Com a cabeça focada no Paulistão, o Palmeiras vai à busca de outra vitória em Osasco.

No futebol é preciso levantar, sacudir a poeira e literalmente, bola para frente!

Foto: verdãoweb.com

A derrota de quinta-feira passada no jogo da Libertadores da América, já ficou para trás. A agenda de competições, não permite que se chore muito "pelo leite derramado", ou melhor, dizendo, pela vitória desperdiçada.

É preciso levantar rapidamente, aprender com os erros da derrota e concentrar forças para o próximo duelo.

É com essa consciência, que o Palmeiras vai ao interior, pela décima rodada do Paulistão, para enfrentar os "Vermelhinhos", apelido carinhoso dado ao Grêmio Osasco Audax, por sua torcida.

Os torcedores alviverdes conhecem muito bem o estádio Prefeito José Liberatti. E têm orgulho de fazer parte da história do "Rochdalão", de forma gloriosa. O jogo de inauguração, que aconteceu no dia 26 de Dezembro de 1996, foi justamente o derby paulista. E o primeiro gol feito no gramado de Osasco tem a assinatura do Verdão, na vitória de 1x0 em cima do arquirrival Corinthians.

O Palmeiras de hoje, comandado pelo recém-chegado técnico Cuca, é o líder do grupo B e vai precisar de muita atenção em campo, já que o Audax, tem feito uma boa campanha no campeonato e briga pela classificação no grupo C.

Ao encerrar o treino tático de ontem, o novo comandante, já sabia que não poderia contar com o meia Allione, que ainda sente muitas dores, em virtude da pancada que sofreu no jogo contra Nacional-URU e com o atacante Cristaldo, que também se recupera de dores musculares.

O lateral Lucas, muito criticado pelos torcedores, por conta do baixo rendimento apresentado nos últimos jogos e que teve o seu ápice de piora, na partida passada, não foi convocado. Em seu lugar, Cuca escalou João Pedro.

O garoto Gabriel Jesus foi muito elogiado pelo novo técnico e parece que terá cadeira cativa no elenco titular. Assim como os defensores Fernando Prass, Vitor Hugo e Edu Dracena.

Fora isso, a única certeza que se tem sobre o "novo Palmeiras", é que Cuca terá pela frente muito trabalho, já que a derrota para os uruguaios evidenciou todas as fragilidades do time.

Até o novo esquema tático escolhido para o início da partida em Montevidéu, o famoso 4-4-2, parece ser também, um experimento, já que foi alterado duas vezes durante o jogo.

São muitos os detalhes para a observação e atenção do novo professor.

Os vinte e dois jogadores convocados para a partida de hoje são, os goleiros: Fernando Prass e Vagner, os laterais: Egídio, João Pedro e Zé Roberto, os zagueiros: Edu Dracena, Roger Carvalho, Thiago Martins e Vitor Hugo, os volantes: Arouca, Gabriel, Jean, Matheus Sales e Thiago Santos, os meias: Robinho e Régis e os atacantes: Alecsandro, Dudu, Erik, Gabriel Jesus, Lucas Barrios e Rafael Marques.

Toda troca de técnico, exige um período de adaptação e ajuste, já que a forma de trabalho de quem chega, geralmente traz elementos muito diferentes daquilo que se costumava pensar.

A torcida palmeirense, apesar de sua paixão e apoio incondicional ao time, é conhecida também, pela sua exigência. Exigência essa, que muitas vezes, não vem acompanhada de uma análise crítica da situação. Esse imediatismo gera uma cobrança, que ao invés de motivar, atrapalha o clima dentro de campo.

O técnico Cuca prometeu que fará aquilo que faz muito bem: um trabalho sério, que visa vitórias e títulos, mas fez apenas um pedido, que foi justamente, uma boa dose de paciência para que a equipe possa analisar todos os erros e construir as estratégias certas para enfrentá-los.

Pois, se por um lado, não há tempo para ficar lamentando a derrota, também não existem resultados mágicos, que vem da noite para o dia.

O equilíbrio entre não se precipitar, mas também não perder a hora, me parece ser a chave para que o Palmeiras encontre novamente o caminho do gol.

Alessandra Moitas