Derrota com um ajudinha do senhor juiz

Fluminense perdeu para o Vasco, por 1 x 0, com gol de pênalti marcado por Pikachu e fica em segundo no grupo

 

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Foto de Lucas Merçon

 

Queridos Tricolores, nosso time pode não ter feito sua melhor partida. Vimos alguns erros em campo, só que ao mesmo tempo o elenco teve valentia e, apesar de certa desorganização e falta de tranquilidade, buscou o gol. Com aproximadamente 70% de posse de bola, os jogadores pecaram num quesito essencial: a finalização. Mesmo assim, o time foi melhor em campo e infelizmente tivemos bolas na trave e um pênalti descarado não marcado pelo árbitro Carlos Eduardo Nunes Braga. Esse tipo de proteção ao time da colina não é de hoje. Ainda vemos resquícios da época onde Eurico Miranda era melhor amigo de Eduardo Viana e o rival era bastante privilegiado pela arbitragem.

O lance da penalidade escandalosa veio aos 20 minutos do primeiro tempo, quando Danilo Barcelos puxou a camisa de Bruno Silva. Para todos, pênalti claro, para o juiz falta do volante tricolor. Lamentável o descaramento do cidadão. Parada técnica. Aos 23 minutos, Cáceres subiu pela direita e cruzou para área. A bola bateu no braço de Nathan e o árbitro fez o que? Marcou a penalidade a favor da equipe de São Januário para Pikachu converter.

Com o resultado, Diniz adiantou os meias para aumentar a pressão em cima da defesa adversária e, assim seu grupo buscasse o empate. O time fez o que o técnico pediu, tocou muito a bola, mas não teve dificuldades em furar a defesa. Aos 42 minutos, o Tricolor chegou com perigo com finalização de Daniel, após receber de Mascarenhas, mas o chute passou por cima do gol.

Para o segundo tempo, Diniz colocou o time mais ofensivo. Tirou o lateral Ezequiel e colocou o atacante Marquinhos Calazans. Com 4 minutos nasceu boa jogada, onde Bruno Silva passou a bola para Yony González, mas o goleiro Fernando Miguel defendeu. Na sequência, Calazans saiu da marcação e bateu para nova defesa do goleiro. Aos 26, outra oportunidade numa nova jogada de Yony González.

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O colombiano teve boa atuação

Foto de Lucas Merçon

Com a vitória certa, o time da colina retrancou, como era de se esperar. Nosso técnico, audacioso, colocou um novo atacante em campo, Marcos Paulo no lugar do volante Bruno Silva. Aos 32 minutos, Calazans recebeu na entrada da área e bateu por cima do travessão. Minutos depois, veio outra alteração no Tricolor. Mais um atacante, Matheus Gonçalves no lugar do meia Daniel. Neste momento, o Fluminense tinha cinco atacantes em campo, sendo dois improvisados Marcos Calazans, que fez a lateral-direita, e Mateus Gonçalves, que atuou como meio-campista.

O Fluminense aumentou o ritmo e buscou por todos ao lados o gol. Aos 41 minutos, Mascarenhas cruzou para Yony González e ele cabeceou nas mãos do goleiro. A bola sobrou para Luciano que acertou o travessão. O empate e quase chegou aos 44, quando Calazans cruzou na área só que os atacantes chegaram atrasados para finalizar. Aquele erro que comentei no começo do texto.

Longe de tentar justificar o resultado negativo ao péssimo estado do gramado, só que é necessário destacar o quão difícil foi jogar em cima de tanta areia. Outro ponto que as federações de futebol deveriam averiguar antes de marcar um clássico num estádio sem o tapete verdinho. Fernando Diniz comentou sobre o fato na coletiva que concedeu depois do jogo.

“Não dá pra justificar o resultado só por conta do gramado, mas é claro que atrapalha. Principalmente porque temos uma característica de usar o goleiro e era onde o campo estava mais machucado. Gerou uma insegurança, o que nos fez colocar a bola para frente, fazer ligação direta. Se fosse em outro estádio, com gramado de melhor qualidade, teríamos optado por outro tipo de jogo em alguns momentos”, disse.

 

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Um momento da partida

Foto de Lucas Merçon

Sobre a partida, Diniz disse que o grupo precisa de um pouco mais de treino e falou sobre a atuação do adversário.

‘Você enfrenta um time como o Vasco, em que todos os jogadores estavam marcando em 15 metros, é difícil para qualquer time do mundo. A maior dificuldade foi por conta da proposta do Vasco no segundo tempo. Eles estavam com a vantagem no placar. Mesmo assim conseguimos alguns cruzamentos bem perigosos, tivemos bola na trave. Quando jogamos com essa dificuldade, a limitação de espaço, fica mais difícil”, avaliou.

O técnico analisou os cinco primeiros jogos da temporada e afirmou ter conseguido implantar seu estilo de jogo. Para ele, o saldo foi positivo.

“Os jogadores estão de parabéns pelo que fizeram nesses jogos, inclusive hoje, quando se dedicaram ao máximo para buscar o empate e a virada. Estou muito contente com o que os eles têm feito. Temos que olhar sempre para os dois aspectos do jogo: o resultado e as coisas que envolvem o jogo. Se a gente olha para o que acontece no jogo além do resultado, a gente consegue, mesmo no dia de hoje, ver coisas positivas que aconteceram com a equipe do Fluminense”, comentou.

Para fechar, ele comentou sobre a arbitragem:

“O lance, em si, já vi na televisão e na minha modesta opinião foi um lance muito mais fácil de ser marcado que o pênalti do Vasco. O lance do Bruno Silva tem um puxão muito claro, a camisa estica, o jogador do Vasco está olhando para a bola, puxa e depois empurra. O juiz estava perto e era um lance muito fácil de ser marcado”, afirmou.

 

Coisas do futebol com aval da nossa querida e competente FERJ.

 

Parabéns aos envolvidos.

 

Carla Andrade