Derrota dura de aceitar

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Partida acaba com virada a favor do Londrina (Foto: Rafael Fernandes/GuaraniPress)

Agora de cabeça fria, vamos a alguns pontos:

O elenco chamou a torcida e ela compareceu. Os 7.128 torcedores presentes viram o Guarani tomando as primeiras iniciativas do jogo. O primeiro gol saiu logo aos 18’. Gilton cobrou lateral na área, Caíque desviou para trás e Bruno Nazário, sem deixar a bola cair, mandou no fundo das redes. Empolgado pelos cantos da apaixonada torcida bugrina, o Bugre ampliou aos 31’ com Genílson. Tudo parecia um dia de festa.

Para Genílson, vai um parágrafo exclusivo.

Genílson marcou o segundo gol do Guarani no jogo e saiu com a mão no ouvido em direção à torcida. Genílson só se esqueceu que para vestir essa camisa, o respeito com o torcedor é primordial. Nossa torcida é o maior patrimônio do clube e sem ela, esse Guarani que tanto amamos, nem existiria mais. Esse gol jamais vai apagar todas as suas lambanças. E por falar em lambança, o mesmo deixou Edson Silva livre para marcar o gol de empate do Londrina. Jogador sem impulsão. Espero que tenha entendido porque virou reserva de Willian Rocha e, depois, Ewerton Páscoa. Faça seu papel como zagueiro, é só isso que queremos.

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Foto: Retirada da transmissão do premiere

Recapitulando...

O Londrina diminuiu o marcador no final do primeiro tempo com o artilheiro Jonatas Belusso de pênalti. Muita gente criticou a marcação, mas o pênalti aconteceu. Jussani movimentou o ombro impedindo a passagem da bola. Poucos minutos depois, o lance mais polêmico do jogo. Rômulo derrubou Caíque na risca da área, o árbitro se confundiu e deu vantagem no lance. Pênalti não tem vantagem Sr. Paulo Schleich Vollkopf.

O Bugre foi para o vestiário com a vantagem de 2x1 no placar.

No segundo tempo, Vadão tirou Gabriel Leite para entrada do volante Denner, migrando Richarlyson para o lado esquerdo, em função que era de Gabriel. A questão era que um jogador que ainda não havia realizado uma partida inteira, não teria condições de fazer o corredor o tempo todo. Por alí, o alviceleste teve suas melhores chances.

Fumagalli saiu insatisfeito ao ser substituído. Para seu lugar, entrou Luiz Fernando. Neste momento, tivemos algumas chances de ampliar e matar o jogo, mas paramos nas boas defesas do empolgado César.

O empate da equipe do Norte do Paraná já foi mencionado lá em cima. Podemos dizer que Leandro Santos não saiu no lance ou que Genilson não subiu. Aliás, falhas dos dois não é novidade para ninguém. O goleiro bugrino é muito indeciso e nessa de “vou, não vou, vou, não vou”, o Guarani segue sendo prejudicado.

Se o empate já era ruim, a derrota pior ainda.

O Guarani era presa fácil ao adversário. Notava-se um apagão na equipe. Aos 40’, Carlos Henrique acertou um lindo chute no meio de três jogadores bugrinos. Evandro não conseguiu cortar de cabeça, Jussani furou e o jogador do Tubarão conseguiu chutar antes da chegada de Genilson. Leandro Santos, adiantado, levou mais um para casa.

Quero destacar aqui também o excesso de cartões. Diego Jussani, Evandro, Richarlyson e Caíque. O Guarani levou 4 cartões amarelos, fato que ainda não havia acontecido. A coisa desandou e fugiu dos trilhos na partida.

A derrota custou caro. O alviverde caiu para a terceira colocação e viu os adversários encostarem. O jogo de terça-feira é o jogo da vida. Precisamos dos 3 pontos não só para alcançar a mini-meta, mas também para mostrar novamente ao Bugre o caminho da vitória. O time foi vaiado na saída de campo, jogadores não quiseram dar entrevistas, mas não há tempo para se lamentar. A torcida é explosiva. Tem seus momentos de expulsar a raiva, mas vai carregar o time, como sempre fizemos. Chegamos até aqui e não vamos desistir. Nunca desistimos. Nosso torcedor é sofrido, mas muito apaixonado. Vamos juntos!

“Num time de futebol existem nove posições e duas profissões: o goleiro e o centroavante." (Dadá Maravilha).

 

Avante Guarani!

Por Fernanda Martins.