DENIS MENOS 10

Em meio a uma semana agitada e um turbilhão de notícias, algumas delas não muito agradáveis para os torcedores, o São Paulo foi até Porto Alegre para enfrentar o Grêmio, que não deixou a equipe paulista respirar em campo e conseguiu os 3 pontos, além de quebrar o tabu de nunca ter vencido o Tricolor do Morumbi em sua Arena.

O treinador Edgardo Bauza definiu o time com Denis; Bruno, Lugano, Maicon e Mena, Thiago Mendes, Wesley, Cueva e Michel Bastos; Centurión e Gilberto, e esperava que essa escalação desse certo, o que não aconteceu.

A PARTIDA

O primeiro tempo foi jogo de apenas um time, com o Grêmio dominando praticamente todas as jogadas. Mas além da equipe gremista, há de se destacar mais uma vez o goleiro Denis, que evitou que o São Paulo tomasse um chocolate do Tricolor gaúcho.

Créditos: Rubens Chiri / Site Oficial do São Paulo

Apesar de tentar, o São Paulo pouco saiu de seu campo de defesa, e Marcelo Grohe praticamente não suou ou sujou seu uniforme, já que não foi pressionado nos poucos contra-ataques dos comandados de Bauza, que não chegavam a ser concluídos.

Na etapa complementar, o Grêmio continuou com a posse de bola e domínio do jogo, e o São Paulo parecia perdido em campo, totalmente sem saber o que fazer.

E o golpe maior veio logo aos 7 minutos, após Maicon, ex-São Paulo, chutar rasteiro para o gol e Denis, mais uma vez, fazer boa defesa. Porém, apesar de ter defendido o chute no primeiro momento, o camisa 1 espalmou a bola e no rebote, Douglas aproveitou e mandou para o fundo do gol.

Créditos: Agência Estado


O São Paulo conseguiu ficar um pouco menos pressionado com a entrada de Kelvin no lugar de Gilberto, aos 18. Aos 32, Bauza sacou Centurión (que mais uma vez foi muito mal) e promoveu a estreia do atacante Pedro Bortoluzzo, mais uma jóia da base.

Mas como nada estava dando certo para o Tricolor Paulista, Mena acabou sendo expulso aos 33 minutos, e o Grêmio voltou a dominar mais uma vez, e foi assim até o apito final.

OPINIÃO DA COLUNISTA

O São Paulo fez seu pior jogo em 2016, e o próprio treinador sabe disso e admitiu. O que se viu em campo foi um time totalmente sem alma e sem vontade de mudar isso.

Jogadores que poderiam fazer a diferença, fizeram sim, mas pra pior. Foi um jogo onde absolutamente NADA deu certo para o Tricolor, além do próprio azar de tudo dar extremamente errado!

Novamente os problemas externos parecem refletir dentro de campo, e isso não é ou não será nada bom, inclusive para os próprios torcedores, que só podem esperar definições e decisões.

O São Paulo terá pela frente mais 22 partidas, nas quais definirá o seu futuro no Campeonato Brasileiro. O próximo confronto será contra a Chapecoense no domingo (31), às 11h (BSB), no Morumbi.

Que o “espírito da Libertadores” novamente envolva jogadores e torcedores, e que a atmosfera do Sacrossanto possa atrair energias positivas para esse Brasileirão, porque de negativo basta a falta do futebol no último domingo.

 

Renata Chagas