De visitante ou de local, o Bugre nunca jogará sozinho

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Foto: Pedro Sarti (Rio Claro F.C)

Ninguém entende quando vamos te apoiar, cada dia que passa o amor por você é maior. O Guarani se leva na alma e não pode ser deixado.

E foi com isso em mente que partimos para Rio Claro neste domingo (5). Vindo de resultados nada agradáveis, o Bugre agora encararia o até então líder do campeonato, a equipe do Rio Claro, no Estádio Augusto Schmidt. Sua torcida, como sempre, marcou presença. Em saída chuvosa de Campinas rumo à Rio Claro, o pensamento positivo sempre. Afinal, independente dos problemas, era a camisa verde e branca que estava em cena.

Apesar da boa fase do Galo Azul, o Guarani teve grandes lances para abrir o marcador na primeira etapa, a mais clara delas, nos pés de Denis Neves. Após cobrança de escanteio de Fumagalli, o lateral esquerdo bugrino bateu de primeira para um milagre de Paulo Vitor.

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Foto: Pedro Sarti (Rio Claro F.C)

Buscando poder mais ofensivo da equipe do Guarani, o treinador Maurício Barbieri fez a primeira modificação, tirou Marcinho para entrada de Eliandro. Em sua volta com a camisa do Bugre depois de lesão, ele precisou de duas chances apenas. Na primeira deixou Bruno Nazário em boa posição, ele chutou e o goleiro adversário espalmou para fora. Mas na segunda, Eliandro quis ele mesmo resolver a falta de um centroavante no time do Guarani. Bruno Nazário serviu Uederson, ele chutou em cima da marcação e a bola sobrou no peito de Eliandro, que só ajeitou com carinho e estufou as redes do Rio Claro aos 29’. 0x1 Guarani. É Eliandro e +10, Barbieri!

Com o Bugre abrindo o marcador, Barbieri fechou o time. Parabéns, medroso. Saiu Fumagalli para entrada do volante Escobar. Pouco depois, Uederson, como sempre horrível nas partidas, fez falta no meio campo e levou o segundo cartão amarelo. Rua. Inclusive, ele podia aproveitar a oportunidade e pedir para sair do Guarani. Era para ter saído Uederson para entrada do Eliandro, não Marcinho (melhor em campo ofensivamente).

Rio Claro total no ataque. Aos 40’ veio o empate do time da casa. Em contra-ataque, Fernandinho cruzou baixo para a área e Daniel Bueno antecipou para marcar o gol de igualdade no placar. Mais Rio Claro no ataque, mais Guarani recuado. Aos 45’, o que poderia piorar, piorou. O Galo Azul virou o jogo. Inacreditável. Tem coisas que só acontecem com o Guarani! O zagueiro Odair aproveitou a confusão na área bugrina e chutou fraco, a bola mudou o caminho e entrou no canto de Luís Henrique.

Quando já se via o olhar de abatimento e a revolta da torcida bugrina presente, em tentativa de chute de Lenon que pegou na zaga, a bola sobrou para Auremir, que mandou que acertou um chute certeiro para o gol. Fim de jogo. Rio Claro 2x2 Guarani.

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Foto: Fernanda Martins

 

AVALIAÇÃO DA PARTIDA

“Equipe evoluiu em termos de organização. Todo mundo sabe sua função, sabe o que tem que fazer, onde o outro está posicionado. A gente cometeu erros defensivos, mas o maior problema foi a expulsão e querer sair afoito para o contra-ataque. Tinha a vitória, não precisa sair todo mundo para o campo do adversário”, explicou o treinador, em entrevista coletiva no Schmidtão.

 

Rio Claro x Guarani

Local: Estádio Dr. Augusto Schmidt Filho, em Rio Claro.

Horário: 16h.

Arbitragem: Márcio Aparecido Ribeiro de Souza, Patrick André Bardauil, Orlando Coelho Júnior e Luciano Alves de Lima.

Gols: Eliandro, aos 29′ do 2ºT (GUA), Daniel Bueno, aos 40′ do 2ºT (RC), Odair, aos 45′ do 2ºT (RC) e Auremir, aos 47′ do 2ºT (GUA).

Cartões Amarelos: Genílson, Uederson, Marcinho e Evandro (GUA), Fernando e Moisés (RC).

Cartão Vermelho: Uederson (GUA).

Público e Renda: 1.247 – R$ 16.800,00

Rio Claro: Paulo Vitor; Hudson, Odair, Walter e Mateus; Alê, Acleison, Fernando e Moisés; Daniel Bueno e Fernandinho. Técnico: Sérgio Guedes

Guarani: Luís Henrique; Lenon, Genílson, Diego Jussani e Denis Neves; Auremir e Evandro; Bruno Nazário, Fumagalli e Uederson; Marcinho. Técnico: Maurício Barbieri.

 

O próximo compromisso do Bugre é no domingo (12), contra o Votuporanguense, às 10h, na Arena Plínio Marin.

 

Na vitória ou na derrota, hoje e sempre Guarani.

Por Fernanda Martins.