava brilhar mais uma vez. Ao longo do tempo, o time foi diminuindo o ritmo e deixou os donos da casa se imporem. Os cariocas erravam muitos passes e não conseguiam manter a bola com eles. O River tentou, mas a zaga com Rhodolfo e Léo Duarte conseguiu interceptar. Ainda teve um possível pênalti para o Flamengo em cima de Rhodolfo.

 

 

 

(Foto: Staff Images/ Flamengo)

 

 

 

Segundo tempo: Sem alterações, o jogo continuou do mesmo jeito. Equilíbrio era a palavra chave da partida. Nem um dos dois levaram perigo, fora os deslizes do Diego Alves, que foram um susto. O River foi quem mudou primeiro, mas não fez tanto efeito. Já os rubro-negras só alteraram no final da partida, e o comandante ainda por cima, mexeu mal.

 

 

(Foto: Staff Images/ Flamengo)

 

 

 

Vimos um Flamengo sem brilho, acomodado com o resultado. Com isso, terminamos em segundo e decidimos fora de casa. Espero que se apeguem a Nação, e resolvam logo em casa no primeiro jogo. Os sorteios serão dia 4 de junho e o torneio só volta em 8 de agosto. Vamos conseguir dar uma respirada, e se estruturar melhor para as oitavas! Que esse time faça valer essa vaga!

 

O próximo encontro do Flamengo será contra o Atlético Mineiro, no Independência, às 21h. Confronto direto do primeiro e segundo lugar da tabela do Brasileirão, valendo a liderança, pela sétima rodada. Então, vamos Flamengo!

 

 

 

Por Paula Barcellos