CLÁSSICO DE N⁰753

Foi uma tarde tensa, porém com uma partida de emoções no inverno Amazônico.

 

Foto: Samara Miranda/ASCOM Remo



 

SÓ VAI DAR JEITO SE TIVER TRAGÉDIA?

 

Semana agitada em Belém por conta do clássico no returno pela 7⁰ rodada do Parazão. Desta vez o mandante era o Paysandu, a cidade respirando o clássico, encarnações e zoeiras a todo vapor, domingão, Dia Internacional da Mulher, até que no início da tarde saiu uma notícia no jornal online local dizendo: “Jogo no Mangueirão poderá ser adiado pois as estruturas do estádio estalaram”, e aí tudo ficou tenso, filas quilométricas se formando no lado de fora dos portões, tanto de lado A quando de lado B, os bombeiros fazendo a inspeção. Já havia passava do horário (14h), que se abriam os portões em dia de clássico e nada, até que, às 15h30, os clubes se pronunciaram em suas mídias sociais informando que as inspeções foram feitas e que havia ocorrido uma reunião entre Corpo de Bombeiros, Polícia Militar, Seel, FPF e os clubes para avaliar a situação do estádio. Depois de uma vistoria realizada pelas autoridades, os bombeiros garantiram que não havia nenhum problema estrutural. Então os portões foram enfim abertos para o público às 15h50, e o jogo iniciou às 17h.

Vale ressaltar que o governo do estado havia dito ano passado que o Colosso fecharia para reforma após o início de 2019, onde placas de concreto do teto da parte central do lado A haviam desabado sobre as arquibancadas. Foi em um dia qualquer, mas se não fosse? Mais uma vez o estádio está “gritando" por uma reforma do zero, pois neste domingo caíram placas do lado B, e aí, estão esperando o quê? Uma tragédia acontecer para poder dar jeito?! Fica registrada aqui a minha indignação, para que seja cumprida logo a promessa de reforma do Estádio Olímpico do Pará, Edgar Proença, o Mangueirão, mais conhecido e acarinhado popularmente por Colosso do Bengola.

 

O JOGO

 

Após o susto, com uma hora de atraso, às 17h os times estavam no gramado, mas eram as jogadoras profissionais, tanto de Clube do Remo quanto Paysandu que ficaram lá em um dia de clássico, no dia Internacional da Mulher, com a banda da Marinha ao vivo ao som do Hino do Pará e do Brasil. Imagino a emoção destas jogadoras por estarem ali, dava para ver no rosto de cada uma, lindo e emocionante demais. Logo após o término dos hinos, os jogadores masculinos foram à frente de cada torcida agradecer a presença, e às 17h  iniciou a partida. 

 

Foto: Samara Miranda/ ASCOM Remo


 

O Leão buscava jogo, sendo acelerado, com bastante técnica, veio com toque de bola, alguma jogadas ensaiadas, um Remo diferente, um Remo que está começando a ter a “cara" estampada do novo técnico Mazola Jr, um time que foi para cima, de segundo a segundo, mas que ainda precisa de ajustes, como  Nininho que mais uma vez errou, perdeu a bola e o artilheiro do Rival abriu o placar, aos 20min do 1⁰ tempo.

Mas o time azulino não desanimou e continuou pressionando o arquirrival, até que uma falta de bola parada próximo a grande área, ele, o endeusado por uns e odiado por outros, Eduardo Ramos fez um pintura como diz meu amigo Paulo Gralato de “garbo e elegância”, aos olhos de todos, marcando um golaço aos 34 min do 1T. O jogo ficou um pouco lá e cá, teve 1 min de acréscimo mas ninguém ampliou o placar.

 

Foto: Samara Miranda/ ASCOM Remo


 

Na segunda etapa o Leão de Antônio Baena continuou pressionando, o Paysandu pareceria um pouco perdido, não conseguia fazer infiltrações ou finalizar. Já o time azulino mesmo indo para cima, até conseguia fazer as infiltrações, porém pecava nas finalizações e não conseguiu ampliar o placar. O comandante azulino até mexeu, tirando Lukinha, o único que parecia muito cansado visivelmente, por Wesley, e substituiu Eduardo Ramos, que saiu muito aplaudido  para entrada de Gelson e com mais de 20 min Wesley saiu para a entrada de Robinho. Em um lance muito estranho que resultou na expulsão de Lailson, deixando o Remo com 10 em campo o time bicolor tentou a todo custo marcar, a arbitragem até deu 4min de acréscimo e logo em seguida mais 1min mas não adiantou de nada, ficou por isso mesmo: Clube do Remo 1 x 1 Paysandu. Vale frisar que ambas as equipes mais uma vez saíram aplaudidas do estádio.


 

Cartões Amarelos.

Xaves, Djalma, Neguete e Mimica.

Cartão vermelho.

Lailson.

Público e Renda

Renda: R$ 579.390,00

Pagantes: 21.798

Credenciados: 4.354

Total: 26.152

 

Remo e PSC estão empatados na classificação geral com 16 pontos, mas o time Bicolor está em 1⁰ lugar pelo saldo de gols.

A 8⁰ rodada do Parazão já começa no próximo sábado (14), onde o Remo recebe o Independente de Tucuruí no Baenão.

 

Por: Mariana De Moraes

 

*Esclarecemos que os textos trazidos nesta coluna, não refletem, necessariamente, a opinião do Blog Mulheres em Campo.