DESABAFO TRICOLOR!

 

Foto: Mailson Santana

A Carla aqui foi incapaz de traçar uma linha sobre o jogo contra o Internacional. Eram tantas suposições em mente. Minha escolha foi o silêncio e o pensar. Palavras têm poder. Uma confissão, só consegui assistir até os quarenta do primeiro tempo até chegar ao limite.

Fiz um café e sentei-me no batente na entrada da cozinha, com meu cachorro Thor do lado, e chorei. Jogo findou pelo placar de 2 x 1 e o resultado deixa meu Fluminense na boca do Z4. Para piorar, dependemos do resultado do jogo entre e Avaí, nesta segunda. Se o alvinegro pontuar.... 

Estamos por um triz e o time tinha tudo para vencer se jogasse como fez contra o São Paulo. Me questiono como pode o elenco ser tão inconstante e incapaz de manter uma linearidade nos jogos. Um "fantasma" sem meio termo, feito "ou joga oito ou oitenta". Andam numa corda bamba. 

O time não engatou e viu o Colorado crescer em campo, ganhar espaço em erros deles. O Fluminense perdeu para ele mesmo. Falemos do meio de campo sob comando de Nenê. Por não repetir a atuação anterior, o jogador rendeu pouco e construiu quase nada no sistema ofensivo. Também deslizou na marcação, estava lento e sem aquela sua mobilidade.

Veio Pottker jogar o primeiro banho de água fria com seu gol aos 35. Um detalhe, jamais culparei Muriel.

O segundo gol do rival me deixou de estômago embrulhado e esse mal estar aumentou depois que vi o juiz anular o lance por toque da bola na mão de Cuesta antes de Pottker marcar. Daí entrou o VAR, chamou o juiz e, depois que reviu a jogada, validou o tento. Discordo com veemência da decisão. Foi clara a falha na decisão.

Com dois gols sofridos, o time travou e encontrou pela frente uma barreira de marcação bem postada e pouco produziu. Perdeu o ritmo, enquanto Guerrero estava cheio de gás e atento, tentou boas bolas.

Na etapa final, Wellington Nem fez um bonito gol ao aproveitar com inteligência uma falha de Cuesta na saída de bola. Foi de certa forma, um alento aos nossos corações doloridos por essa sensação de andar de  montanha russa a cada jogo.

Olha que situação! Estamos a mercê de resultados de outros times que estão no mesmo dilema triste, torcer por derrotas. Nosso Fluminense é Gigante demais para ser desonrado com tanta crueldade. 

Pediram apoio da Torcida e ela respondeu, muitos aderiram ao Sócio Torcedor e estavam sempre nos jogos. Sem falar do trabalho lindo realizado por nossas Organizadas, que em união, também divulgou aos componentes a necessidade de entrar de sócio. Sem falar da nossa Bancada. Meu amor para Balu (Força Flu), Paty (Fiel Tricolor), Núcleo Feminino da Young Flu, Núcleo 39 (Hugo e meus filhotes), Gabriel e minha amiga linda Marina (Garra) e aos meus do Sobranada. Respeito e Amizade. 

Quem tem que jogar bola com vontade e talento com a obrigação de vencer, ganhar três pontos, sentir confiança de sua capacidade, tanto a do grupo quanto a de cada um. Vocês sabem jogar quando querem, então calibrem esse desejo e lutem até o fim. 

Lembrei aqui do vídeo daquele menino lindo, de franjinha e sentado num balanço. Camisa azul com nosso escudo no meio. Um olhar doce e a voz com traços de iniciante para encantar com o pronunciar de algumas das palavras do nosso Hino

Isso mesmo, o menino que ama nosso Fluminense cantou o hino inteirinho. Uma fofice. No final, ele diz: o que que eu sou! Manda beijos. Irresistível, me encantei por ele. 

Foto: Mailson Santana

 

Esse amor vem de dentro e é Verde, Branco e Grená.

 

Carla Andrade