COM O SANTOS ONDE E COMO ELE ESTIVER

 

 

Final de ano chegando, entramos naquela fase de botar no papel os erros e acertos, o que podemos levar como aprendizado e no que ainda podemos (e devemos) melhorar. Para o torcedor santista foi um ano tenso, intenso, complicado e de muita dor de cabeça. Mas a notícia boa é que: SOBREVIVEMOS!

Sobrevivemos a eliminações dolorosas, goleadas vexatórias, jogos horríveis e partidas em que dormir teria sido mais lucrativo. Sobrevivemos a decepções com alguns jogadores e a uma diretoria amadora e omissa, onde o caos reinou dentro e fora das quatro linhas. E nada disso, em momento algum diminuiu a paixão por esse time.

 

Janeiro, mês da copinha, de ficar de olho na base, de onde vão surgir nossos futuros craques, início do Paulistão, toda aquela expectativa de títulos mesmo com o desmanche do ano anterior.

Perdemos Bruno Henrique, com uma lesão no olho, destaque da temporada passada, fez muita falta ao Peixe. Em contrapartida, na Vila Belmiro um velho conhecido da torcida santista chegou com a missão de salvar o Santos, a camisa dez voltava para as mãos de Gabriel.

O título do Paulista não veio, muito menos o da copinha, e nem nenhum outro. Não chegamos nem perto de brigar por um. O ano turbulento para o torcedor santista estava apenas começando.

 

Iniciamos o Campeonato Brasileiro com uma vitória, no dia em que completamos 106 anos de uma história incrível, foi um presente para o alvinegro. Um campeonato longo, nos faria sofrer alguns pequenos infartos, derramar muitas lágrimas, unir em um corredor de sal grosso para espantar a má fase e superar derrotas e sair de uma zona de rebaixamento. Mas também nos faria desperdiçar a chance de uma vaga na Libertadores e nos contentar com a Sul Americana do próximo ano. Ahhh o Brasileirão, que saudade de sofrer!

 

 

Parada para a Copa do Mundo, respiro para o torcedor, um monte de problemas dentro e fora de campo, as soluções cada vez mais longe. A torcida quer a saída de Jair Ventura, mas o presidente resolve bancar a permanência do técnico. Tivemos mais alguns jogos de muita, muita dor de cabeça com esse elenco, os erros de sempre, as reclamações de sempre, zona de rebaixamento. Até que não deu mais para segurar, saiu Jair Ventura e chegou Cuca, disposto a pagar uma velha dívida com a nação santista.

O time melhorou consideravelmente, nos encontramos dentro de campo, o gás que faltava.  Pós Copa do Mundo, chegaram alguns reforços, e o time pareceu dar os primeiros sinais de reação. A ironia fica por conta de Carlos Sanchez, na minha opinião, a contratação mais acertada da diretoria, melhorou (em alguns momentos resolveu) o problema do meio campo, porém foi o “motivo” da nossa eliminação na Copa Libertadores.

 

2018 também foi o ano da despedida de Renato dos gramados da Vila Belmiro, não definitivamente, é claro, já que ele apenas mudou de função dentro do clube, mas não deixa de ser uma despedida não é? Fica o sentimento de gratidão por toda alegria que nos proporcionou durante os anos em que vestiu o manto sagrado e defendeu, com elegância, as cores do alvinegro. Nos despedimos também de mais um menino da Vila, Gabigol, que me fez rir e chorar durante esse ano, foi mais um a deixar o Peixe.

 

Na política, o ano ficará marcado por especulações, conflitos extra campo, promessas mirabolantes nunca cumpridas, declarações contraditórias e briga pelo poder. Com tantos erros da diretoria, pela primeira vez na história do clube, um pedido de impeachment, que no final das contas não deu em nada. Além de mais dor de cabeça, claro.

 

Não foi muito fácil ser santista em 2018. Nos últimos dias a chegada de Sampaoli causou empolgação e uma pontinha de esperança para o ano que vem, vamos com fé. O novo técnico chegou querendo mostrar serviço, com uma lista de possíveis reforços e reformulação do elenco. Será? Aguardamos cenas dos próximos capítulos.

 

 

Por Andra Jarcem, com o Santos onde e como ele estiver, que venha 2019.

 



 

As fotos são do Ivan Storti