Copa do Brasil 2014, o clássico mais importante e inesquecível

 

 

Em 2013, tivemos a épica conquista do tão cobiçado título da Copa Libertadores, com direito a pênalti defendido no último minuto de jogo, que canonizou o goleiro Victor de “o Santo do Horto” e com viradas históricas que com certeza nenhum de nós torcedores iremos esquecer. Se por acaso, em algum momento algum de nós pensamos que toda a emoção e toda adrenalina tinha ficado para trás, estávamos redondamente enganados, na Copa do Brasil de 2014 teríamos emoções em dobro.

 

Nossa caminhada rumo a mais um título começou no dia 27/08/2014, contra o Palmeiras lá em São Paulo. O time alviverde e sua torcida estavam em festa por conta do centenário do Clube, mas quem saiu de terras paulistas felizes,  foram nós atleticanos. Após cruzamento de Maicosuel para Luan, o menino maluquinho abriu o placar, jogou um pouco de água no chopp dos palmeirenses e a festa foi garantida para nós aqui. Apesar da vitória, nossos pés eram mantidos no chão, pois ainda tinhamos o segundo jogo, e foi no dia 04/09 no Horto, diante da massa e com gols de Jemerson e Luan, que nossa passagem para as quartas foram carimbadas.

 

Nosso adversário nas quartas seria o Corinthians, mais uma vez partimos para São Paulo, diferente de como foi contra o Palmeiras, nosso duelo contra o Timão não seria nada fácil. Com gols de Guerrero e Luciano para o adversário e com direito a dancinha cheia de sarcasmos de Mano Menezes, voltamos com a desvantagem na bagagem, mas não nos abalamos e nem tão pouco desacreditamos, afinal depois de tantas demonstrações seria covardia deixar de acreditar naquele time, naqueles jogadores.

 

 

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Foto: Internet

 

 

Depois de longos 14 dias de espera, dia 15/10 finalmente chegou. Mineirão lotado e a torcida fazendo sua parte como sempre. Logo no início, Guerrero apareceu e marcou um gol, nossas vozes que cantavam incansavelmente “Eu Acredito”, soaram um “Eu não acredito”, após ver aquela bola morrer no fundo das redes. Agora tínhamos que fazer 4 gols, talvez ali, naquele momento passou pela cabeça de muitos torcedores em desistir, nos veículos de comunicação em SP, a classificação do Corinthians era basicamente garantida. Mas esqueceram com quem estavam lidando, era o Clube Atlético Mineiro, era o Galo forte e vingador. Deixamos o abatimento pelo gol de lado, torcida e jogadores jogando juntos novamente, lado a lado, empurrando o time para cima. O ditado, é quem ri por último ri melhor, certo? Mas nesse caso, seria certo usar: quem dança por último, dança melhor. Com gols de Luan, dois de Guilherme e Edcarlos, partimos para a semifinal e ainda fizemos calar, aqueles que mais uma vez duvidaram. Era mais uma virada histórica para as páginas do Clube.

 

Na semifinal iríamos enfrentar um velho conhecido: o Flamengo, e quem conhece bem a história dos confrontos sabe que atleticano não é nenhum pouco fã do rubro negro carioca, principalmente pelo fatídico 81, após 33 anos daquele jogo que boa parte da geração atual ouviu dos pais e avós. A sede pela vitória era maior, era uma forma assim de quem sabe vingar o desfecho infeliz e injusto daquela partida. Dia 29/10, Maracanã tomado por um mar vermelho e preto, o time entrou em campo contra tudo e todos, mas no fim parecia que o destino, até mesmo os deuses do futebol, queriam brincar conosco. Acredite ou não, assim como o Corinthians, o Flamengo venceu o primeiro jogo por 2-0 e graças a Victor, que fez grandes defesas não foi uma vantagem maior para o adversário.

 

De volta para Belo Horizonte, trouxemos a derrota na bagagem, mas se acreditávamos antes, depois daquele jogo contra o Corinthians a nossa confiança era maior ainda. Mais uma vez no Mineirão a massa estava presente naquele dia 05/11, mas logo de início parecíamos viver um flashback, ninguém acreditou que assim como Corinthians, o Flamengo também aumentou sua vantagem. Logo no início, Everton fez o gol para o adversário. Pela voz de Luiz Penido da Rádio Globo, o Flamengo já era “classificadaço”, e se fosse basear na lógica de que um raio não cai duas vezes no mesmo lugar, naquele momento poderíamos desistir, não teria jeito. Mas, os jogadores sabiam da força que tinham e nós torcedores confiávamos neles, então puxamos o “Eu Acredito” mais uma vez, do fundo de nossas gargantas e almas, e novamente viramos o 12º jogador do Clube Atlético Mineiro. A reação começou com Carlos ainda no primeiro tempo, depois foram Maicosuel, Dátolo e Luan, ali estava feito mais um milagre, a partir dali a palavra impossível foi excluída do dicionário atleticano.

 

 

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Foto: Internet

 

 

Estávamos indo para uma final, e se uma final de campeonato é inesquecível, imagina quando se tem um dos maiores clássicos do país envolvido? Iríamos jogar contra o Cruzeiro, Minas Gerais para em um clássico “comum”, imagina neste que valeria um título tão importante.

 

Foi em 12/11, por fim o grande dia chegou, todos os olhos voltados para o Horto, diferentemente de como foi contra Corinthians e Flamengo, nós jogávamos com autoridade, o adversário mal chegou perto do gol, e com gols de Luan e Dátolo construímos uma ótima vantagem sem sofrimento algum. Agora tínhamos de lidar com 14 dias de espera para o jogo final, no meio de toda essa espera o rival conquistou o título do Brasileiro daquele ano e no meio das comemorações do mesmo, Ricardo Goulart disse para o repórter “quarta-feira tem mais”, se referindo ao dia da decisão.

 

Depois de longa espera, dia 26/11 finalmente tinha chegado,  era hora de ir para o Mineirão. O juiz deu início ao jogo e a segunda partida não foi tão diferente da primeira. Em nosso Salão de Festas, Dom Diego Tardelli marcou no fim do primeiro tempo. No segundo continuamos a dominar, era questão de tempo para por fim nos agarrarmos ao título, minutos e segundos viraram toda uma eternidade, quando por fim o apito final soou, soltamos mais uma vez o grito de CAMpeão.

 

 

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Foto: Internet

 

 

A quarta-feira do Goulart? Essa, ainda estamos todos a esperar.

 

Depois de tanto sofrimento, depois de sermos subestimados, vieram mais viradas inesquecíveis eternizadas nas páginas da história do Clube, não poderia citar somente um jogo, cada jogo da Copa do Brasil de 2014, deixou um marco histórico em todos os torcedores alvinegros, no fim de tudo vimos mais uma vez que não é milagre, é Clube Atlético Mineiro e que tudo sempre é possível, quando se crê.

 

 

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Foto: Internet

 

 

Todo sofrimento no fim valeu a pena, se fosse para viver tudo outra vez eu viveria, obrigado Galo pelos inúmeros momentos inesquecíveis, eu te amo!

 

 

Por Eduarda Moreira