Continuaremos mais fortes...

2007 nesse ano comecei a me interessar pelo time da cidade. Eu que gostava de futebol desde muito pequena, agora estava começando a entender o que era o Furacão do Oeste. Meus amigos da escola sempre me falavam sobre esse time, mas eu era gremista, meu pai era gremista, meu avô também era. Como eu ia trocar de time? Ou ter um segundo time?

 

O tempo passou e minha história com a Chapecoense foi ficando mais forte. Comecei acompanhar os jogos, o time começou a ter mais visibilidade, e já era queridinho na minha família.

 

Quando optei por jornalismo, sempre disse que queria trabalhar em um time de futebol. E a escolhida foi a Chape. Comecei a frequentar os jogos cada vez mais, lembro que tomei muito banho de chuva, encarei muito sol forte, tive brigas com namorados, com amigos. Tudo por conta do time do meu coração.

 

Dia 29.11.16, eu não queria ter acordado, às 6:00 horas meu pai me chamou e disse "o avião da Chape caiu", não foi só o avião, o meu chão caiu, eu estava na expectativa do jogo, eu estava no sonho mais lindo e agora no meio do pesadelo. Naquela terça, eu não consegui trabalhar o dia todo, chorei, na quarta também não consegui trabalhar, e a noite fui pro estádio prestar homenagem. Na hora de cantar eu não conseguia, as lágrimas eram mais forte que tudo. Eu havia perdido meu time, meus amigos, meus futuros colegas de profissão. No dia do velório, meus amigos, que dia. Eu não consegui ir, eu chorava se falasse o nome Chapecoense, eu tô chorando agora, imagina ir lá... Acompanhei pela TV, um dos dias em que presenciei o melhor jornalismo, o mais forte, pessoas que perderam colegas de trabalho, estavam ali fortes, e eu uma torcedora não consegui nem dizer o último adeus ao meu clube.

 

Reprodução/Facebook/Associação Chapecoense de Futebol

 

Os dias passaram, as homenagens não deixaram a ferida fechar tão cedo. Mas, o amor pelo clube, em meio a tanta dor, só aumentou, a vontade de estar na arena de ver o time jogar uma libertadores, não tem preço!

 

Trocaria essa libertadores por ter todos de volta, preferia estar sem série, mas que todos estivessem aqui! É difícil, mas a força que vê lá de cima é maior. Continuaremos mais fortes nas alegrias e nas horas mais difíceis. 

 

Com carinho Larissa Dal Berto