Com classificação e pouco futebol

Nesta quarta-feira (21), em partida válida pelas oitavas de final da Copa do Brasil, o Atlético foi até Campinas enfrentar a Ponte Preta no Moisés Lucarelli. A partida terminou novamente em igualdade (no jogo de ida o resultado foi 1 a 1), mas desta vez por um placar de 2 a 2 que garantiu a classificação ao alvinegro de Minas, devido ao maior número de gols marcados fora de casa.

Mais uma vez o Galo foi capaz de se recuperar diante de uma situação adversa, já que o time da casa carregava uma vantagem de 2 a 0 no placar até os 29 minutos do segundo tempo. Este texto poderia ser uma homenagem a atuação atleticana em consequência de mais uma de suas conhecidas reviravoltas, mas neste momento é preciso colocar a verdadeira situação em pratos limpos.

O primeiro tempo teve o domínio absoluto da Macaca, que jogava como se ela precisasse buscar o resultado. O time pontepretano empurrava os visitantes para seu campo de defesa, mantinha a posse de bola e esperava um erro do adversário, que aconteceu já aos 12 minutos da etapa inicial. O defensor atleticano errou o passe na intermediária, o ataque da Ponte aproveitou a oportunidade e Maycon deixou Roger em ótima condição para abrir o placar. Os primeiros 45 minutos se seguiram com predomínio do time da casa e sem o futebol do Galo, que não conseguia encaixar jogadas ofensivas e não levava nenhum perigo ao gol de Aranha.

A etapa complementar começou com terminou a primeira, com a equipe de Campinas tomando conta do jogo. Já aos 2 minutos, Felipe Azevedo fez uma pintura ao acertar um belo chute de fora da área, superando o goleiro Victor e ampliando o placar para 2 a 0. Com a apatia vista no time atleticano e no técnico Marcelo Oliveira, que também não apresentava nenhuma reação, o empate parecia improvável. O Galo não demonstrava organização em campo, pouco chegava ao ataque e menos ainda arrematava para o gol.

FOTO: Sergio Barzaghi/Gazeta Press

O comandante da equipe atleticana tentou algumas alterações para mudar o panorama da partida, com a entrada de Cazáres e Hyuri no lugar de Otero e Clayton, respectivamente. As mudanças demoraram para surtir efeito e só a partir dos 25 minutos o Atlético começou a esboçar uma tentativa de recuperação na partida. Foi então que aos 29 minutos, Cazáres encontrou Lucas Pratto entrando na área, que recebeu e bateu para o gol na saída do goleiro.

O gol deu um pouco mais de ânimo ao Galo, que passou a tentar, mais no abafa do que na técnica, o gol que garantiria a classificação. E ele veio. Aos 40 minutos, após cobrança de escanteio de Dátolo, que havia entrado também no decorrer do segundo tempo, Aranha espalmou a bola, Robinho pegou o rebote e estufou a rede da Macaca. O placar se manteve 2 a 2 até o apito final e a Ponte Preta se viu eliminada, em casa, da competição.

O resultado final representa a eficácia e competência de se aproveitar as chances criadas, o que não serve como motivo de glorificação da atuação atleticana. A classificação deve sim ser comemorada, mas é preciso admitir os erros recorrentes e a falta de regularidade no futebol apresentado pelo Galo, que hora faz partidas memoráveis, hora faz jogos abaixo da crítica. O apoio da torcida segue incondicional e as críticas são objetivadas pela vontade de ver o time sempre em ascensão. Mas que fique claro: NÓS NUNCA DEIXAREMOS DE ACREDITAR!

FICHA TÉCNICA

Gols:  Roger e Felipe Azevedo – Ponte Preta; Lucas Pratto e Robinho – Atlético-MG;

Cartões amarelos: Elton e Jeferson – Ponte Preta;

Ponte Preta: Aranha, Nino Paraíba (Wellington Paulista ), Antônio Carlos, Fábio Ferreira e Reinaldo; João Vitor, Maycon e Thiago Galhardo (Elton); Felipe Azevedo (Jeferson), Roger e Clayson - Técnico: Eduardo Baptista

Atlético-MG: Victor, Carlos César, Leonardo Silva, Erazo e Fábio Santos; Rafael Carioca (Dátolo), Jr. Urso e Otero (Cazáres); Robinho, Clayton (Hyuri) e Lucas Pratto – Técnico: Marcelo Oliveira

Arbitragem: Heber Roberto Lopes (árbitro); Carlos Berkenbrock e Kleber Lucio Gil (auxiliares)

Por Júlia Campos

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