Com emoção ou sem emoção?

A resposta para essa pergunta é trivial no universo preto e branco em que vivemos. Mesmo após um bom resultado diante do Internacional no Rio Grande do Sul (vitória atleticana por 2 a 1), o Galo tornou o jogo de volta mais um teste para cardíacos no Independência. No dia de finados, a partida entre colorados e alvinegros colocou em prática o já conhecido lema “Caiu no Horto, tá morto”, seja pelos vários torcedores mortos de agonia ou pelo Inter enterrado na Copa do Brasil.

A torcida protagonizou novamente um grande espetáculo para apoiar o time rumo à final da competição. Antes mesmo da partida, o ônibus alvinegro chegou ao estádio recepcionado pela rua de fogo, já mostrando como seria o clima dentro de campo. Na arquibancada também se viu uma bonita festa com um mosaico escrito “Lutem pela massa” e uma chuva de papéis picados vindos dos setores mais superiores. Tudo pronto e em sintonia para que o time pulsasse em campo no mesmo ritmo da torcida.

FOTO: Blog Camisa Doze

Quem esperava jogo fácil no Independência se enganou. O Galo começou o jogo sem imprimir no adversário a costumeira pressão inicial, em uma tentativa de tornar a partida um pouco mais controlada e sem afobação. O Inter precisava do resultado, por isso foi quem teve as primeiras oportunidades de abrir o placar e em três vezes Valdívia teve a chance de marcar o gol, mas não foi eficiente nas finalizações. O Atlético seguia sem criar jogadas claras de gol e viu o Colorado sair na frente aos 26’ com Aylon.

O gol pareceu acordar o time alvinegro que logo em seguida deu a resposta, mas Lucas Pratto parou na trave. O Galo seguia buscando o empate com o apoio da torcida, mas ele só chegou já nos acréscimos da etapa inicial. Após dividida no meio campo, Luan roubou a bola, Pratto aproveitou a sobra e seguiu até a entrada da área onde serviu Robinho, que de esquerda deixou tudo igual. Mas os alvinegros não tiveram muito tempo para comemorar, logo em seguida, após bola recuada, Victor não conseguiu dominar e deixou Anderson colocar de novo o Inter na frente. Esse resultado levava a disputa para os pênaltis e lá se tinha ido a vantagem atleticana construída em Porto Alegre.

FOTO: Site Oficial Atlético-MG

O segundo tempo ganhou ares de dramaticidade. Os dois times tentavam o gol, o que tornava a partida boa de se assistir, mas um tanto nervosa para os torcedores. Aos 16’ o atacante Robinho retribuiu o presente de Pratto e deixou o argentino em ótimas condições para marcar o gol de empate atleticano. O goleiro Danilo Fernandes fez boas defesas do lado colorado, em contrapartida, o Inter tentava chegar mais com bolas alçadas na área, que não surtiram muito efeito. E assim, o placar final foi mesmo 2 tentos para cada lado. Fim de jogo e classificação do Galo.

OPINIÃO DA COLUNISTA

Quem veste o manto preto e branco sabe que torcer para o Galo envolve coragem e fé. Hoje escrevemos mais um capítulo bem típico de jogos do Atlético na história, envolvendo raça, dedicação e o apoio incondicional da torcida, que fez bem o seu papel.

O erro de Victor nada desmerece o seu rendimento brilhante, inclusive no jogo de ida das semi-finais, garantindo por vezes que o Inter não fizesse o gol. Falhas acontecem e devem ser admitidas, bem como nosso goleiro fez em atitude honrada, agradecendo o apoio recebido por companheiros e torcedores logo em seguida. Um time se faz de união e isso é o que motiva a equipe a alcançar objetivos maiores.

A final diante do Grêmio será mais um desafio. Renato Gaúcho tem feito um bom trabalho no tricolor, organizando uma equipe que já vinha sendo bem treinada anteriormente. A comissão técnica precisa trabalhar agora e entender o jogo adversário para criar mecanismos de anular as suas principais ações. Os jogadores precisam internalizar a vontade absurda de sermos campeões mais uma vez. E os torcedores devem seguir em ação com o que fazemos de melhor: ACREDITAR!

FICHA TÉCNICA

Gols:  Robinho e Lucas Pratto – Atlético-MG; Aylon e Anderson – Internacional;

Cartões amarelos: Luan e Rafael Carioca – Atlético-MG; Ceará, Valdívia, Sasha, Aylon e Ariel – Internacional;

Cartão Vermelho: Paulão – Internacional;

Atlético-MG: Victor, Carlos César, Gabriel, Erazo e Fábio Santos; Leandro Donizete, Jr. Urso e Otero (Rafael Carioca); Robinho (Clayton), Luan (Cazares) e Lucas Pratto – Técnico: Marcelo Oliveira

Internacional: Danilo Fernandes, Ceará, Alan Costa, Ernando e Artur; Rodrigo Dourado, Fabinho, William, Anderson (Andrigo) e Valdívia (Sasha); Aylon (Ariel)  - Técnico: Celso Roth

Arbitragem: Alessandro A. Rocha de Matos (árbitro); Bruno Raphael Pires e Renato Cardoso da Conceição (auxiliares)

 

Por Júlia Campos – Por você e com você até o final, Galo!

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