Como surge esse amor?

Como surge esse amor pulsante que nos domina e nos consome? Alguns dizem que está na família, outros que está no sangue, eu particularmente sou adepta da teoria que diz que não há razão, afinal qual a razão do amor?

 

Fonte: Extraída da Internet

Se me perguntam porque sou Palmeiras, apenas digo: não sei, não fui eu que escolhi o Palmeiras, mas o Palmeiras que me escolheu.

Mas talvez esse sangue quente italiano que corre nas minhas veias explique, porque mesmo filha de um santista fanático, eu escolhi ser palestra.

Ah e esse sangue Italiano... O que dizer de todos esses bravos imigrantes que pra cá vieram para fazer a América e encontram em um clube e em um esporte um refúgio. Talvez seja exatamente isso que mio bisnonno pensava, ao sair de uma Itália arrasada por uma guerra, deixando família e amigos, mas encontrando um amparo quando se juntava com a italianada do bairro para ouvir, no radinho, os jogos do nostro parmera”.

Nascemos em um 26 de agosto de 1914, criados por Italianos e adotados por todos os Brasileiros. Qualquer que seja a nacionalidade, etnia, credo, nada disso interessa, interessa sim, ter sangue verde correndo nas veias.

E como nós temos! Ah esse amor inexplicável que nos faz fazer cada loucura. Largamos tudo: trabalho, escola, faculdade, amigos e familiares para ver nosso verdão, apoiá-lo, incentivá-lo e as vezes sofrer por ele.

Esse amor que nos cega, que nos faz sofrer dessa bipolaridade alviverde: estar feliz e terminar o resto do dia (ou da semana) irritado com uma derrota ou estar triste e acabar feliz com uma bela vitória. Sim, sofremos desse mal de ter o humor afetado pelo resultado da peleja. As vezes nos cega de tal modo que nos faz brigar até com amigos.

Também podemos ir do amor ao ódio em instantes. Que o digam aqueles que ousaram não honrar nosso manto. Deve ser essa origem Italiana que nos deixa com o sangue tão quente...

Podemos ser o torcedor mais amendoim, mas se as vezes somos assim, é só porque não admitimos falta de respeito ao nosso maior amor. Tudo em nome desse amor!

102 anos. Tempo para construir a história mais bonita do futebol. Tempo para ser o maior campeão do século XX (o XXI ainda tem muito para acabar). Tempo para ser o maior campeão brasileiro. Tempo para ser o nosso amor maior. Tempo do alviverde imponente que não esmorece diante da dureza do prélio.

Mas se o início desse amor é inexplicável, permanecer nele é opção. As vezes temos nossas brigas é claro (empatar nesse jogo não!!!), porque nosso amor é exigente, mas permanece cada vez mais forte em cada alegria que o Palmeiras nos dá.

Ser Palmeiras é isso. Descobrir que não existe razão para o nosso amor. Ser Palmeiras é acordar feliz hoje apenas por saber que comemoramos mais um ano de amor!

Obrigada por existir Sociedade Esportiva Palmeiras!

Buon compleanno amore mio! Cento di questi giorni!

Por: Marcela Permuy