De aposta à protagonista: Diego Showza!

No dia 12 de agosto de 2014, Diego Souza desembarcou no Recife para “ser o camisa 10” do rubro-negro da Ilha do Retiro, o armador chegou com a missão de comandar o time na serie A do campeonato brasileiro.

Um dia depois seu nome já estava publicado no boletim informativo da CBF – BID e ele já estava apto para entrar em campo e a torcida ansiosa para que chegasse esse momento. Mas para infelicidade de todos, fazia dois meses que Diego não atuava e iria precisar de pelo menos duas semanas de treinamento para adquirir condições de jogo.

E Todos diziam: se vier com vontade e comprometido, o Sport vai ter uma nova postura em campo.

Não demorou muito para o Diego ter a cara do Leão, o jogador seria o dono da camisa 87, uma alusão ao titulo do campeonato brasileiro de 1987, que virou motivo de disputa jurídica entre Sport e Flamengo, vencida pelo Leão, após ser declarado pelo Superior Tribunal de Justiça – STJ, como único campeão.

No dia 20 de agosto, o meia iniciaria sua passagem pelo Sport justamente contra seu ex-clube Palmeiras. Os 19 minutos finais que foram jogados foi suficiente para mostrar que a equipe tinha muito a evoluir com a sua chegada.

No jogo seguinte contra o Criciúma, ele foi acionado como titular, mas no primeiro pique que deu aos 4 minutos sentiu uma lesão na coxa e deixou o gramado.

Voltando a campo após 20 dias contra o Internacional, foi escalado como centroavante e teve uma atuação discreta.

No quarto jogo com a camisa do Sport, o meio-campo enfim estreou. Com passes precisos e boa movimentação, ele deixou claro que podia assumir a responsabilidade de comandar o Leão na competição.

Nesse momento já estava sendo projetada a permanência de Diego Souza para próxima temporada, mas tudo dependia do desenvolver do time no campeonato.

O próximo jogo seria contra o Grêmio, novamente escalado como centroavante, marcou seu primeiro gol, acertou três finalizações e três cruzamentos. Enfim, tinha desencantado. Foi substituído aos 13 minutos da segunda etapa e ficou bastante chateado com o treinador.

No jogo contra o Botafogo, Diego Souza abriu o placar em grande estilo, pegou a bola na intermediária e partiu para cima, em velocidade. Antes de invadir a área, deu um chapéu com a cabeça em Dankler. A finalização, feita com categoria, aos 21 do primeiro tempo, fechou a jogada com chave de ouro. Concorrendo como o gol mais bonito da rodada.

Na vitória contra o Figueirense, Diego foi o autor do único gol da partida, mas lamentou ter tomado o terceiro amarelo ficando de fora da próxima partida contra o flamengo.

Contra o Atlético PR, novamente Diego foi o protagonista da partida marcando o único gol, mas a finalização de Diego poderia valer por uma goleada. Aos 8 do segundo tempo, Joelinton fez o pivô e deixou Mike na cara do gol. O atacante chutou e Weverton defendeu. No rebote, o camisa 87 mandou um voleio sem chances para o goleiro. Concorrendo novamente ao gol mais bonito da rodada. Após a partida o meia revelou a satisfação com o clube e o desejo de permanecer na ilha em 2015.

O Sport tinha pela frente um duelo contra o Palmeiras na inauguração da arena alviverde, o coletivo rubro-negro estava muito bem, com uma marcação forte e contra-ataques rápidos conseguiu o triunfo. E quem foi o cara da partida? Isso mesmo, Diego teve liberdade e com a qualidade que tem, conseguiu mandar no jogo.

O campeonato não tinha acabado, mas Diego Souza já podia dizer que tinha dado a volta por cima. O crescimento era visível, estava em outro patamar, era a referencia da equipe. Diego tinha disputado 20 jogos pelo Sport, sendo 17 deles como titular, e marcou quatro gols.

Com contrato com o Metalist, da Ucrânia, até 2017, e na mira de clubes como Corinthians, Vasco e Palmeiras, a permanência do atleta era vista como difícil, mas seu desejo era ficar em Recife.

Depois de uma longa espera, a renovação se concretizou no meio de janeiro, o jogador voltou ao solo pernambucano bastante confiante e avisou “meta é a libertadores”. Seria um ano positivo para o Sport e o sonho era de títulos.

O primeiro destaque veio apenas em março, após sete jogos apagados, Diego entrou em campo contra o Socorrense pela Copa do Nordeste e justificou o investimento feito pelo clube, uma atuação de maestro, porém o jejum de gols continuou.

Na estreia do Brasileirão 2015 contra o Figueirense, os gritos ouvidos na Ilha do Retiro davam a certeza que o então Diego Souza, tinha atuado como Diego Showza, com um futebol refinado, o jogador comandou o setor de criação rubro-negro, fez dois gols e o time venceu por 4 x 1.

Com 19 jogos disputados em 2015 e 8 gols marcados e 6 assistências diretas, Diego respondeu as criticas da melhor forma: com a bola nos pés.

Em maio o Sport entrou em campo contra o Flamengo no Maracanã, o momento parecia planejado, ao abrir o placar, o camisa 87 comemorou apontando para as costas,  e no intervalo do jogo disparou: “- Foi para a torcida, que vibra bastante, que nos incentiva, que cobra. E que existe essa rivalidade de 87... E 87 é nosso”. Ainda discutiu sobre fair play com Vanderlei Luxemburgo e com o árbitro e acabou virando goleiro quando Magrão sentiu fortes dores no ombro e por incrível que pareça ele levou o titulo da melhor defesa e melhor drible do mês.

Com um inicio de ano difícil, com a perca do Campeonato Pernambucano e da Copa do Nordeste, as principais reclamações foram voltadas para o Diego, e houve mais uma volta por cima e o jogador esta em alta novamente, e tem a cara do Sport, participou de 70 partidas, com 20 gols e 15 assistências, sendo indispensável na equipe rubro-negra, honrando o manto mesmo que quando a máfia brasileira tenta desonrar.

 

E como disse Júnior Carvalho: “É um cara que reclama dos companheiros, grita, briga e não se cansa de representar o clube e colocá-lo no ponto mais alto. Assim que chegou, sempre falou que o Sport tem que acreditar e sonhar mais alto. Daí em diante tivemos duas boas campanhas, onde em uma delas, a deste ano, ficamos na liderança por 4 rodadas e G4 por 14.

Quando somos assaltados, lá esta ele - de novo - defendendo o Sport contra os mafiosos da CBF. E ainda falou pro Brasil que ele representa milhões de torcedores sportanos. Marketing? Acho que ele não precisa disso, afinal tem ainda futebol pra gastar em outros grandes clubes.

Diego Souza representa os milhões!

Diego Souza me representa!”

 

Beatriz Cunha