CONHEÇA A SELEÇÃO DA FRANÇA, ANFITRIÃ E UMA DAS FAVORITAS…

 

 

Foto de Capa Divulgação:FFF




Em busca de um sonho, essa é a França que cresceu nos últimos anos no cenário mundial do futebol feminino e vai brigar forte pelo título.


O FUTEBOL FEMININO NA FRANÇA:


A paixão da mulher pelo futebol na França, vem de muito tempo atrás, mais precisamente em 1917 onde foi disputada a primeira partida da modalidade no país, pela organização esportiva Fémina Sport. No ano seguinte a Fédération des Sociétés Féminines Sportives de France (FSFSF) passou a organizar os torneios femininos que em 1933 mudou de mãos de novo e passou a ser organizado então pela Ligue de Paris de Football Féminin até o início da Segunda Guerra Mundial.

 

O futebol feminino no país foi proibido em 1941 durante o regime de Vich, isso porque os homens achavam um esporte nocivo às mulheres e isso durou bastante tempo até 1970 quando a atual FFF (Federação Francesa de Futebol) reintegrou e assumiu a modalidade feminina.

 

Durante muito tempo O futebol feminino na França sofreu por causa de hostilidades e preconceitos, porque muitos homens não aceitavam. E uma das coisas absurdas era que segundo eles a prática do esporte colocava em risco a fertilidade das mulheres.


 

Seleção Francesa de Futebol Feminino 1925.

Foto: MacGregor/Topical Press Agency/

Hulton Archive/Getty Images



Ainda bem que nos últimos anos a história do futebol feminino na França vem sendo bem diferente deste passado. Atualmente a FFF (Federação Francesa de Futebol) vem convencendo os clubes e juntos mudando a realidade da modalidade no país.

 

Ainda há um longo caminho para percorrer mas o cenário atualmente é animador já que a federação conta com 179.000 mulheres federadas entre elas 139.000 são jogadoras. Com a Copa do Mundo a federação vai usar os recursos para ajudar os clubes amadores na formação de atletas com menos de 16 anos e assim chegar no futuro, perto das grandes potências do futebol feminino. Atualmente os centros de formação no país formam meninas de 16 a 18 anos.

O caminho ainda é longo, mas se tudo der certo a seleção francesa terá uma geração forte por muitos e muitos anos.

A PREPARAÇÃO PARA O MUNDIAL:

Há alguns anos atrás, era difícil imaginar a seleção francesa brigando de igual para igual com as grandes potências do futebol feminino mundial como Estados Unidos e Alemanha mas essa história mudou e vem evoluindo.

 

A base da Seleção da França (4° no ranking da Fifa) que vai disputar o mundial de 2019, vem de um time que hoje é a grande potência da Europa e do país na categoria, O Lyon. São 7 jogadoras no total que se tornaram a pouco tempo vencedoras da Liga dos Campeões Feminina, levando mais um título da competição para a França.

 

Outro grande clube que investe bem na modalidade no país é o PSG que terá 3 representantes na Seleção.

 

Foto Oficial da Seleção para o mundial.

Foto: Site Oficial da Federação/FFF




A Seleção Feminina da França vem fazendo uma preparação forte para ter resultados bem diferentes do que os das três últimas Copas que disputou. O momento da França no futebol não poderia estar melhor depois do título da Seleção masculina na Rússia em 2018 e seguindo esse exemplo, as meninas agora querem fazer a sua própria história.

 

Por ser uma Copa do Mundo em casa, as jogadoras sabem que terão uma responsabilidade maior, mas por outro lado sabem também que terão um grande apoio dos franceses e de seus familiares.

 

Nos treinamentos que são abertos para a torcida no CNF Clairefontaine, o Centro de treinamento de ponta onde as Les Blues vem fazendo a sua preparação para o mundial, é sempre notável a aproximação entre os torcedores e jogadoras que fazem sempre questão de serem simpáticas, tiram fotos, conversam, autografam figurinhas e fotos do álbum da Copa.

 

Em sua grande maioria, as crianças fazem a festa e até tem a oportunidade de treinar um pouquinho com as jogadoras, acendendo cada vez mais a esperança de um dia também estarem ali. As anfitriãs da Copa do Mundo Feminina de 2019, estão no Grupo A ao lado de Nigéria, Noruega e Coréia do Sul com quem faz a sua estréia na sexta-feira (07) no Estádio Parc des Princes.

CONVOCADAS PARA FAZER HISTÓRIA:

Grande e histórica. Essa será a Copa do Mundo Feminina na França. Em abril a FIFA anunciou que 720 mil ingressos haviam sido vendidos e que a abertura, às semifinais e as finais já estavam esgotadas. As atenções estão todas voltadas para as Les Blues, nas ruas, nos jornais e principalmente na televisão.

 

No dia da convocação das 23 jogadoras que irão disputar o mundial, a seleção feminina ocupou pela primeira vez, um espaço que até então só era cedido para a seleção masculina. Após o jornal das oito, o país parou para ver a técnica Corinne Diacre anunciar as convocadas, que são elas:

Goleiras: Sarah Bouhaddi (Lyon), Solène Durand (Guingamp), Pauline Peyraud-Magnin (Arsenal)


Defensoras: Julie Debever (Guingamp), Sakina Karchaoui (Montpellier), Amel Majri (Lyon), Griedge Mbock Bathy (Lyon), Eve Périsset (PSG), Wendie Renard (Lyon), Marion Torrent (Montpellier), Aïssatou Tounkara (Atlético de Madrid).

Meio-campistas: Charlotte Bilbault (Paris FC), Elise Bussaglia (Dijon), Maeva Clemaron (FC Fleury), Grace Geyoro (PSG), Amandine Henry (Lyon), Gaëtane Thiney (Paris FC)

Atacantes: Viviane Asseyi (Bordeaux), Delphine Cascarino (Lyon), Kadidiatou Diani (PSG), Valérie Gauvin (Montpellier), Emelyne Laurent (Guingamp), Eugénie Le Sommer (Lyon).

 

Antoinette Katoto (Abaixada de blusa Azul)

ficou fora da lista final da França.

Foto: Divulgação/FFF



A grande surpresa e polêmica da lista final, ficou por conta da ausência da jovem jogadora e artilheira da Liga Francesa Marie-Antoinette Katoto que atua no PSG e na entrevista a técnica assumiu a responsabilidade:

- É uma escolha difícil e eu assumo isso, eu sou a favor do grupo. As meninas que escolhi esta noite merecem estar aqui. Nosso objetivo é vencer. Eu não sonho porque quando eu sonho, em geral, meus sonhos não se realizam. Temos trabalhado bem até agora, mas ainda temos algum caminho a percorrer.

DESTAQUES:

Amandine Henry- A volante de 29 anos que atua no Lyon, acabou de se tornar campeã da Europa com o seu time. Amandine tem 83 jogos e é capitã e líder da Seleção Francesa.

 

Na copa de 2015, mesmo com a seleção não conquistando o título, a jogadora ficou com a bola de prata. No seu currículo Amandine tem 11 títulos do Campeonato Francês, 6 Taça da França e 5 Liga dos Campeões. A jogadora está entre as melhores do mundo quando o assunto é futebol feminino.

"O futebol é tudo para mim. O futebol é meu coração, minha cabeça, meu corpo. É tudo." (Amandine Henry)

Eugénie Le Sommer- A jogadora de 30 anos comanda o ataque da França. A experiente atacante já atuou pela seleção em mais de 156 jogos e marcou mais de 73 gols. Le Sommer também atua no campeão Lyon e na sua carreira, a jogadora já conquistou 6 Liga dos Campeões, 7 Taça da França e 9 Campeonato Francês além de também figurar entre as melhores jogadoras do mundo nas premiações da Fifa.

Delphine Cascarino- Olho Nela! A atacante de 22 anos também do Lyon, tem tudo para fazer uma grande Copa do Mundo pela França. Mesmo com a pouca idade, Cascarino já tem na carreira, 5 títulos do Campeonato Francês, 3 Taça da França, 4 Liga dos Campeões e 1 Copa do Mundo Sub-17.

"Tentar ganhar uma Copa do Mundo é muito difícil! É um objetivo de longo prazo. Estamos nos preparando há vários meses e temos alguns meses para melhorar como equipe. Estamos no curso, no entanto, para ter uma boa competição." (Delphine Cascarino).

 

Delphine Cascarino Foto: Divulgação/Nike



CURIOSIDADE:

Mesmo com o seu perfil discreto e exigente, a treinadora da Seleção da França Corinne Diacre, tem uma bonita história de pioneirismo do futebol no país. Com seus 44 anos de experiência, a ex-jogadora e treinadora da Seleção desde 2017, Corinne foi a primeira jogadora a alcançar 100 jogos pela seleção, a primeira mulher a ter um diploma de treinadora e a primeira mulher a treinar um time profissional masculino, o Clermont Foot entre 2014 e 2017.

"Por alguns anos, sabemos que o futebol feminino está evoluindo bem na França e eu acho que que esta Copa do Mundo será o gatilho também do futuro, por nossas atuações. Certamente, gostaríamos que ela evoluísse mais e mais, mas acho que somos os embaixadores do mundo para que ela se torne isso. gerações futuras " (Amandine Henry).


Fontes:
istoe.com.br
historiadoesporte.wordpress.com
Europe1.fr
Fifa.com
FFF.fr
Wikipédia

Por: Jessica Martins