Da Ponte para o G4

Após uma semana cheia de altos e baixos, com o São Paulo mergulhado numa crise sem tamanho, enfim o Brasileirão está de volta, para alegrar (ou não!) os nossos dias!

Chega a ser engraçado como em tão pouco tempo, um clube quase desmoronou! O São Paulo está ruindo. Aidar renunciou e alguém precisa agir. E agir rápido, pra não deixar que essa crise estacione no nosso Soberano Morumbi.

E com tantos problemas, nos resta acreditar no time. O elenco que temos possui grandes chances de conquistar o inédito título da Copa do Brasil, ou terminar o campeonato entre os quatro primeiros, o que o classifica para a Libertadores 2016.

Em meio à turbulência no clube, saiu Osório, chegou Doriva. E ele já chega com a tarefa de “blindar” o time, para que tantos problemas externos não sejam refletidos em campo.

Campeão de títulos pelo São Paulo, entre 1991 e 1994, agora Doriva tem como principal objetivo, conquistar títulos, mas como treinador. Treinar o Tricolor foi uma decisão bem rápida de sua parte, já que o mesmo estava fazendo um bom trabalho no comando da Ponte Preta. Mas tudo o que Doriva viveu sua história e ligação com o clube, pesou na hora de decidir se aceitaria ou não o convite para estar à frente de um dos maiores clubes do mundo.

Mesmo com toda essa crise, Doriva aceitou o desafio, porque é algo importante para ele e sua carreira. Mesmo com tantos problemas, o São Paulo não deixou de ser o “tricolor mais querido”, e continua sendo o “clube da fé”.

E em uma semana, Dorival Guidoni Júnior, o Doriva, já fez questão de deixar claro que não seguirá os mesmos princípios do professor Osório, e os seus comandados já estão cientes que precisarão trabalhar duro, mostrar serviço. E se não for dessa maneira, terão seus lugares garantidos... No banco!

Treinos pesados e atividades intensas marcaram a “semana de folga” do Tricolor. Em seu primeiro dia como treinador do São Paulo, Doriva tratou de colocar os jogadores pra trabalhar!

Acredito eu  (e espero!), que esses dias tenham servido para ele conhecer um pouco sobre cada jogador, o que eles são capazes de fazer, e em quais posições poderão atuar, mesmo que aos nossos olhos, algumas mudanças não sejam percebidas.

E juntamente com os treinos pesados e atividades intensas, vieram também os esboços do time que poderá entrar em campo amanhã à noite (14/10), às 22h (horário de Brasília), contra o Fluminense, no Maracanã, em jogo válido pela 30ª rodada do Brasileirão.

Um ponto positivo para Doriva, e que o deixa mais tranquilo para o duelo de amanhã, é a volta de alguns reforços. Uma novidade para todos, na verdade, já que antes de Osório deixar o comando tricolor, o departamento médico estava repleto de peças importantes, o que aumentava a lista de desfalques em alguns confrontos. Então, que boa parada para as eliminatórias, hein?! Realmente veio em uma boa hora!

Segue no Reffis o meia Michel Bastos, com um estiramento no músculo posterior da coxa esquerda, e o lateral-esquerdo Carlinhos, com um estiramento na panturrilha esquerda.

Em compensação, o treinador poderá contar com a volta dos zagueiros Luiz Eduardo, que ficou fora por 10 jogos, por conta de um edema ósseo no joelho esquerdo, e Breno, que está recuperado de uma tendinite no joelho direito. Luis Fabiano, que esteve fora por 3 jogos, com um trauma na articulação do esterno com a costela, e Alan Kardec, que passou por uma cirurgia para a reconstrução do ligamento cruzado do joelho direito e esteve em recuperação por 6 meses, também estarão à disposição de Doriva. Wilder completa a lista de reforços, já que não esteve presente no jogo contra o Atlético Paranaense para resolver problemas pessoais.

Rodrigo Caio e Lucão não desfalcaram o Tricolor enquanto estiveram acompanhando a Seleção Olímpica, nos amistosos contra a República Dominicana e o Haiti, na Arena da Amazônia (minha linda Arena, meu lindo estádio!), em Manaus, já que houve a parada no Campeonato para as eliminatórias da Copa do Mundo de 2018. Eles chegaram ao CT na manhã desta terça-feira, descansaram, e já seguiram com a delegação para o Rio de Janeiro.

O treinador fez mistério quanto ao esquema tático que irá utilizar, e também não definiu a escalação, mas relacionou 20 jogadores para o confronto dessa quarta-feira. Compõem a lista os goleiros Rogério Ceni e Denis; os laterais Matheus Reis, Reinaldo e Bruno; os zagueiros Luiz Eduardo, Lucão, Rodrigo Caio e Breno; os volantes Thiago Mendes, Wesley e Hudson; os meias Paulo Henrique Ganso, Centurión, Wilder e Daniel, e os atacantes Alexandre Pato, Alan Kardec, Luis Fabiano e Rogério.

Caso Doriva resolva manter a escalação com base nos treinos dos últimos dias no CCT da Barra Funda, o Tricolor Paulista deve ir a campo com Rogério Ceni no gol; Bruno, Breno, Luiz Eduardo e Matheus Reis fazendo a linha de quatro zagueiros; Hudson e Thiago Mendes no meio-campo; Alexandre Pato, Paulo Henrique Ganso e Rogério na linha de frente; e Luis Fabiano como o homem de referência.

Em seu primeiro compromisso como técnico do São Paulo, Doriva está no olho do furacão e já tem um grande obstáculo pela frente. Jogar contra o Fluminense não é uma tarefa fácil, e requer muita atenção. E pra completar, ainda tem a missão de conquistar os 3 pontos e ir DA PONTE PARA O G4!

Creio que o time está em boas mãos, assim como eu sabia que estava em boas mãos com o Professor Osório no comando. Sei também que, assim como fez um excelente trabalho enquanto esteve à frente da Ponte Preta, Doriva tentará fazer o seu melhor, e o time precisará apoiá-lo nesse momento. O São Paulo terá que ir pra cima, buscar o resultado, definir o placar e não se acomodar. O São Paulo precisa sair com a vitória! É só o que interessa...

E nós torcedores, ao invés de julgarmos o trabalho do treinador antes mesmo dele começar, vamos aguardar e torcer para que tenha sido uma boa escolha, pois, ter chances de conquistar um título e se classificar para a Libertadores, com toda essa crise, não é pra qualquer um!

 

Renata Chagas