D’Alessandro é sinônimo de amor à camisa

No dia 30 de julho de 2008, um tal de Andrés Nicolás D’Alessandro chegou a Porto Alegre para assinar com o Sport Club Internacional. Ele foi recebido no aeroporto Salgado Filho por centenas de torcedores, mas nem o colorado mais otimista imaginou que hoje, onze anos depois, estaríamos falando de um dos maiores ídolos da história colorada.

Inter e D’Alessandro foi amor à primeira vista, daqueles que só vemos em filme. E os primeiros meses já reservavam fortes emoções. Com D’Alessandro em campo, o Inter foi campeão da Sul-Americana, fato inédito para um clube brasileiro. Dois anos depois, o bicampeonato da Libertadores, título que é o principal de sua carreira.

Ao todo são 13 títulos com a camisa colorada. Mas quando se trata de D’Alessandro, os títulos ficam em segundo plano. O gringo é sinônimo de amor à camisa.

As taças conquistadas são pequenas perto de cada gota de suor, cada grito e cada reclamação dele com a missão de nos defender. Não é a toa que ele se tornou um dos maiores ídolos da história alvirrubra. Não são todos os clubes que tem em campo um jogador que vai de um título de Libertadores ao jogo mais deprimente da Série B, sem reclamar ou sentir vergonha. Pronto para dizer o que precisa ser dito e o que torcedor quer ouvir.

D’Alessandro não é apenas um jogador de futebol, é um representante da torcida dentro de campo. Há onze anos assumiu a responsabilidade de guiar o time com maestria. Um líder dentro e, principalmente, fora de campo. O capitão que serve de exemplo às futuras gerações. 

 

(Foto: Ricardo Duarte)

 

Nesta quarta-feira (31), ele chega a marca de 454 jogos pelo Inter, o quarto atleta que mais vestiu a camisa colorada. Até o fim da temporada provavelmente ultrapassará Dorinho, que tem 460 partidas, e se tornará o terceiro jogador com mais jogos. E ficará por algum tempo por lá. 

O números de gol também são significativos. São 92 tentos. Entre eles um muito especial: o primeiro gol do novo Beira-Rio, marcado em 2014 na reinauguração da casa colorada.

Ciclos se encerram e D’Alessandro está se encaminhando para seus últimos anos de carreira. A única coisa que os colorados podem fazer é agradecer. Sabemos o que ele fez, faz e ainda fará pelo clube. Cada vez que ele entra em campo, dando seus três pulinhos com o pé direito, é um novo capítulo de uma história que está sendo escrita perante nossos olhos. Como temos sorte de poder admirá-la. A camisa 10 do Inter nunca mais será a mesma. Ela sempre será a “Camisa 10 de D’Alessandro”!

 

Por: Ingrid Fochezatto