Comeu e se lambuzou!

A torcida palmeirense está satisfeita com o chocolate verde e branco na estreia do Brasileirão!

(Site Oficial Palmeiras)

O doce sabor da vitória! E que vitória! Um é pouco, dois é bom, três é bom demais e quatro... Quatro é CHOCOLATE! A vitória de 4x0 pra cima do Atlético Paranaense, na estreia do Brasileirão, encheu a Arena Palmeiras de festa.

A torcida não só gostou do que viu como pôde comprovar que o trabalho intenso proposto pelo técnico Cuca, está se encaixando perfeitamente ao elenco do Verdão.

Ontem o que se viu em campo, foi um time consistente e consciente. Dono de si e das ações do jogo. Inteiro em cada lance. O entrosamento da equipe, era nítido em campo e surtiu o resultado esperado.

Os famosos "chutões", reclamação constante da torcida, enfim deixaram o gramado para dar lugar ao toque de bola, com jogadas inteligentes e bem trabalhadas.

Os gols, não foram resultado de sorte de estreia e nem obra do acaso, como os que a gente gosta de chamar de "gol espírita", aquele em que o jogador não está presente e a bola resvala em um ponto qualquer do universo e sei lá porquê, resolve entrar. Não! Todos os gols da bonita tarde de sábado no Allianz Parque, nasceram de jogadas taticamente bem construídas.

O Palmeiras impôs o seu ritmo, dominou o adversário e mandou nos noventa minutos de jogo.

A expectativa para esse primeiro confronto era de fato muito grande. Isso porque o torcedor alviverde acompanhou atentamente, todos os passos da equipe e todo o trabalho de preparação do novo comandante. Havia certa confiança, em virtude da história vitoriosa que Cuca carrega na bagagem, mas era preciso ver o time em campo, para tirar a "prova dos nove". E o resultado dessa conta não podia ser mais positivo: três pontos.

A presença de Jesus subindo pela esquerda e de Roger Guedes pela direita funcionou muito bem e tornou o Palmeiras muito ofensivo. E foi justamente com essa dupla que o time abriu o placar: aos dezoito minutos, Cleiton Xavier lançou o menino de ouro, que conseguiu penetrar na área com a bola dominada e cruzou para Roger, que mesmo sendo interceptado por Thiago Heleno, finalizou dentro da rede.

O Palmeiras conseguiu manter o ritmo e ainda teve duas chances claras de ampliar o placar, ainda na etapa inicial.

O início do segundo tempo presenteou a postura ofensiva do final da primeira etapa e logo aos dezoito segundos, o segundo gol: Barrios lançou uma bola perfeita para Xavier, e ele pôs a redonda nos pés do camisa trinta e três. Um belo e abençoado gol do menino Jesus.

Aos seis minutos o Palmeiras sofreu uma falta perigosa que Egídio cruzou dentro da área para a finalização de cabeça de Jesus. Quase. O goleiro espalmou colocando a bola para escanteio. Mas agora sim, o quase, deu lugar a mais um grito gol. O camisa dez cruzou na primeira trave e o zagueiro Thiago Martins atento e oportunista, cabeceou. Sem chances para Weverton. Três a zero e explosão de alegria nas arquibancadas.

O Verdão parecia ter se multiplicado em campo e Jesus, um dos nomes do jogo, estava impossível. Aos quatorze minutos, ao tentar uma penetração na área, foi imprensado por dois jogadores adversários e derrubado. O juiz marcou a falta e expulsou o jogador atleticano, que já tinha um amarelo. Com menos um jogador, a impressão de vantagem numérica, se concretizou.

O time do técnico Cuca, não se acomodou com o resultado e apesar de administrar com certa tranquilidade, não deixou de criar e continuou atacando o adversário.

Outro ponto que chamou muita atenção e que mostra a interação da equipe foram as substituições. Os jogadores que entraram, já no final do jogo, para substituir os titulares, ao contrário do que se imagina, não estavam "frios", estraram conectados com o time e deram continuidade ao espírito ofensivo mostrado até ali. Moisés, no lugar de Cleiton Xavier e Alecssandro, no lugar de Barrios e Rafael Marques, no lugar de Roger Guedes.

O nosso "Alecgol", fez uma bela jogada com Matheus Sales, que ligou rapidamente Jesus para finalização, forçando o goleiro adversário à fazer uma difícil defesa.

Mas o Verdão queria mais. Embalado pelos gritos da torcida, o quarto gol veio, aos trinta e oito minutos. “Benza Marques”, fez uma belíssima tabela com Alecssandro e esse com Jesus, que disparou um chute certeiro para dentro do gol.

Nada como começar o campeonato com uma goleada. Mas muito mais importante é constatar que o resultado é fruto de um trabalho que terá continuidade. Comer e se lambuzar fica muito mais gostoso, quando se tem certeza de que não haverá escassez. A torcida mais apaixonada do mundo não quer mais pensar em jejum.

Que venha o título brasileiro. Que venham outros títulos. Mas que venham com o delicioso sabor de trabalho, raça e paixão em campo.

Por Alessandra Moitas