Com o time bem posicionado, marcando a saída de bola adversária e com São Prass, fazendo uma defesa espetacular, o Verdão não deixa o Santos marcar, mas também não consegue criar. O "Clássico da Saudade" sentiu falta dos gols!

(Imagem: Lucielio Henrique)

Palmeiras e Santos fizeram jus à máxima dita pelos filósofos da bola: "Clássico é clássico! O empate é o resultado mais esperado", não conseguindo sair do zero a zero, na partida de sábado pelo Paulistão.

O jogo, que marcava os cem anos do "Clássico da Saudade" no campeonato paulista, deixou torcedores dos dois lados, órfãos de gols.

O jogo foi truncado e amarrado durante os 90 minutos. E a rivalidade acirrada, fez com que fosse também, muito faltoso, foram quase dez cartões amarelos.

O time de Marcelo Oliveira começou melhor, com a defesa bem posicionada, marcação das saídas de bola e domínio das ações do jogo. O Santos, encurralado, não conseguia sair do meio campo.

Porém essa vantagem não trouxe ao time o principal: a criação de jogadas ofensivas eficientes, que pudessem culminar em gol. O Verdão pouco finalizou e quando o fez, não chegou a assustar o goleiro adversário.

Aos 38 minutos, um susto para a torcida alviverde, numa das poucas jogadas de ataque do Santos, Ricardo Oliveira lança Gabriel e este chuta para dentro do gol, mas o bandeira atento, marca o impedimento.

O segundo tempo começa sem substituições. E logo no início Dudu tem boa chance e chuta forte, para a boa defesa do goleiro Vanderlei. O adversário responde prontamente e novamente com Ricardo Oliveira, ele chuta, mas pega muito mal na bola, que sai pela linha de fundo.

O menino Jesus é escalado para substituir Matheus Salles e coloca certa energia no ataque, fazendo o time chegar, numa tabela com Dudu e Lucas, mas a forte marcação santista estava atenta.

Após sentir um desconforto muscular, Thiago Santos pediu para sair e foi a vez do volante Arouca se juntar ao time.

Mas as alterações não ajudaram muito a mudar a grande dificuldade de criação apresentada pelo Palmeiras, isso e a forte chuva que começou a cair aos 25 minutos do segundo tempo, piorou a dinâmica da partida. Com o gramado  molhado e escorregadio, o jogo ficou mais truncado e a quantidade de passes errados, que já incomodava treinador e torcida, aumentou.

A última substituição foi Régis no lugar de Robinho.

Ao contrário do Verdão, o adversário começou a chegar com mais perigo e quase abriu o placar aos 31 minutos, quando Joel deixa Gabriel na cara do gol, mas o Palmeiras tem Fernando Prass, o gigante estava lá e como se tivesse o superpoder de se esticar, como nos quadrinhos da Marvel, o nosso "Senhor Elástico", encostou a ponta dos dedos na bola, para afastá-la em escanteio e impedir o que seria o primeiro gol santista. Uma defesa realmente extraordinária!

O alvinegro praiano continuou pressionando, mas não conseguiu romper a barreira proposta pelo time da casa.

O Palmeiras ainda teve uma chance no final, de bola parada, após Zé Roberto sofrer falta na entrada da pequena área, mas também não aproveitou, para desespero do técnico Marcelo Oliveira, que gritava desesperado na beira do campo: “Vamos aproveitar!".

Apesar da decepção de não ganhar em casa e da necessidade de quebrar a monotonia dos empates nos últimos jogos, a torcida palmeirense reconheceu o esforço do time em não sofrer gols, mantendo assim, a hegemonia histórica do Palmeiras em cima do adversário da Vila e entoou um dos gritos de guerra ao final da partida.

Mas todos sabem que isso não é suficiente para avançar no campeonato e as críticas ao trabalho do técnico e ao elenco aumentaram. A torcida que estar sempre presente, apoiando incondicionalmente o time, espera uma mudança de cenário para os próximos capítulos.

Alê Moitas